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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Queridas e queridos,

Por estes meses foi um prazer escrever aqui para vocês. Era uma alegria ver o índice de visitantes aumentando nas segundas e nas terças, e principalmente ver os comentários. Gosto de imaginar que proporcionei momentos de alegria às pessoas, prazer a dois, a um, a três, a trinta eheh.

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Tudo na vida muda, e neste momento estou enforcadíssima com mudança de emprego. Quem me acompanha sabe que prometo pouco para poder cumprir sempre. E não poderei ter o prazer de continuar com esse blogue até abril de 2011. Então voltarei, talvez neste mesmo formato, talvez não.

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Agradeço a toooodos os que comentaram, e a todos os que leram. Amem muito, sejam felizes, e eu respondo a e-mails sim. Deixo vocês com o primeiro capítulo do meu livro, a coisa mais real que escrevi. Sejam felizes, amem muito sempre com camisinha, e 2011 está logo aí! Eheh


Beijos e beijos,


Beatriz


A PROPOSTA DE LUDWIG (Como tudo começou)


Nunca pensei em ser dondoca.


Sempre vi o trabalho como algo natural. Filha de contador, filha de professora, o ciclo formatura / carteira de trabalho / vestido de noiva / aniversário de filho era para mim inevitável como respirar. Meus irmãos escolheram megabytes ou índices de liquidez corrente. Eu escolhi Machado e Graciliano. E pensei desse jeito até um mês de dezembro. Então começou minha aventura, que você vive a partir de agora.


Faltavam vinte e dois dias para minha formatura quando saí pelo portão principal da Universidade. Estava atrapalhada por dois Dom Casmurro de exemplares grossos que tinha emprestado na biblioteca do Instituto de Humanas. E mais três Os Bruzundangas, e mais um Bom Crioulo. O Colégio C... estava com um programa de ensino de literatura em pequenos grupos. Eu entusiasmada com meu estágio lá.


Carregada de realismo e naturalismo mal percebi o carro com velocidade de tartaruga. Seguiu-me desde a esquina da Pedro Gerheim até um par de ruas depois. Não dei importância.


E nem o percebia no dia seguinte. Meninos de dezesseis podem ser apaixonados por Machado mas são mais ainda por carros. Discutíamos na frente do colégio se Capitu traiu e um dos rapazes apontou o Mercedes prateadinho. O setor masculino o reverenciou como manifestação do Olimpo, as meninas torceram o nariz. O motorista pareceu intimidado. Arrancou, evitou passar em frente a nós, vidros levantados.


Encontrei-o parado na direção da favelinha onde dava aulas de pré-vestibular como voluntária, meia dúzia de horas depois. Não se moveu.


Dia seguinte mandei um de meus alunos como espião e ele informou que lá estava o alvo, como chamou. Dispensei a turma dez minutos mais cedo. Plano feito. Saí pela entrada lateral, dobrei a esquina e lá estava, porta aberta, sem ninguém, em frente a uma birosca.


Gente há que acredita em sorte. Eu creio em intuição. Intuí que eu não estava ameaçada. Se alguém ameaçava, era eu. Mineiros são loucos por branquinha. E o dono da birosca era daqueles chatos, mostrava o litro e insistia e insistia. O comprador ou vítima dizia não obrigado com um português atolado. Quis sair, deu de cara comigo e minha vida nunca mais foi a mesma.


Era um palmo mais alto que eu. Os olhos azuis e a cabeça comprida me bateram na hora: estrangeiro. Jeans e camiseta que nele tinham a elegância de smocking. Olhos de menino pego roubando o doce de goiaba. Por um par de segundos olhamos um a cara do outro. Ofereceu-me a mão com a naturalidade de quem se apresenta à Rainha. Disse: Ludwig! Ri.


- Na Faculdade, no colégio, no voluntariado. Está me seguindo?


Afagou coceira imaginária na nuca. Não conseguia me sustentar o olhar.


- Sim – disse ele.


- Por quê?


- Que tal se disser que acho você bonita?


(Apelando para minha vaidade! Devia se envergonhar!)


- Vai comprar a branquinha do homem?


Duas notas pequenininhas trocaram de mãos e Ludwig arremessou o litro numa lixeira dois passos depois. Trocamos oficialmente de nome e telefone. Recusei a oferta de carona. Agradei ao recusar, gostou de minha cautela.

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Todo namoro é um ritual. Bares na subida da São Mateus, Chopin e Beethoven no Cine-Theatro Central, caminhadas ao mirante do Morro do Imperador. E as apresentações às famílias ou melhor à minha, pois a de Ludwig está a uns oito ou nove mil quilômetros de distância. Nasceu em Hannover há quarenta anos, há quase dezenove veio para cá e não quis mais sair. Dirige a fábrica com mão suave. Apaixonado por polias e voltagens, ao voltar do trabalho esquece as máquinas, uma das coisas que me fascina nele.


Nosso primeiro beijo foi três dias depois de começarmos a namorar. E um par de semanas depois sua mão deslizou pelo meu ombro, seguiu a curva, escolheu o caminho por baixo do top verde-enjôo, parou sobre o bico e deu um par de voltinhas. Aos catorze anos eu já decidira que os sutiãs eram um trambolho desnecessário e a mão dele se aproveitou de tal decisão. Não me incomodei nem um pouquinho-quinho.


Semanas seguintes tops e microblusas também se foram revelando demais. Na verdade só uma tanguinha cor-de-rosa com duas inevitáveis estampas de coração me separavam da roupa de Eva quando ele pronunciou a palavra casamento.


Senti a pancada. Nunca pensara. Era como uma roupa cujo manequim não cabe, você não compra e não pensa sobre.


Perguntei se queria toda a verdade. Se queria casar comigo, que fosse sem zonas de sombra. Ele disse Sim. Revelei dois namoricos da pesada. Contei de uma menina de dezoito num motel com o estúpido nome de Styllus a olhar mais curiosa que excitada o falo muito duro do coleguinha de Lingüística Românica. E que essa foi a primeira de quatro com o primeiro namoradinho, e depois teve mais cinco com o segundo, cada uma revelada com detalhes de radiografia. Falei de calcinhas sendo tiradas em bancos de fuscas, de laços de calções masculinos sendo desfeitos com os dentes.


