segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Um momento de ousadia
sábado, 1 de setembro de 2012
Não somos profissionais
terça-feira, 19 de junho de 2012
Tudo, tudo vale.
sábado, 4 de junho de 2011
Sou a amiga
“Realce sua beleza andando em companhia de amigas feias” - parece ser o lema de Michele, e eu não sou Michele. Sou a amiga. Bem, não sou exatamente feia. Sou normal. Não engordei nem nada, ao contrário, minhas bermudinhas jeans sempre folgam. Mas sou de uma normalidade que se esmaga diante da esplendorosa lourice e do cabelão na cintura da minha amiga, alguém que já cansou de ouvir o bordão “por que você não quis ser modelo”? E ficamos por aí, nós duas, nos bares e boates, eu, Teresa, sempre a fiel escudeira.
.Inevitavelmente, a garota bonita atraiu um rapaz bonito. Os um metro e oitenta e seis do cara eram dissimulados por seu apelido, Betinho, que além de disfarçarem sua altura davam uma impressão errada sobre outra grandeza. Ele grudava os olhos na musa dele, e isso me deixava livre para grudar os meus naquele volume na sunga dele, na piscina.
.Além de bonito, Betinho era tímido e era amigo do vizinho da minha prima. Aproveitou essa quase- intimidade e me perguntou se aquela gataça gostava dele.
.Aquela gataça nem sabia de sua existência. Betinho era bonito, mas a concorrência era forte, e nessa ele perdia. Não sei que me deu. Respondi: Ela me disse – tem uns caras bonitinhos, mas tesão mesmo, coisa de útero, eu tenho é por aquele, o Betinho.
.Os olhos dele viraram sóis. E eu disse: não dá agora, ela está terminando um namoro, os pais querem o cara rico, etc. Mas ela me disse: “depois de livre, eu vou comemorar dando pra aquele tesudo!”
.Pedi um tempo, e eu arranjaria as coisas entre os dois.
.Deixei Betinho pulando de euforia e naturalmente não disse nada para minha amiga, a qual continuava ignorando a existência do rapaz. Ele me perguntou de novo. Eu disse que, quando estávamos no quarto dela... E ele me perguntou se ficávamos juntas no quarto, eu disse que sim, ela trocava a roupa na minha frente, eu já cansara de vê-la nua, pena que não podia levá-lo na bolsa eheh (ele mordeu o lábio). E falei das calcinhas dela, tinha umas bem-bem, fio-dental, enfiadinhas, “são para o Betinho“ ela me disse, rindo, e uns sutiãs com umas aberturas bem grandes para os bicos, os bicos delas são bem grandes, sabe? E quando está experimentando calcinhas, tirando uma depois da outra, a - posso dizer -, fenda dela é bem lourinha, não sabia? Pois é...
.E Betinho esvermelhava a cara, e eu o deixava, pois via necessidade dele enorme de ficar a sós para se aliviar.
.Não podia embromá-lo muito, e prometi que iria acertar as coisas entre eles. E numa certa noite subi os degraus da escada da casa dele para falar disso. Disse Oi! para os pais dele, lá na sala, e subi para o quarto.
.Não dá por enquanto, disse eu. Os pais dizem que ela só pode terminar com o cara daqui a no mínimo dois meses. Mas ela não aguenta mais. Ela disse que quer transar com você e morde os dedos esperando os dois meses. Quis que eu a ajudasse a tomar banho. É realmente uma pena essa espera, Betinho. Ela levantou a sainha verde e vi os lourinhos – estava sem nada por baixo - “É o modelito que vou usar quando namorar com o Betinho”, disse. Tirou o sutiã tão pequenininho que uma parte de um dos bicos aparece. Eu falei que os bicos dela estavam bem duros, e ela disse que é por que pensava em você. Eu mesma acho uma pena, Betinho, que você possa apenas bater uma, quando podia meter na minha amiga. Seria muito mais gostoso.
.Eu disse isso como quem convida para uma coca cola, mas não havia nada de cocacolístico nos olhos enormes do rapaz e no mais enorme ainda volume na bermuda branca, e nas narinas respirando como chumbo.
