segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uma luta entre duas garotas de programa

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Adriana e Karla vieram do interior para fazer faculdade na capital. O dinheiro não faltava mas também estava bem longe de sobrar. Adriana cabelos longos-e-encaracolados não era candidata à canonização – sua suave xoxota já tinha sido romanticamente penetrada tempos atrás por um priminho em segundo grau às margens do Paraibuna. A candidatura a santa de Karla também era muito improvável – ela tirara uma calcinha verde-desbotada para um amiguinho num motel de nome idiota chamado Styllus, na beira da BR.

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Adriana era saideira – ia para uma festinha, sempre conhecia um carinha, e muitas vezes rolava um motelzinho – sempre com a borrachuda, que ela era uma moça consciente. E um dia teve uma idéia – por que não pedir uma grana? E acabou sendo segunda-namorada – sabendo que o era – do filho do dono da fábrica de plásticos. O cara era sincero – tinha de casar com a namorada chata – questão de troca de ações e debêntures, sogro rico-de-podre, etc. Mas queria continuar com ela também, para finalidades de cama. O cara era generoso - fazia questão de ficar com os carnês da faculdade e do aluguel, e ainda uma conta corrente numa butique de shopping – tudo em troca de umas puladinhas numa cama redonda de motel a cada quinze dias, e da boca fechada. Adriana também foi sincera – disse que não podia prometer exclusividade total. E toparam.

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Diante do exemplo da amiga, Karla também achou a sua boca, mais conservadora: um médico-e-fazendeiro, senhor muito educado, que vinha todos os meses resolver negócios de arroba de gado e esquecer as mágoas do casamento chato entre as perninhas docemente abertas da jovem amante. Esse depositava todo mês na conta dela uma graninha que podia manter umas três Karlas.

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Em suma, Adriana e Karla se tinham tornado umas doces, suaves e lindas putinhas. E como nenhuma prometera exclusividade, Karla arranjou um amiguinho-especial, um lourinho. Moravam em apartamentos vizinhos num prédio na Independência.

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Um dia, ao chegar em casa, um passarinho disse a Karla para olhar no buraco da fechadura de Adriana. No começo não viu bem – alguma coisa pressionava alguma coisa na cama da amiga. Depois foi se definindo – era algo longo e cilíndrico, que entrava e saía de algo preto e triangular. E depois entendeu – o cilindro era o falo de Beto, o amigo. E o preto era a fenda entre as coxas de Adriana.

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Seguiu-se a previsível cena de novela: sua isso, sua aquilo, ficava difícil as duas trocarem o clássico Sua-galinha-Sua-puta – já que as duas sabiam que eram isso mesmo. Beto tentou dar uma de apaziguador.

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Cai fora – disseram. – Isso é coisa de mulher. Vamos resolver.

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E resolveram com sinceridade: Karla disse que Beto tinha dezenove centímetros e meio, ficava rígido por um par de horas e a obedecia em tudo, e ela não estava a fim de largar o osso. E Adriana disse as mesmas coisas, e ainda:

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- Só tem um jeito de resolver isso – uma briga. Quem continuar de pé fica com a torre do cara.

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E foi tão concordadíssimo que exatos quatro minutos depois as duas se encontravam bem no meio do tapete falso-persa da sala, as duas apenas com os paninhos fininhos das calcinhas e dos sutiãs a separá-las da nudez total.

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- Se rende, cadela – disse Karla.

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- Se rende você, cachorra – disse Adriana, e sua mão esquerda rápida como cobra agarrou a frente da tanguinha cor-de-rosa da adversária, que, amassada, se transformou em tirinha, que foi afundando num pequeno bosque alourado, os pelos lourinhos entre as coxas de Karla, que se fecharam e engoliram o agora quase fiozinho rosa, que a mão de Adriana puxava sem qualquer vestígio de dó.

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Karla trancou os dentes e fechou e encheu os olhos de rugas enquanto Adriana deu-lhe um par de beijos na nuca, curtindo a sua submissão.

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Em retaliação, as mãos de Karla procuraram o triângulo de tecido cor vinho quase transparente que cobria o seio direito da amiga. Puxou-o de cada lado e o sutiãzinho ao se rasgar mostrou um bicão escuro e grande – quase o dobro dos bicos pequenos e róseos de Karla. Meio segundo depois ele desapareceu engolido pela boca de Karla, que sugou o peito da amiga como quem desentope pia – e foi a vez de Adriana trancar os dentes e soltar dois longos ais, e largar a tanga de Karla, que solou o peito de Adriana.