Calei. Esperei a tríade vagabunda-cadela-vadia seguida da partida-para-nunca-mais. Por um par de milênios não abriu a boca. Mas abriu. E disse:


- Na terceira transa com o primeiro namorado, afinal você chupou ou não o rapaz?


Minha vez de abrir a boca, de espanto. Num pedaço de segundo repassei tudo e lembrei que esquecera aquele detalhe. Ludwig me ouvira como um aluno de declinações do latim. Derramei o balde, verdade em excesso:


- Chupei e muito. Não era pequeno.


É agora, pensei. Tinha sido noiva por trinta e sete minutos.


A tríade não veio. A mão tremida engatou a marcha. Deixou-me em casa. Deu a volta para abrir-me a porta, cavalheiro. Eu me roía por ter feito sofrer uma pessoa a quem queria bem. Para me castigar, encarei-o. Caí o queixo. Não vi sofrimento. Não havia sofrimento.


Havia felicidade.

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Pensei que a espera seria pelo restante dos séculos. Mas foram só três dias. Ludwig me ligou. Tinha uma surpresa, voz ansiosa de vestibulando devorando lista de aprovados.



A surpresa era uma caixinha. Abriu-a, duas alianças dentro. Meu lado Cinderela deu um pulo. Já nele não havia euforia, havia ansiedade como se o vestibulando agora chegasse às últimas vagas sem ver seu nome. Ele disse que agora era a vez dele ser sincero.


Começou: amava-me, queria igreja, véu, grinalda, e que eu fosse fiel.


- Serei – disse eu. – Nunca terei outro.


Engasgou, tossiu, disse que não era bem aquilo. Ou melhor, era sim, mas. O conceito dele de fidelidade era: eu sempre faria amor com ele, só com ele... e engasgou de novo, ...mas o corpo poderá ser de outro homem.


Demorei uns cinco segundos para juntar os pedaços.


- Você quer que eu faça amor com outros homens?


- Não, não. Comigo.


Relaxei.


- Mas através do corpo de outros homens.


Tensionei de novo. Detalhou: Não precisa ser na minha frente. Pode ser longe de mim, desde que me conte tudo. E não precisa ser com outro homem. Podem ser mulheres, ou casais. E quem vai fazer amor seremos nós dois. Fidelidade total. Não dê importância aos outros homens ou seja lá quem. São corpos que utilizaremos para o nosso prazer. Mas amor, só entre nós.


Popó e Maguila me acertaram juntos na cara. E Ludwig ainda tinha um segundo pedido. Ele sabia o quanto eu gostava de ensinar. Disse que eu poderia pegar algum trabalho voluntário. Mas ele ganhava o suficiente mesmo que fôssemos duzentos, quanto mais dois. Eu dedicaria meus dias às compras e ao amor. Essa seria a minha vida com ele.


Teria aplicado um tapa de mão cheia em qualquer pessoa do Planeta Terra que não ele. Naquele momento eu descobri que amava Ludwig. Saí em silêncio.

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Tentei voltar à minha vida. Colégio, voluntariado, família, leitura de Drummond, planos de mestrado. Evitava olhar as fotos de formatura. Lá estava Ludwig, feliz, nós felizes, eu com a ridícula beca de babador.


Ele era uma página em minha vida que eu tentava virar mas parecia colada. Particularmente tentava virar a página da proposta. Repetia a palavra absurdo. Absurdo, absurdo. Como ele podia me fazer uma proposta absurda daquelas?


Bronzeado de surfista, músculos de astro do Big Brother, o garotão pediu meio balde de morango com chocolate na sorveteria na Rio Branco. Uns dezenove anos, por aí. Eu a duas mesas de distância, delirei. Marido permissivo, chave do Vectra na mão, eu passaria um plá, o levaria para casa, em frente à sagrada cama de casal eu faria cair esse jeans e o resto, só uma coisa se ergueria, muito rígida, e meu marido aparecendo de surpresa, pasta na mão, rindo a viver. Absurdo... era isso que Ludwig queria? O garotão saiu e no mesmo lugar veio uma loura. Jeitão de separada e era separada mesmo, ouvi-a recitar ao celular, “meu ex-marido”. Óculos escuros, pediu só sabores diet. Delirei de novo. O garotão ao lado da cama desapareceu e se transformou nela, cabelo solto, óculos jogados de lado, abrindo a blusa como stripper me revelando a inexistência de sutiã. Nós duas. E o garotão se rematerializou e abraçou a nós duas. Nós três. Engasguei do milk-shake de baunilha com adoçante.


Decidi que era fantasia e que fantasia não paga pedágio. Delirava em tudo. Em casamentos me imaginava acordando abraçada de recheio aos corpos nus da noiva e do noivo. Imaginava amigas com olhos em faíscas me convidando a uma lua-de-mel de fim de semana com o marido, ou com elas mesmas. De absurda a proposta foi passando a estranha, de estranha a incômoda, depois só meio isso.


Recebi rosas cor-de-paixão e um bilhete perfumado: “Amo-a”. Devolvi o bilhete com uma palavra rabiscada ao lado: “Também.”


Casamo-nos numa igreja de formato estranho em Juiz de Fora.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

TIRANDO PUREZAS

Não me vejam com tridente, chifrinhos e lingerie vermelha mas gosto de corromper pessoas. Não qualquer pessoa – gente leve, feliz, boa, gente que quer viver sua vida querendo-bem – e gente que gosta de amar fisicamente outras pessoas, sem necessariamente ligar a amor de novela, etc.

E as deusas do ramo, Afrodite e Cleópatra, creio, parecem me ajudar. Essa é antiguinha, vários anos. Aconteceu em Parati, novembro como esse, sol rachante. Eu e Ludwig curtíamos a 336ª ou parecida lua de mel em pousadinha, e assim Denise e Leandro curtiam sua primeira.
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Sabe aquelas pessoas totalmente inofensivas, incapazes de mal? Eram assim, era olhar para as carinhas e ver, a dupla de sorrisinhos tímidos. Fiquei amigo deles, especialmente dela.

Encontrava com ela na beira da piscina, Denise com aquele jeitinho feliz-tímido. Perguntou-me se era uma segunda lua-de-mel. Falei enrolando casual a ponta do cabelo. “É sim, mas a gente é temático. A lua de mel mesmo foi do jeito normal. Agora a gente combinou fazer mais anal.”