.Betinho tinha força equivalente a quatro de mim, e só precisou de um pedaço dessa força para suas grandes mãos me envolverem a cintura, me suspenderem no ar, meus pezinhos deixando cair as melissas cor-de-rosa, e me colocou sobre uma cômoda de madeira muito nova, com as costas na parede. Tudo devagar mas com uma determinação de locomotiva. Senti sua respiração quente quando ao ser carregada coloquei meu pescoço em seu ombro.
.Suas mãos afastaram minhas coxas, não as escancarando, mas o suficiente para aquilo que ele queria. Ele se afastou, envolveu meu corpo ainda vestido num olhar só.
.Suas mãos procuraram o fecho da própria bermuda que um par de segundos depois deslizou ao chão, seguida pela blusa branca, e em mais outro par de segundos compreendi minha situação: um homem nu, que eu mal conhecia, o falo muito grosso, apontava para mim. Não fazia cara “sua gostosa!” ou de “vou te comer!” Ele só queria o que queria.-
Deixei-o fazer. Eu tinha sido má – eu mentira, eu o provocara. Eu merecia o que viesse. Vi suas mãos rasgando um pacote e tirando um anelzinho melado de lá.. “Só come com camisinha”, pensei. “Bom menin..” - e meu pensamento foi cortado pelas suas mãos, que se aproveitando de minha bermuda frouxa nem se deram ao trabalho de tirá-la, puxando-a para o lado, e continuando sua exploração encontraram um pequeno pedaço triangular de poliamida, que também não ofereceu grande resistência.
.Era agora. Respirei fundo, mandei uma de minhas coxas para mais distante da outra, vi aquilo muito leve, levitando horizontal, procurando o espaço lateral que tinha sido deixado por minha bermuda e calcinha, e mordi-lhe o ombro suado quando o senti sem nenhuma violência porém sobrando firmeza a alargar-me inteira, fazer-me maior, nas beiradas da dor mas sem cair nela. Betinho colocou a mão na minha boca e eu entendi – eu suspirara a alarmar o quarteirão. Não queria que os pais dele soubessem e passei a me controlar, quase lacrimejando.
.Após colar nossos corpos inteiros, Betinho afastou-me e num golpe seco e doce cravou de novo, e minha cabeça rodopiou e franzi a testa de esforço para não gritar. O mesmo movimento foi seguido várias vezes, eu derretendo, Betinho me lambia o pescoço e eu dava o troco lambendo o dele, assim como as orelhas, mas não nos beijávamos – e eu entendi claro – porque não havia amor. Só tesão em elevado grau de pureza.
.Desfiz o laço de minha miniblusa, não tanto para ficar mais ficar mais à vontade como para dar ao garoto uma visão dos bicos marrons dos meus seios – e ele respondeu socando-me como bate-estaca, sem vestígios de dó. O rapaz não respeitou nem mesmo meus dois gozos – meus amigos anteriores ao menos aliviavam enquanto tinha meus orgasmos, mas o menino continuou a estocar sem me dar descanso.
.Tapei-lhe a boca – foi a minha vez – quando gritou um oooouuu de abalar alicerces, e minha mão rápida como cobra lhe arrancou a borracha. Seu iogurte denso, grosso, fez faixas que se estendiam pela minha bermuda arregaçada, umbigo e um chegou a me acariciar a bochecha, sensação doce.
.Ficamos uma meia dúzia de minutos desabados um no outro.
- Tem um papel? - disse eu desprendendo-me.
Tem, sim – e me trouxe um rolo de papel toalha, que juntou com o banheirinho foi muito útil para voltar a ficar apresentável pelo menos para passar pelos pais dele. Penteei-me com o pente dele, afofei os cabelos.
.Dei-lhe um beijinho no rosto.
.Desculpa, tá, Teresa?
Tudo bem, isso acontece – disse eu. E alcei minha bolsa. Seus pais me deram boa noite enquanto eu voava para a porta.
Quanto à minha amiga, sei que o príncipe encantado dela ainda virá, sei lá quem será ele. Quanto a mim, talvez não tenha me dado tão mal assim eheh.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
GOZAR E TCHAU
.