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Adriana buscou com a própria boca a boca da amiga mas não havia amor nesse beijo. Adriana sugou a língua da outra como a tentar arrancá-la – ao menos era essa a sensação de Karla que deu urrinhos de dor – e tentou responder tentando também chupar-meio-arrancar a língua da morena. As duas colaram os corpos inteiros nessa briga-de-beijo até que Karla reunindo todos os pedaços de força rompeu o clinche.

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- Confessa bem alto que é uma puta e que se deu mal, Karlinha! Aí tu pára de apanhar.

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Karla chupou o ar pesadamente um par de vezes e ainda gritou um “Nunca!” enquanto se jogou sobre sua adversária, num nada-ou-tudo. Notara que se continuasse deixando a iniciativa com Adriana, em três minutos estaria caída vencida no tapete. Rápida abriu seu sutiã que mostrou um par de seios maiores que os de Adriana, embora com os bicos menores, e arrancou os frangalhos do sutiã da outra, e abraçou Adriana, e encostou os bicos nos bicos da amiga, e apertou-a contra si o mais que pôde. Adriana só então entendeu a briga-de-peito e abraçou também Karla, procurando amassar-lhe os seios contra o próprio peito.

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Agora era uma questão de quem agüentava mais a dor. As duas gemiam, cada uma prometendo a si mesma agüentar mais um segundo esperando que a adversária cedesse antes. Adriana espalmou as mãos e empurrou a amiga com a força que lhe restava e respirou pesado três vezes.

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Karla percebeu que tinha feito algo certo – o ponto mais sensível de Adriana eram os seios. Sem dar à amiga tempo de se recuperar, e embora seus bicos rosados também latejassem de tanta dor, Karla mergulhou e com mãos certeiras enganchou as mãos nas tiras e baixou a tanga de Adriana, tão rápido que esta quando entendeu sentiu o vento batendo sem obstáculos em sua racha. Mais rápida ainda Karla se ergueu e sua mão esquerda firme sentiu a maciez dos pelos pretos – dera um tapa na racha de Adriana, seguido rápido de outros dois e de um grito fino da dona da boceta que estava a apanhar.

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Adriana tentou retaliar tirando a tanga da adversária, mas esta já antecipara o movimento e abria as pernas para evitar – e Adriana juntou as mãos numa das tiras laterais da tanga da outra, a tentar rasgá-la. Mas os golpes nos seios que levara começavam a cobrar seu preço. As mãos da jovem Adriana tentavam reunir forças, mas apenas tremiam, atrapalhadas pelos seios que pareciam ter o dobro do tamanho de tanta dor. Enquanto isso a mão de Karla aplicava tapas monótonos e ritmados, com força não exagerada mas firme, na boceta de Adriana.

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Finalmente a tanguinha de Karla se rasgou, mas a mão de Adriana só conseguiu aplicar-lhe dois golpes leves como carícias, bem diferente das pancadas rijas que sua fenda cor-de-rosa levava. Adriana resolveu decidir a luta, imaginou outro golpe e tentou aplicá-lo, mas esqueceu de avisar às próprias pernas, que tremeram e se dobraram, recusando-se a continuar a sustentá-la, e a jovem Adriana agora via, de baixo para cima, deitada no tapete, o sorriso vencedor da adversária. E se surpreendeu ao se ouvir dizer:

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- Chega, Karlinha, eu perdi. Você foi mais forte.

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Karla deu dois pulos de alegria, beijou duas vezes o rosto da perdedora e chamou o prêmio, Beto, no quarto ao lado. Disse que ficasse rijo e horizontal logo, que ela iria curtir o prêmio ali mesmo, na frente da vencida. Que ao aceitar o desafio sabia que isso poderia acontecer. Só uma das duas ganha. É cruel, mas lindo.

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4 comentários:

  1. Briga de mulher ("catfight") é um fetiche interessante.

    Lembro que quando era pré-adolescente me masturbava muito imaginando colegas de escola, mulheres de filmes etc. brigando entre si.

    Votei "sensual", o post merece ;)

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  2. A vida é uma constante descoberta!

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  3. acho , isso um grande tesão duas mulheres se batendo . rolando pelo chão !! perdendo roupas e sapatos !! para ver quem é a mais gostosa!! fico com muito tesão só de pensar.

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Seus comentários! Beijos, Beatriz.