Momento cruciante. Se minha amiguinha saísse correndo, fora só uma boa tentativa. Levou o copo à boca. Não me olhou. Perguntou: “Vocês gostam?” Olhei o relógio. Disse que meia hora antes eu estava levando estocadas duras ao extremo... “Nem parece, né? Dizem que a gente quando faz por trás não consegue andar direito... mas você percebeu alguma coisa?”

A pobre garota tossiu o chope duas vezes mas falou: “Não, você está andando normal”. Primeiro passo dado.

Horas depois encontrei com eles. Ele me olhou diferente. Entendi que ela contara tudo. Olhou-me como mulher-que-dá-por-trás. eheh

Minhas conversas e de Denise se soltaram, eu sempre usando a tática de me soltar antes para ver o que acontecia. Denise logo soube que o de Ludwig não era o primeiro. Ela mais solta pediu para que eu contasse e eu revelei com detalhes o sangramento bobinho advindo da perda desta inutilidade que se chama virgindade com rima e tudo, ela se divertindo, e Ludwig se aproximou. Ela me fez cara de desespero, falou com os lábios sem som. Com Ludwig se enxugando a dois palmos de distância eu “...aí eu percebi que não tinha sentido o gosto do mel do garoto, e eu queria muito saber como era, aí fiz ele se sentar na ponta da cama, fui por cima e...” Lindo ver a carinha de desespero dela,

Trinta minutos depois ela abriu o sorriso de dentes de anúncio de kolinos e disse que não perdera a virgindade naquela cama-de-pousada. Disse que três meses antes não conseguiram mais segurar. “Abri as pernas pra ele” – disse ela e riu.

Um dia decidi que era o nada-ou-tudo. “Querem ver um outro casal a meter? Vocês não precisam fazer nada. Só olham e vão embora”. Denise mudara muito nos últimos três dias. “Normal ou por trás?” – perguntou. “Ah, depende da inspiração do momento!” – gargalhamos.

Interessante que pensamos uma em fazer uma armadilha para a outra, e foi ela quem me pegou. Eu pensei em como seria bacana se a fizesse entrar em nosso quarto, e aspas casualmente ela veria uma transa entre eu e Ludwig. Em vez disso, ela me mandou recado pela portaria que meu shampoo natural ficara com ela. Achei estranho o recado, e não um telefonema. Meio da tarde, tudo morto, até as gringos de pele de camarão o 204 estavam dormindo depois do excesso de sol. Bati à porta. Denise me disse para entrar. Senti o clima. Passei a saletinha.

Da porta do quarto, cena linda de viver: Um casalzinho muito jovem, ela, os seios pequenos de bicos-rosa muito suave sentada na beirada da cama vestindo só uma linda tornozeleira de prata, ele com a falta de roupa a realçar o falo muito duro apontando para os lábios da sua boquinha que se abriram e o engoliram quase inteiro, enquanto a mãozinha desajeitada ainda aprendendo as coisas do amor pesado lhe sopesava os bagos. Fiquei orgulhosa da minha amiga pois o rapaz era até que avantajado.

E mais orgulhosa fiquei quando eles me mostraram sua linda inexperiência num papai-e-mamãe – mal sabiam eles que quando se transa para outros verem, existem posições muito mais convenientes para a platéia. Só pude ver o bumbum dele subindo e descendo parecendo querer separar ainda mais as pernas da moça que lhe arranhava as costas.

Rapidinho ele encheu o doce buraco da garota de mel – ainda não sabiam se controlar, meus quase filhinhos. Baixinho disse que adorei e achei lindo – e disse a ela que meia hora depois podia me encontrar na piscina embaixo para um par de Alexanders – e ela desceu meio ressabiada e eu falei de meu segundo namorado antes de Ludwig – e do sinalzinho que tinha no seu instrumento. Disso e de outras levezas. Nem mencionei a cena. Ela abriu sorriso. Eu a ganhara. Meus lindas amigos tinham uma tarazinha – fazer com platéia. E eu fui a platéia! Rárá!

Depois soube que ela comprou fitas de presente e se enrolou e ofereceu no aniversário dele de presente o seu lindo e redondinho bumbum – e gosto de pensar que fez assim pensando no meu exemplo!

Não me vejam com tridente, chifrinhos e lingerie vermelha mas gosto de corromper pessoas. Não qualquer pessoa – gente leve, feliz, boa, gente que quer vier sua vida querendo-bem. E que melhor?