Lembrou disso exatamente enquanto via a cabeça avermelhada do rapaz brilhante pela borracha envolvida e desaparecendo entre a tira de pelos escuros entre suas coxas, o dono dela abrindo a boca e jogando o pescoço pra trás. Feliz aniversário – se disse.
.
Convidara o garoto para uma pizza inocente, nada demais e quarenta minutos afastava as coxas para a entrada dele. Seguiam o ritual sai-e-entra, pontuado pelos gritos, roucos os dele, finos os dela, que se alternavam como num ensaio. Esquisito, pensou: depois de duas décadas abrindo as pernas para o mesmo, abrir as pernas para outro, e riu.
.
Não se tocavam, ou quase. O rapaz se apoiava com as mãos no sofá vermelhaço, e se aproximava e afastava como fazendo exercício. Ela lhe apertava as nádegas, mas em geral só se tocavam no que interessava. Não havia amor, só vontade de devorar um ao outro. Experiência nova para ela. E não desagradável. Depois de anos de só-com-amor, experimentar uma gozar-e-tchau.
.
O garotão não agüentou o calor e umidade dela e em meia dúzia de minutos uma faixa de creme branco lhe atingia até um bico rosado.
.
Mas não foi tchau. Na hora do tchau ela já queria de novo.
domingo, 1 de novembro de 2009
PRA VALER
Chega de prévias-conversas e lero, agora é metida-pra-valer. Eu e Ludwig com outro casal – cena mais ou menos rara, preferimos um rapaz sozinho. Terminada a fase de conhecimentos, compatibilidades, ver-se-é-isso-mesmo-que-vocês-querem, cálculos para ver se não cai na fase daqueles-dias de nenhuma das duas do setor feminino (argh), chega-se ao que interessa. Ludwig com ritmo, aproxima-se e se afasta do corpo da mulher que três dias antes ele nem sabia que existia – ela deitada, beira da cama redonda de motel, ela com a saia verde-abacate arregaçada até acima do um umbigo, Ludwig sem nenhum pedaço de pano colado no corpo.
.
(Filosofia Ludwiguiana: ele diz que uma mulher pode transar com uma cambraia sobre os seios ou um pedaço de seda enlaçando os braços. Mas um homem, seja com a sacrossanta esposa, com uma amante ou com a mulher do outro, deve transar sempre total e por completo nu). Ela não ganharia concurso de modelo: os delicados pneuzinhos balançam com ritmo regular ao impacto das estocadas extraordinariamente regulares do marido da outra, o grosso cano a aparecer e desaparecer no doce buraco guarnecido por uma florestinha de pelos castanhos muito clarinhos.
.
As mãos do outro cara competem ao Nobel de desajeitamento. Procuram espaço debaixo de minha bermuda frouxa e se metem debaixo da calcinha – tanga, o cara ainda pingando gotinhas (outra norma – cavalheiros, banho antes – sempre). Faz cara de vitória quando os dedos sentem a minha própria guarnição negra do meu túnel do amor. Com a calma de quem foge de terremoto me baixa-quase-arrebenta o zíper, me quase-rasga a bermuda, e sua boca me abocanha enganchando meus pelos nos dentes, e enquanto com a cabeça perdida o homem (tem seus quarenta e cinco) amassa meus pobres seios. Mas tudo bem, quem transa não pode ser muito cheia de toques-não.
.
Depois de levar mais ou menos uma centena de estocadas, deixo o outro homem a amolecer depois de explodir em creme e me volto para o outro casal. Meu lado homem: vendo o falo afundar sem dó, é como se eu estivesse comendo outra mulher. Meu lado canalha: detesto falsas santas. Se ela está metendo com outro homem, é por que ela é assim como eu e não tem outra palavra uma pu-ti-nha. Ludwig enfia, com ritmo, as mãos segurando as pernas dela como a um guidão de bicicleta. Espero ela chegar perto de gozar. Então pergunto se ela é uma putinha, cadela, galinha, vagabunda e ela concorda com tudo, e ainda dou meu dedo para chupar. Tontas de tanto sexo, nunca conheci uma que não chupasse.
.
Sinto algo duro entre minhas coxas, estou nua e é fácil sentir. O cara se recuperou e quer um segundo tempo. E por que não. E vou a ele. Ninguém é anjo. Nem mesmo quem lê!
Beijos e beijos, Bia
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
TARAS
Creio que decepcionarei muitos ou alguns com este post. Algumas respostas aqui me fazem sentir semideusa. Mulher classuda, etc. Pedaço de mim é, sem dúvida, partes à modéstia, mas não sou só isso. Tenho taras. Todos têm? Lá sei. Vamos a uma. Menores de idade, saiam já! (Nem deviam ter entrado!).
Começou quando estava exercendo meu direito de mulher concedido por igreja e cartório, estava metendo com meu marido. Posição cavalinho (upaupa!) adoro. Pedi que me apertasse os seios. Ele me fez quase-carícia, respeitador. Pedi que apertasse mais. Seus dedos afundaram na pele de marca de sutiã, mas não muito. Mandei mais força. Ele apertou, com cuidados para não me machucar. Quase gritei que mandasse os cuidados para o lixo e apertasse para valer. E ele obedeceu, salientando os bicos. Quase que gritei de novo e não só de dor mas de êxtase.
Depois disse o que se passava em minha cabeça, durante. Eu lutava com outra garota, numa praia deserta, selvagem, eu nua, ela sem nada. Lutávamos por e tenho de dizer o nome que pensava na hora, lutávamos por rola. (A própria estava lá, bem dura, bem horizontal, pertencente a um garotão passivo que espera a vencedora). Batíamos na e preciso dizer de novo a palavra da hora boceta uma outra, eu na dela, ela na minha, uma querendo forçar a outra a se declarar vencida. E a vencedora foderia o prêmio na gente da derrotada. Dois ades, crueldade e sensualidade. Imaginei quando Ludwig apertava meus seios, era a garota que o fazia. E eu que não tenho vocação para anjo também apertando os dela, fazendo-a dar uivinhos de dor.
Ludwig adorou a história e depois fui aperfeiçoando. Sabe, nunca gostei dessa dominação masculina do mundo. E imaginava um mundo depois de uma guerra nuclear, um mundo primitivo, de tribos femininas. Sobraram muito poucos homens, e eles eram escravos das mulheres, escravos sexuais para o prazer delas. Para se divertir com o corpo de um escravo, a mulher teria de tirá-lo de outra. Uma luta com regras, embora regras cruéis e lindas: as duas bateriam nas bocetas e seios, e enfiariam dedos etc, até que uma não caísse. E logo que as moças completassem X anos, entrariam numa academia de lutas em que seria explicado a elas o domínio feminino do mundo, e a elas seria ensinado como encontrar uma adversária e depois de alguns minutos deixá-la deitadinha, gemendo de dor, os seios vermelhos e a boceta ainda com a impressão das pancadas. E sentar na vara do escravo a dois palmas da cara da derrotada.
Várias das minhas transas passaram a ser lutas na minha cabeça. Confesso que dei nocaute nas bocetas de todas que se atreveram a me disputar o escravo! Tadinhas nada, queriam fazer o mesmo comigo, eheh!
.
Fantasia minha, histórias que imagino e conto durante a transa. Pela primeiríssima vez no papel. Taras? E quem não as tem? eheh
.
Beijos e beijos, Bia
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
MACHO NÃO RECUSA
Foi difícil convencer o namorado e o ex. Disse que gente família faz a três, sim, é normalíssimo. Tossindo e olhando para o lado, concordaram. O problema era outro macho a dois palmos de distância.
Melissa ria ao vê-los evitarem se tocar como se ambos fossem fios de alta tensão. Deixou passiva que lhe tirassem a roupa como quisessem. Depois foi a vez dela. Engoliu a orelha de Tércio enquanto com o joelho pressionava o meio das coxas de Ronaldo, aquela dureza que crescia. Deu chave de pernas no pescoço de Tércio enquanto forçava para baixo a sunga preta do outro, comparou os dezessete centímetros de Tércio com os quinze de Ronaldo.