Beijos e beijos, Bia

domingo, 8 de novembro de 2009

BÊBADA

O álcool tem muito a ver com o mundo da troca-de-casais. Sabe como é, desinibição, afastar timidezes, etc. Nada contra, não sou moralista. Se uns mililitros de vinho gaúcho vão ajudar uma secretária ou um professor a terem um momento inesquecível em suas vidas, why not? Apenas eu não preciso. Gosto na coisa olho-no-olho, desde que um dia quando tinha meus dezoito anos e um par de meses que decidi que estava cansada de ser zero-quilômetro, e queria experimentar aquilo que tem nomes científicos e nomes populares como foder, meter ou trepar. Minha pobre virgindade não durou nem mais trinta dias, a coitadinha.
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Com Tamara e Adriano foi diferente. Primeiro, por serem jovens – os casais de nossa vida são quase todos mais maduros. Depois, por que quem articulou fui eu, e não Ludwig. Eu conhecia o rapaz, cruzamos nossos caminhos no voluntariado em que trabalho. Elogiou a gente, disse que éramos um casal muito correto, não se envolvia em fofocas, ao contrário de muita gente.
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Sabe esses momentos em que a gente sente que é momento de arriscar? Joguei: agradeci, e disse que além disso nós saíamos com outros casais, cada um com a sua, ou trocando, não tinha problema. E que se ele e Tamara sonhavam um dia em dar uma variada em sua vida sexual, sem mudar a vida deles em nada, com muito respeito e camisinhas, podiam contar com a gente e nossa discrição que ele conhecia.
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Dei a pancada com a seriedade de quem faz uma demonstração de teorema geométrico. Dado o recado, disse que ia fazer alguma tarefa e sai da sala. Voltei uma dúzia de minutos depois e ele desligava o fone, ainda tonto. Adivinhei que ligara para a esposinha, incapaz de agüentar a novidade sozinho. Cumprimentei-me. Senti que eu tocara num ponto sensível.
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Foi antes de uma reunião de coordenação que dias depois o vi, olhos duplicados de tamanho, respiração de chumbo. Perguntei se ele e Tamara tinham pensado em nossa proposta. Parecendo aliviado por eu ter tomado a iniciativa, disse que eles pensaram e queriam experimentar. Mas cada um com a sua. Nada de troca. Eu disse que ótimo, eu e Ludwig teríamos prazer em nos amar na frente deles. E se depois eles quisessem tirar a roupa e se amar também ficassem à vontade. E repeti as garantias de sempre.
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Que re-repeti para Tamara no bar onde nos encontramos os quatro na sexta. Tamara é uma lourinha que sempre usou cabelos curtos com as pontas docemente voltadas para fora. Parecia intimidada e atribuí a isso os dois cálices de Moet que virou quase de cara. Com outros casais, temos uma divisão de tarefas: Ludwig fica com as brincadeiras, a leveza geral; eu, falo daquilo. A conversa não pode ficar séria senão enregela tudo. Falo de jovens mulheres tirando tangas ao entrar em praias de nudismo, de mulheres de meia idade a comer universitários que podiam ser seus sobrinhos, de boquetes em bancos traseiros de carros enquanto o marido dirige, experiências nossas e de outros, vistas e de ouvir dizer.
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Eu falava e Tamara empurrava mais champanhe. Temi que dormisse. Já pensava em como encaminhar o assunto quando a carinha delicada com um suave cheiro de álcool disse: vamos pro Number One!
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A garota foi sensacional. No trajeto da porta até a cama de cobertura lilás foram ficando a saia não-muito-curtinha, a blusa cor-vinho quase transparente e como prêmio máximo a calcinha violeta com rendinhas na borda, enroladinha no chão.
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E pude ver o que a calcinha até então ocultou. Tamara se jogou vibrando a cama sem nada, nada, nem um brinco nem uma tornozeleirinha prateada, nuinha nua nua, e com simplicidade afatou as coxas – doce e puramente abriu as pernas muito brancas, num gesto tão natural quanto lindo. Aquele risco cor de rosa que apareceu encheu meus olhos e o Mundo. Linda a fenda da mulher do meu amigo. Não pude vê-la muito pois o falo do marido logo o forçou a abrir-se e seu corpo cobriu o da garota.
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O marido olhava de meio-olho para a gente mas a esposinha com as coxas sempre muito afastadas assinalava cada estocada que levava do macho com um ganidinho rouco, que me fazia sentir o cheiro do Moet.
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Já disse várias vezes que não sou santa mas precisa dizer que Ludwig também não é nenhum anjo. Não é que o danado, banho tomado, cheiroso, vestido de Adão, no auge do mete-mete dos dois, como quem nada quer trouxe o poste já muito horizontal a uns dez dedos do rostinho da gata bêbada. E o resultado, bem, com a mesma doçura com a moça abriu as coxas ela tocou o falo com a sua mãozinha esquerda e um segundo depois metade dele desaparecia em sua boca de batom groselha – Ludwig não agüentou e deu uivo para o teto. Acontecera – a mulher transava com dois! Temi que a coisa não prestasse. Adriano fez cara de quem viu choque de cometas – e deixou passar. Apreciou o boquete da esposa em outro.
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Eu e Ludwig sabemos muito bem de política de swing – é preciso que os dois casais se aspas comprometam. Eles tinham se desinibido, estava na hora da gente se desinibir. Assim, depois que os nossos amigos ficaram calminhos, eu e Ludwig nos oferecemos para eles verem um showzinho nosso – e o fixemos, trocando várias posições e terminando com um gozosinho básico na barriga, para eles verem. Parecemos casal de casa de show erótico. Eles adoraram!
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O álcool tem muito a ver com o mundo da troca-de-casais. Sabe como é, desinibição, afastar timidezes, etc. Nada contra, não sou moralista. Se uns mililitros de vinho gaúcho vão ajudar uma moça ou um homem a terem um momento inesquecível em suas vidas, why not?
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Beijos e beijos, Bia

domingo, 1 de novembro de 2009

PRA VALER

Chega de prévias-conversas e lero, agora é metida-pra-valer. Eu e Ludwig com outro casal – cena mais ou menos rara, preferimos um rapaz sozinho. Terminada a fase de conhecimentos, compatibilidades, ver-se-é-isso-mesmo-que-vocês-querem, cálculos para ver se não cai na fase daqueles-dias de nenhuma das duas do setor feminino (argh), chega-se ao que interessa. Ludwig com ritmo, aproxima-se e se afasta do corpo da mulher que três dias antes ele nem sabia que existia – ela deitada, beira da cama redonda de motel, ela com a saia verde-abacate arregaçada até acima do um umbigo, Ludwig sem nenhum pedaço de pano colado no corpo.

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(Filosofia Ludwiguiana: ele diz que uma mulher pode transar com uma cambraia sobre os seios ou um pedaço de seda enlaçando os braços. Mas um homem, seja com a sacrossanta esposa, com uma amante ou com a mulher do outro, deve transar sempre total e por completo nu). Ela não ganharia concurso de modelo: os delicados pneuzinhos balançam com ritmo regular ao impacto das estocadas extraordinariamente regulares do marido da outra, o grosso cano a aparecer e desaparecer no doce buraco guarnecido por uma florestinha de pelos castanhos muito clarinhos.

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As mãos do outro cara competem ao Nobel de desajeitamento. Procuram espaço debaixo de minha bermuda frouxa e se metem debaixo da calcinha – tanga, o cara ainda pingando gotinhas (outra norma – cavalheiros, banho antes – sempre). Faz cara de vitória quando os dedos sentem a minha própria guarnição negra do meu túnel do amor. Com a calma de quem foge de terremoto me baixa-quase-arrebenta o zíper, me quase-rasga a bermuda, e sua boca me abocanha enganchando meus pelos nos dentes, e enquanto com a cabeça perdida o homem (tem seus quarenta e cinco) amassa meus pobres seios. Mas tudo bem, quem transa não pode ser muito cheia de toques-não.

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Depois de levar mais ou menos uma centena de estocadas, deixo o outro homem a amolecer depois de explodir em creme e me volto para o outro casal. Meu lado homem: vendo o falo afundar sem dó, é como se eu estivesse comendo outra mulher. Meu lado canalha: detesto falsas santas. Se ela está metendo com outro homem, é por que ela é assim como eu e não tem outra palavra uma pu-ti-nha. Ludwig enfia, com ritmo, as mãos segurando as pernas dela como a um guidão de bicicleta. Espero ela chegar perto de gozar. Então pergunto se ela é uma putinha, cadela, galinha, vagabunda e ela concorda com tudo, e ainda dou meu dedo para chupar. Tontas de tanto sexo, nunca conheci uma que não chupasse.

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Sinto algo duro entre minhas coxas, estou nua e é fácil sentir. O cara se recuperou e quer um segundo tempo. E por que não. E vou a ele. Ninguém é anjo. Nem mesmo quem lê!

Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

REALIDADES...

Um querido leitor perguntou se as histórias aqui são reais. Claro, ele se referia às histórias que se passam em nossa época, e em nosso país. Existem aquelas que sem dúvida aconteceram sim, e quase do jeito que eu contei. Mas que eu obviamente não presenciei, como a das duas moças que se amavam na Grécia antiga. Existem também aquelas que são contos, como “Don´t Stop”, uma das primeiras, e das que mais gosto.
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Quanto àquelas em que eu entro como participante ou espectadora, há que distinguir. Todas aconteceram. Em algumas eu estava lá, do jeito que escrevi. Temos muitos amigos, e amigos liberais. E adoro ouvir – é quase tão excitante quanto fazer, ou mais até. Assim, de outras eu ouvi a narração, e me coloquei no lugar de quem esteve. Acho que fica mais dinâmico assim, e ao mesmo tempo me consola por não ter estado presente a tudo (chuif!).
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Nessas que ouvi, tem um subtipo. Quem leu o primeiro capítulo de meu livro sabe que entre eu e Ludwig tem uma diferençazinha de idade. Eu ainda aprendia a rasgar embalagens de absorvente (argh) e ele, novo mágico, já com sua varinha (?) fazia mulheres amigas e mulheres de amigos darem passeiozinhos pelo reino do êxtase.
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Razões objetivas: Ludwig é estrangeiro e no Brasil estrangeiros têm privilégios, todo mundo trata bem: é louro – mesma coisa; é simpático e falante – raro para um estrangeiro, aí é qualidade dele; e é discreto – aí é tão raro que não é qualidade, é troféu. Se um cavalheiro tem o sonho de ver sua dama transar com outro, olha, Ludwig é a solução, sem querer ser publicitária. Ele trata a esposa do outro com respeito de mordomo inglês, faz apenas sua tarefa, deixa bem claro que a mulher é do outro, ele não faz parte do casal, muito menos da família, e que está lá para ser usado para o prazer da mulher e por tabela, pelo do homem. (Claro que para ele também não é uma tragédia, eheh).
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Assim, algumas das histórias que conto aqui são de Ludwig, antes de me conhecer. E fico enchendo a paciência dele para recontar e rerecontar, pois adoro. Uma das que mais gosto e ele detesta é a da primeira - e posso dizer o nome exato pois aqui ninguém é candidato a anjo - boceta da vida de Ludwig, a de uma alemã gordinha chamada Helga, de uma cidade com o feio nome de Lübeck, e que portava uma calcinha quilométrica branca e que sangrou lindamente com a primeira espada que teve o privilégio de estocá-la. Isso foi ainda nos tempos alemães de Ludwig.
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Mas a que pretendo contar é outra. Ludwig tinha exatos vinte e seis, poucos de Brasil, ainda se confundia nos gêneros das palavras e arranjou como amigos um conhecido advogado de JF, com exatamente o dobro da sua idade, e uma esposa charmosíssima que tinha doze anos menos que o marido. (Ludwig guardou esses de detalhes). Rodearam-no, bares, encontro na Rio Branco, ida à praia juntos.
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Numa dessas, num bar meio vazio veio a proposta (os dois lado a lado, bem juntos, as mãos segurando firme um no outro como a mostrar que estavam juntos nessa.) O cara falou com a leveza de quem defende uma causa junto ao Supremo Tribunal que tinha o sonho de ver a esposa fazer e disse com todas as sílabas se-xo-a-nal com outro homem. Seria a primeira vez dela por trás. Perguntaram o que achava disso e o Ludwig da época com seu português capenga até ainda não estava acostumado, mas abriu sorriso e disse “Linnnnndo, Marrrrrravilhozo!” Espertinho eheh.
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Que estava nervoso no começo. Ludwig me conta que a mulher no motel de nome em francês ruim vestia todas as cintas-ligas e calcinhas vermelhas de sex-shop que se possa imaginar. Mas ela muito feliz, afundara os joelhos na colcha macia da cama redonda. O marido a um metro, nu como Adão, os pelos grisalhos, inclusive os que guarneciam o falo que ele percorria apertando loucamente com a mão. E o jovem Ludwig, de joelhos atrás da mulher, suando frio.
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Até que relaxou e apertou-lhe os bumbuns, cafajesticamente, e o casal gostou. Ludwig relaxou e enganchou os dedos nos fechos da cinta-liga, afastando-os, e seus dedos exploradores por baixo da calcinha-de-putinha quase se queimaram com o calor da fenda molhadíssima.
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Mas o momento must foi o da perda daquela virgindade mui especial. O ritual todo: os dedos do amante espalhando muito creme, sem pena de desperdiçar. Depois, os mesmos dedos, primeiro um, depois dois, percorrendo os caminhos ainda nunca percorridos enquanto a mulher franzia os olhos, cada vez com menos dor, cada vez mais à vontade.
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Adoraria ver o homem jovem, seu instrumento suspenso no ar; a mulher charmosa e com muita beleza da juventude, de quatro; o marido batendo uma querendo ganhar o recorde mundial de intensidade no vai-e-vem. Adoraria ver a cabeça rosada desaparecendo, a carinha feminina com mistura de dor e alegria, cada vez menos dor. As mãos do amante aproximando com velocidade de tartaruga a cintura da mulher, e o falo a desaparecer. E um sorriso marcando o momento mágico em que a garota relaxa, seguido pelo afasta-e-mete, feliz, completo. E terminado com um gêiser de creme, aliás dois, pois o marido lindamente corno ao lado também conta.
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. Um querido leitor perguntou se as histórias aqui são reais. Se eu escrevesse dizendo que um casal amigo nos fez esta proposta, e eu estava presente, eu mentiria. Mas confesso que adoraria ter visto.
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Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