Eles, machos em dúvida sobre quem estava a comer quem. Clássica, pôs-se na posição quatrinho, eles sem saber o papel de cada. Ela decidiu: Tércio seria o sorvete dela, Ronaldo lhe partiria os pelinhos louros. Adorou ver os olhos deles duplicarem de tamanho quando disse Só no começo, depois troca.
Eles se posicionaram, macho não recusa. Para sorte dela, que curtia os corpos dos dois.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
UMA MORENA CHAMADA LUCIENE
.
Freqüentemente sou eu que me encarrego das negociações. Digo que Ludwig é tremendamente respeitador; que só vai chamá-la de qualquer nome (tipo vagabunda, cachorra ou putinha) se ela pedir na hora; camisinha, sempre; e que se sustenta duro bastante tempo, o que possibilita que a mulher goze várias vezes. Ah, e tem 18 centímetros.
.
Tudo isso com naturalidade de negociador de tratado sobre o clima. Qualquer risinho e tudo vai pelo ralo. E quase sempre dá certo.
.
Podem perguntar como sabemos se o casal quer isso mesmo. Sempre há uma dica. Quem já leu meu livro sabe que tem um capítulo chamado “Morena beleza” no qual descrevo uma lindíssima mulher negra, carioca, esposa de um alemão nosso conhecido. Ela passou um fim de semana em nossa casa.
.
Um dia, recebemos uma ligação de um outro alemão, amigo do primeiro, dizendo que nosso amigo comum dissera maravilhas de nós dois e que gostaria que se fosse possível, que sua esposa também pudesse passar um fim de semana curtindo nossa piscina, etc.
.
Ora, Ludwig e a garota anterior tinham se amado várias vezes na beira da nossa piscina, e o marido aprovara tudo. Assim, era impossível que Luciene e o marido pensassem num encontro virgem.
.
Muito lero não foi necessário, e dias depois fui com o Logus na rodoviária de Juiz de Fora pegar a morena que iria comer meu marido. Esperava longa conversa, tranquilização, controle de pulsação, mas nada. A garota (tinha seus vinte e seis) estava consciente de nenhum de nós quatro (marido dela incluído) é candidato à santidade.
.
A garota era realmente bonita, morena quase negra. Na beira da piscina devorei com o olhar seu corpinho bem pouco coberto pela tanga enfiadinha. Eu tirei o sutiã do biquíni para deixar claro que não sou uma boa menina, e a metida foi bela, esteticamente falando. Ludwig fechou as pernas da garota, segurando-lhe os joelhos bem juntos, e seu falo já muito duro entrou e saiu da fenda da garota, guarnecida por uma floresta de pelos negros, centenas de vezes, com ritmo.
.
No começo Luciene agüentou firme mas as estocadas repetidas fizeram a diferença e a mulher logo perdeu a cabeça, deu cada uivinho que repercutiu até no Vale do Ipê. Só depois que viu que nossa amiga já tinha se divertido bastante que Ludwig se permitiu liberar sua fonte de creme branco, que fizeram contraste nos pelos negros da jovem.
.
Quanto a mim, fiz travessura. Liguei para o marido. Virei o fone para os gritos. “Sim, imaginei que a essa hora eles à estivessem transando”, me disse o marido. Percebi que ele batia uma.
.
E somos amigos de Ludwig e do marido até hoje. Mais histórias de casal!
.
Beijos e beijos, Bia
segunda-feira, 13 de julho de 2009
COMO É TRANSAR COM OUTRO (II)
Tudo bem, o rapaz topou. Sexta ou sábado à noite. A noite começa com Ludwig. Ele recebe o rapaz, acalma-o (às vezes é preciso), e manda o cara para o banho. Daí eu não participo. E – detalhe importante – Ludwig diz que ao sair, enxugue-se (claro!) mas venha sem nada. Vestido só de amor. E sem chinelas, pelamordeDeus! Nada mais brochante que homem pelado de chinela.
O garoto sai e surpresa, Ludwig já o espera vestido de Adão também. Aí tem uns que encucam, acham que vai rolar homem-homem, aí o pobre Ludwig tem de catequizar de novo, é que quem está na chuva é para se molhar e ninguém ali é santo, etc.