UMA MORENA CHAMADA LUCIENE

Honestidade é tudo. Somos discretos. Ludwig tem uma acachapante capacidade de ficar calado. Costumo brincar que ele seria capaz de uma sessão a três com Giselle Bündchen e Luana Piovani e não diria nada para outros nem sob chicote. Isso o faz ser procurado por amigos que têm a fantasia de ver sua mulher brincar nua de amar com outro homem. E eu que controle meu ciúme – rárá!
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Freqüentemente sou eu que me encarrego das negociações. Digo que Ludwig é tremendamente respeitador; que só vai chamá-la de qualquer nome (tipo vagabunda, cachorra ou putinha) se ela pedir na hora; camisinha, sempre; e que se sustenta duro bastante tempo, o que possibilita que a mulher goze várias vezes. Ah, e tem 18 centímetros.
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Tudo isso com naturalidade de negociador de tratado sobre o clima. Qualquer risinho e tudo vai pelo ralo. E quase sempre dá certo.
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Podem perguntar como sabemos se o casal quer isso mesmo. Sempre há uma dica. Quem já leu meu livro sabe que tem um capítulo chamado “Morena beleza” no qual descrevo uma lindíssima mulher negra, carioca, esposa de um alemão nosso conhecido. Ela passou um fim de semana em nossa casa.
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Um dia, recebemos uma ligação de um outro alemão, amigo do primeiro, dizendo que nosso amigo comum dissera maravilhas de nós dois e que gostaria que se fosse possível, que sua esposa também pudesse passar um fim de semana curtindo nossa piscina, etc.
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Ora, Ludwig e a garota anterior tinham se amado várias vezes na beira da nossa piscina, e o marido aprovara tudo. Assim, era impossível que Luciene e o marido pensassem num encontro virgem.
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Muito lero não foi necessário, e dias depois fui com o Logus na rodoviária de Juiz de Fora pegar a morena que iria comer meu marido. Esperava longa conversa, tranquilização, controle de pulsação, mas nada. A garota (tinha seus vinte e seis) estava consciente de nenhum de nós quatro (marido dela incluído) é candidato à santidade.
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A garota era realmente bonita, morena quase negra. Na beira da piscina devorei com o olhar seu corpinho bem pouco coberto pela tanga enfiadinha. Eu tirei o sutiã do biquíni para deixar claro que não sou uma boa menina, e a metida foi bela, esteticamente falando. Ludwig fechou as pernas da garota, segurando-lhe os joelhos bem juntos, e seu falo já muito duro entrou e saiu da fenda da garota, guarnecida por uma floresta de pelos negros, centenas de vezes, com ritmo.
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No começo Luciene agüentou firme mas as estocadas repetidas fizeram a diferença e a mulher logo perdeu a cabeça, deu cada uivinho que repercutiu até no Vale do Ipê. Só depois que viu que nossa amiga já tinha se divertido bastante que Ludwig se permitiu liberar sua fonte de creme branco, que fizeram contraste nos pelos negros da jovem.
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Quanto a mim, fiz travessura. Liguei para o marido. Virei o fone para os gritos. “Sim, imaginei que a essa hora eles à estivessem transando”, me disse o marido. Percebi que ele batia uma.
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E somos amigos de Ludwig e do marido até hoje. Mais histórias de casal!
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Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

CIÚMES

Alguém que me conhece me disse: eu era uma menina pobre que arranjou um casamento com um gringo rico para se dar bem. E que teve de se submeter às TARAS dele para se dar bem. Oras, oras.

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Não éramos ricos. Nós, minha família de origem. Quem leu minha página fixa sabe disse. (Para quem não leu, o link está logo ao lado. Sem egos-em-excesso, fala um bocadão sobre eu-mais-nova.) Família cheia de gente, pai e mãe com salariozinhos decentes, mas não mais que isso. Só teve uma, aliás duas vantagens. Em muitas famílias, os pais colocam olhão nas filhas e dizem tipo mantra: “não-dê!” “não-dê!” Rárá! Apavora a adolescentezinha! Em casa era diferente. Diziam: “Estude!” “Estude!” E foi o que eu fiz. Quanto ao outro conselho, ninguém falou nada! Eheh

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E outra vantagem de uma casa cheia. Mulheres adultas ficam hor-ro-ri-za-das quando homens batem umas. Pra mim, normalíssimo. Rapazes se aliviam, é assim que funciona, sei desde mocinha. Vi várias vezes, nem todas por mero acaso, confesso! Meus irmãos costumavam usar o quartinho de despejo no quintal, tinha até umas Playboys escondidas lá. (Eu sabia muito bem onde). Não que gostasse sempre. Detestava quando eles batiam no banheiro – e eu no aperto lá fora! (bolas!)

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E eu já me aprestara a ser o que me preparara para ser, professora de literatura e também português. Sempre quis ser professora, nunca quis ser anjo. Pensava em viver a vida com muita leitura, e de vez em quando uma transinha com um carinha de que eu gostasse. Casamento, não me passava pela cabeça. Até que veio Ludwig e sua proposta. E eu pensei e topei. E estamos nessa, casamento aberto, até hoje.

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E quando se fala em casamento aberto, as pessoas sempre pensam em você transando com outros. Como fica a cabeça, etc. Olha, digo, você está se sentindo se sentindo bem limpinha, banho tomado, vestindo apenas os brincos, cama redonda do motel, dois homens a te desejar, o marido e outro, os falos dos dois bem horizontais mostrando que estão muuuuuito interessados em você. Um deles te deseja, o outro te deseja, ama, adora e protege. Você relaxa, o seu amante relaxa, a partir daí é só a entrada homem-e-mulher, e é só festa então. É físico. Transar com outros não é difícil.