Nisso eu me apronto no quarto. Gosto de me vestir vulgar. Não submissa – nada de fantasias de house-maid ou enfermeira, pelamor, mas vulgar. Breguíssimas tanguinhas de sex-shop, em forma de coração com pompons nas bordas, o sutiã com aberturas nos bicos. Ou tanguinhas menores ainda do tipo especial-para-garotas-de-programa, com aquela rachadura dá para adivinhar aonde.
Aí eu entro. Cena linda como a vida: dois machos pelados, Ludwig já acostumado, em completo riste no esplendor dos dezoito centímetros e o garoto geralmente ainda nervosildo, a literalmente meio-pau. Minha filosofia é, tem de acontecer logo, senão brocha tudo. E entro rasgando, digo Oiiiiiiiii, tudo bem?! Dou-lhes beijoquinhas plec-plec no rosto e minha mão em tubo já agarra aquele lugar que já adivinharam e dá um par de bombadas. Adoro ver o os olhos de susto do menino. Mais ainda quando eu agarro uma das mãos dele e ponho num dos seios e agarro a outra e boto vocês sabem em qual pedaço de mim.
Nesse momento meu marido diz que vai nos deixar livres para fazemos amizade.
E segue-se uma relação sexual entre a senhora Ana Beatriz S., mineira, casada, professora, eleitora da circunscrição de Juiz de Fora, com o senhor João Carlos ou Roberto ou Felipe ou Gabriel, geralmente mineiro mas podendo ser carioca ou de qualquer outra procedência, seguindo-se os gemidos e suspiros usuais em atos de semelhante natureza, com o referido senhor esforçando-se por enterrar mais e mais o falo dentro do buraco da referida senhora vulgarmente conhecido como boceta ou xoxota, esmerando-se ambos em sentir muito prazer durante este ato.
Depois, banho tomado, eu já muito ensabonetada e cheirosa, Ludwig já pronto para conduzir o rapaz para fora, dou-lhe outros beijinhos plec-plec no rosto e digo que ele é muito gostoso. E tchau. Cinco minutos depois, o garoto é só um passado gostoso.
Simples assim.
Beijos e beijos,
Beatriz
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Como é transar com outro (I)
Eu respondo, Gente, é tão natural e tão estranho quanto pegar um ônibus ou passar num caixa de supermercado. São coisas complexas e surrealistas, apenas a gente se acostumou.
O primeiro cara com quem transei na frente do meu marido pareceu uma declaração da Terceira Guerra.
Hoje é tão simples. Prefiro meninos jovens, entre seus dezenove e vinte e um. Menos que isso é menor de idade, nem pensar. Mais que isso eles já se acham muito espertos, acham que têm algum direito, etc.
Prefiro rapazes de bom nível social, que sejam um tanto tímidos, que nunca tenham tido namorada, ou só uma ou pouquinhas. (Estou dando o tipo ideal, tá? Nem sempre isso acontece).
Quanto ao tamanho da bem... ferramenta principal de trabalho, sem ser politicamente correta, não é o mais importante. Até por que é mais difícil que se pensa saber antes o tamanho, ainda mais o tamanho que interessa, da hora do vamos-ver. O importante é que funcione!
Já me perguntaram, e tem problemas de funcionamento, em meninos tão jovens? Bem, são jovens são, mas as pessoas desconfiam demais. Não dá pra imaginar o trabalho que Ludwig tem para convencer um rapazinho de que: ele vai transar com uma mulher de seus trinta que (oh vaidade!) manteve-se nos trilhos e engordou exatamente um quilo desde os quinze anos; vai esfregar o falo nas coxas dela, chupar os seios dela, apertar o bumbum dela; ela vai lhe chupar os bicos com força; vai sentir o gozo dela; vai gozar sobre a barriga dela; tudo sem perigo nenhum; com consentimento do marido; não vai pagar nem mesmo a conta do motel. E tem cara que para fazer isso paga profissionais ou trai maridos com risco de levar tiro.
Ou seja, tudo o que um homem sonha. E eles duvidam. Às vezes o rapaz já está dentro de mim quando se convence que é sério, ele ganhou a sorte grande. Aí se solta. Aí é o paraíso.