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O difícil é ver o seu marido transando com outra. Não tem jeito, a gente tem muito essa de posse. Ter o SEU homem, etc. Quando Ludwig me fez sua proposta, sabia que usaríamos os corpos de outras pessoas para nosso prazer. Eu, de outros homens, e ele, de outras mulheres. Abertura total, conhecimento máximo. Topei.

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Mas uma é aceitar intelectualmente. Entrei no quarto e vi Ludwig, de joelhos na cama, vestido de Adão, duro como um trilho a apontar a lourinha. A garota olhava direto nos meus olhos, e ria, ria! Vi e vi estrelinha, foi uma pancada, tonteei. Todos os meus hormônios de briga invadiram meu sangue e tive de respirar fundo e me lembrar do acordo, três vezes. A mulher deitada de costas, Ludwig na frente, prestes a se ajoelhar e meter em sua rachadura. A garota afastava as coxas enquanto ria, devagar, eu a ver tudo como em câmara lenta. Muito devagar vi um risco róseo se definindo entre seus pelos louros. Melhorou quando Ludwig se inclinou e sua tora fez o risco se alargar. Ao menos a mulher fechou os olhos e começou a suspirar em vez de rir.

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Obriguei-me a ver tudo. Mais calma, eu pensava que tinha de ser racional, ele transava com outras mas era meu marido. E tive certo orgulho. É como se eu estivesse a comer outra mulher mas não como mulher e sim como homem. O competente falo de Ludwig fez a mulher gozar duas vezes. Arrancou rápido a camisinha e encheu a barriga dela de creme. No final beijei-a na boca, eu ainda quente de ciúme, controlado a custo.

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Já vi Ludwig levar outras mulheres ao paraíso. Mas a primeira ninguém esquece!

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Histórias de um casal!

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Beijos e beijos, Beatriz

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

DOIS A SEDUZIR UM

Acho que já escrevi parecido aqui. Mas esse assunto é maaaaravilhoso, não canso de escrever. Um casal seduzir um rapaz é um ritual-de-delícia. Melhor que torta de morango. Com chantilly por cima. E vinho tinto para rebater!

Ludwig me ama. Por isso ela gosta de me ver tão vestida quanto Eva, numa cama redonda. Agasalhando o falo muito duro de um garoto. Muitos homens não amam suas mulheres, por isso não fazem isso! Rárá!

Ritual. Começa geralmente por Ludwig, descobrindo um candidato, dando um jeito de sacar o tamanho da vara do rapaz. Ludwig geralmente faz isso vendo o volume da calça. Melhor ainda se for num clube ou praia, quando o rapaz está de sunga. Claro, num vestiário quando o garoto está vestido de Adão, aí fica fácil.

Nada pensem de Ludwig. É técnico. Aquele pedaço de carne vai dar prazer à mulher dele (Eu!). Só. Nada de mais, nada de homem-homem. Análise pura.

Mas gosto mais da minha parte. Já tive momentos perfeitos, momentos-da-mulher. Já tive o prazer de me deitar de fio-dental, na toalhinha de praia, de bruços, sentindo a brisa de Cabo Frio me beijar quase inteira, e ao lado um garoto recém-conhecido gaguejando, e louco para olhar direto para meu bumbum e sem ter coragem. E Ludwig lá longe, dizendo tchauzinho de vez em quando, para nós dois.

A gente quase ouve o coração do garoto a bater. Mas nesse jogo tem regras. O garoto tem de saber que sou casada. Ver o marido, ver o pedação de metal dourado no meu dedo. Se fosse solteira, ele se veria obrigado a cumprir o script do garanhão. Já que sabe que sou casada, todos ficam lindamente indecisos. Isso me deixa bem livre para vestir o mínimo possível e baixar o nível mesmo, tipo arrebitar o bumbum quase na cara do rapaz, essas coisas (santidade, loooonge!)

Depois Ludwig chega. Mel na voz, dá mil rodeios. Confesso que às vezes perco a paciência. Por mim às vezes dá vontade de dizer Quer, quer, não quer, então caia fora e assuma com orgulho que seu negócio é homem. Mas Ludwig sabe que tem de ser devagar. Diz que somos um casal diferente. Que nos amamos. Mas amor não é ciúme. Que sabe quando a mulher gostou de outro homem. Que gostou muuuuito de você.... E lero-lero-lero.

Por incrível, quase sempre dá certo. Lembro de um dos melhores, pousada de praia em Alagoas. Dez minutos depois de um lero desses, estava a transar com um garotão que naquela manhã nem sabia que existia. E começou um pouquinho antes. No corredor para os apartamentos segurei as mãos dos dois, tipo Dona Flor e seus dois maridos. No quarto o próprio Ludwig se encantou pelo romantismo da cena e se consolou com sua forte mão direita, produzindo lindamente mais leite que metade do estado de Alagoas! Eu e o garotão alagoano fizemos um mamãe-e-papai, eu de braços abertos, e depois fizemos um cachorrinho, ele bem desinibidinho a me segurar pela cintura e estocar firme.

A cada metida o rapaz olhos-meio-fechados dizia “Ai como é gostoso, mamãe!”, “Ai como é gostoso, mamãe!”. Freud explica! Rárá! Morri de rir. E Ludwig também.

Histórias de um casal!

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Beijos e beijos, Ana Beatriz
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Dicas para damas para transarem com outro na frente do seu

Uma amiga me disse que gosta de transar a três, com o marido sendo um dos dois cavalheiros. Não perguntei detalhes. Imagino que engole o talo do maridão enquanto o outro sortudo entra e sai do seu doce corpinho (não é muito alta).

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Sou diferente. Nada contra quem faça, mas o a-três nunca nos fez a cabeça. Gosto de transar só com o outro homem, com Ludwig de platéia. Para outras damas que sonhem em transar com outros na presença dos namorados-maridos, dou as dicas da experiência, ehehe.

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O melhor é uma grande cama, onde o garotão possa ficar de joelhos e eu de quatro, para uma transa cachorrinho. O marido fica num sofá ou pufe na frente (depende do motel) olhando bem nos meus olhos. É divino!

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Tem vezes que a gente está mais classuda e noutras mais cachorra. Tem dias que gosto que Ludwig faça papel de nobre tarado: ele vestido, BEM vestido, paletó, sapato brilhando, gravata no mesmo tom da meia, balançando o gelo no copo de uísque. Enquanto isso eu nua com um rapaz que não conhecia há quarenta minutos antes, ele a me segurar pela cintura, o gelo de Ludwig batendo no vidro do copo e bem, os delicados bagos do rapaz batendo em meu corpo. Me deixa doida.