(continua)
segunda-feira, 22 de junho de 2009
ESCONDE-ESCONDE
Era amiga de um carinha misto de surfista, pescador e guia de turismo, meia dúzia de anos mais novo que ela e bronzeado de fábrica e com garantia permanente. Sorria e parecia ter estoque infindo de jujubas, eu gostava dele.
Cinco, seis horas, sol a cair. Ouvi a um quarto de voz:
- Ela está lá em cima.
- Você está tão molhada.
Pensei em brincadeira, algum esconde-esconde de regras difíceis. Desci.
- Você está salgado – era a tia.
Fiz meu lugar-de-esconder entre as folhonas de um jarro de plantas. Só me pareceu esquisito, aquele corpo quadrado, diferente do corpo curvilíneo das mulheres aos quais já me acostumava. E do centro dele algo como em perpendicular emergindo de uma mancha preta. Juro quem só pensei por que aquilo estava apontando para o lado. Não devia ser para frente?
Minha tia ajoelhou-se e eu subi, tudo me pareceu menos interessante que um bom esconde-esconde. Demorei meia dúzia de minutos para cair em sono e outra tanto de anos para entender. Na época não me pareceu nada de mais. E nem depois.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
DON´T STOP
- Não pára – disse ela.
A mão dela amassava o lençol, a colcha de algodão e parte do travesseiro. Ansiedade de recém-divorciada, ansiedade de solteiro. Ela resolvera se deitar vestida de Eva e o fez de bruços. Ele à la Adão deitara-se por cima dela. O passeio dele pelo corpo dela se fazia pelos caminhos turísticos normais.
Ela intensa, a balançar a cada golpe vendo o mundo pelos olhos meio fechados. Gania baixo, quase cachorrinha. Ele tomava quase-susto com o efeito que fazia nela. Não esperava tanto. Perguntava se ela estava OK como a menina com febre.
Os homens gostam, as mulheres vomitam, rasgam-se, querem praticar harakiri ao menor pensamento desta terrihorrível coisa. Na lenda. Na prática –
- Quero do outro jeito agora.
Ele engoliu papel jornal amassado. Ele queria. Mas assim repentino, iniciativa dela, era fora dos padrões. Mas macho é macho, não recusa.
Ela voltou com pote de creme, voltou à posição. Pensamento bobo voou na cabeça dele, quem está a comer quem.
O bravo explorador, novo Da Gama, se dispôs a caminhos nunca dantes. Ela trancou os dentes. No começo. Depois passava a língua neles. Ela quase queria fugir em astronave diante do furor. Mas macho é macho, não se assusta.
- Tudo bem com você? – dizia ele quase a desejar o Não.
- Não pára – dizia ela.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
CINDERELA
- Depende do que se faz dentro deles – e faz mover as ondas do cabelo.
Vaporoso vestido de seda preta, cabelo de anúncio de xampu, salto do sapato com a altura da estratosfera. Ele de smoking, brilho no olhar e na abotoadura dourada, jeito de príncipe. Meia dúzia de minutos de conversa, encontro casual, casualíssimo. Ele pergunta, ela responde, ele treme leve, o olho dela diz Why not?
Minutos depois o grande automóvel pára em tranqüilo-lugar. Banco traseiro prêmio de maciez. Brinco guardado na bolsa, meia e muito mais no chão, ela envia um dos tornozelos espiar pelo lado de fora da janela, afasta o outro para o lado oposto, muito longe. A seda negra do vestido arregaçada até o umbigo traz à visão uma outra seda, muito mais negra, muito úmida. Brilhantes pela tensão e pela borracha os centímetros do rapaz desaparecem um após o outro, o portal negro a devorá-los em silêncio.
Ela dá grito fino de agulha, ele não sente dor mas geme. Rápida, a mão dela lhe arranca o plástico, a semente cálida lhe acaricia até o cordão do pescoço.
Voltam metade de hora depois. Ela ajeita o cabelo, mesmo sorriso. Arranca um dos sapatos, deixa no banco. .
Ela já a cinco passos, a misturar-se à cidade. Ele pergunta Qual é seu nome?
Ela mal se volta:
- Cinderela.