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Mas nem sempre temos classe: às vezes peço que Ludwig deixe a classe de lado e aproveite e deixe de lado também a camisa, a gravata e a sunga, e sua mão aperte e bata uma para eu ver. E ele faz, direito a esguicho de mel branquinho e tudo. Também é o must!

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Beijos, Bia

segunda-feira, 13 de julho de 2009

COMO É TRANSAR COM OUTRO (II)

Tudo bem, meu marido teve todo o trabalho de arranjar um rapaz na igreja (! – surpresos?) ou clube, passou-lhe toda a conversa, não, não somos membros de alguma máfia internacional do narcotráfico – a única droga que entra em nossa casa são os programas de TV, que para esses só desligando; não, não extraímos rins para venda ilegal no Primeiro Mundo - ele não tem o menor perigo de amanhecer anestesiado numa banheira com gelo. Somos exatamente o que dizemos ser: um casal que gosta que a banda feminina deste casal ame outros homens. Ame, e estes depois caiam fora, ficando com a recordação do prazer.

Tudo bem, o rapaz topou. Sexta ou sábado à noite. A noite começa com Ludwig. Ele recebe o rapaz, acalma-o (às vezes é preciso), e manda o cara para o banho. Daí eu não participo. E – detalhe importante – Ludwig diz que ao sair, enxugue-se (claro!) mas venha sem nada. Vestido só de amor. E sem chinelas, pelamordeDeus! Nada mais brochante que homem pelado de chinela.

O garoto sai e surpresa, Ludwig já o espera vestido de Adão também. Aí tem uns que encucam, acham que vai rolar homem-homem, aí o pobre Ludwig tem de catequizar de novo, é que quem está na chuva é para se molhar e ninguém ali é santo, etc.

Nisso eu me apronto no quarto. Gosto de me vestir vulgar. Não submissa – nada de fantasias de house-maid ou enfermeira, pelamor, mas vulgar. Breguíssimas tanguinhas de sex-shop, em forma de coração com pompons nas bordas, o sutiã com aberturas nos bicos. Ou tanguinhas menores ainda do tipo especial-para-garotas-de-programa, com aquela rachadura dá para adivinhar aonde.

Aí eu entro. Cena linda como a vida: dois machos pelados, Ludwig já acostumado, em completo riste no esplendor dos dezoito centímetros e o garoto geralmente ainda nervosildo, a literalmente meio-pau. Minha filosofia é, tem de acontecer logo, senão brocha tudo. E entro rasgando, digo Oiiiiiiiii, tudo bem?! Dou-lhes beijoquinhas plec-plec no rosto e minha mão em tubo já agarra aquele lugar que já adivinharam e dá um par de bombadas. Adoro ver o os olhos de susto do menino. Mais ainda quando eu agarro uma das mãos dele e ponho num dos seios e agarro a outra e boto vocês sabem em qual pedaço de mim.

Nesse momento meu marido diz que vai nos deixar livres para fazemos amizade.

E segue-se uma relação sexual entre a senhora Ana Beatriz S., mineira, casada, professora, eleitora da circunscrição de Juiz de Fora, com o senhor João Carlos ou Roberto ou Felipe ou Gabriel, geralmente mineiro mas podendo ser carioca ou de qualquer outra procedência, seguindo-se os gemidos e suspiros usuais em atos de semelhante natureza, com o referido senhor esforçando-se por enterrar mais e mais o falo dentro do buraco da referida senhora vulgarmente conhecido como boceta ou xoxota, esmerando-se ambos em sentir muito prazer durante este ato.

Depois, banho tomado, eu já muito ensabonetada e cheirosa, Ludwig já pronto para conduzir o rapaz para fora, dou-lhe outros beijinhos plec-plec no rosto e digo que ele é muito gostoso. E tchau. Cinco minutos depois, o garoto é só um passado gostoso.

Simples assim.

Beijos e beijos,
Beatriz

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Como é transar com outro (I)

Uma dúzia ou pouco mais de amigas já me perguntou como é a sensação de amar fisicamente outro homem, sendo casada.

Eu respondo, Gente, é tão natural e tão estranho quanto pegar um ônibus ou passar num caixa de supermercado. São coisas complexas e surrealistas, apenas a gente se acostumou.

O primeiro cara com quem transei na frente do meu marido pareceu uma declaração da Terceira Guerra.

Hoje é tão simples. Prefiro meninos jovens, entre seus dezenove e vinte e um. Menos que isso é menor de idade, nem pensar. Mais que isso eles já se acham muito espertos, acham que têm algum direito, etc.

Prefiro rapazes de bom nível social, que sejam um tanto tímidos, que nunca tenham tido namorada, ou só uma ou pouquinhas. (Estou dando o tipo ideal, tá? Nem sempre isso acontece).

Quanto ao tamanho da bem... ferramenta principal de trabalho, sem ser politicamente correta, não é o mais importante. Até por que é mais difícil que se pensa saber antes o tamanho, ainda mais o tamanho que interessa, da hora do vamos-ver. O importante é que funcione!

Já me perguntaram, e tem problemas de funcionamento, em meninos tão jovens? Bem, são jovens são, mas as pessoas desconfiam demais. Não dá pra imaginar o trabalho que Ludwig tem para convencer um rapazinho de que: ele vai transar com uma mulher de seus trinta que (oh vaidade!) manteve-se nos trilhos e engordou exatamente um quilo desde os quinze anos; vai esfregar o falo nas coxas dela, chupar os seios dela, apertar o bumbum dela; ela vai lhe chupar os bicos com força; vai sentir o gozo dela; vai gozar sobre a barriga dela; tudo sem perigo nenhum; com consentimento do marido; não vai pagar nem mesmo a conta do motel. E tem cara que para fazer isso paga profissionais ou trai maridos com risco de levar tiro.

Ou seja, tudo o que um homem sonha. E eles duvidam. Às vezes o rapaz já está dentro de mim quando se convence que é sério, ele ganhou a sorte grande. Aí se solta. Aí é o paraíso.

(continua)