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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um momento de ousadia

 Foi naquele momento X dos tempos de casado no qual é afundar ou flutuar. E eles decidiram flutuar. Ela: 45 aninhos, engordara exatos três quilos desde que comemorara os 20 – e como era magrinha então, continuava enxutíssima e agora de cabelão na cintura. Ele: Com aquele charme meio grisalho dos homens de 51, a natação e as bicicletas mantinham tudo na linha. A partida da filha única – para doutorado noutro estado e também porque o seu namorado era de lá – os deixara cara a cara um com o outro. No começo, sentiram falta da rotina de ser mamãe e de ser papai. Depois descobriram que aquela nova situação os fazia namorados de novo.

O marido - qual adolescente – pareceu redescobrir que tinha dezesseis centímetros de prazer entre as pernas e passou a utilizá-los com frequência admirável para enfiá-los inteiros na rachadura entre as coxas da esposa e também na sua boquinha – ela se reacostumou a sentir a semente cálida em seus amplos seios e também a invadir sua garganta, a fazê-la quase engasgar.

Muito bom mas não suficiente – descobriram. Sempre fora uma fantasia dele, e ele nem sabia, e também dela, e ela só agora desconfiou. Os dezesseis eram muito bons – mas eram necessários mais. E só se poderia obtê-los em outro.

No começo falavam entre risinhos, mas depois a sério. O marido tomou posição: já que era para comer a mulher dele, não aceitaria menos de vinte centímetros. E mais grosso que ele. A mulher tremeu um pouquinho ao saber das dimensões mas decidiu não ser mole – ela seria uma mulher de verdade, sem medo de tamanhos.

Descobriram o que todo casal descobre – o problema de um segundo falo é que nenhum falo vem sozinho – todos vêm com um cara junto. E achar o cara com o instrumento certo e que não vá dar problema depois é a questão.

Mas quem quer mesmo acha um jeito, e o marido achou – vinte e três anos, desencucado, marca forte de sol de bermuda de surfe, e principalmente – vinte e um centímetros e meio com força total.
O de sempre, noite de quinta, suíte reservada no motel melhor da cidade, o carro do casal a buzinar na porta de república onde o carinha morava, ele desce, jeans surradão e blusa estampada.

No carro, as luzes velozes da BR, dava para ouvir as batidas dos corações dos dois homens, de tão pesadas. Atrás, uma metamorfose – a mulher estava na beira do acidente vascular cerebral – até o garotão entrar. No meio dos trinta e dois minutos da viagem ela já achava o mais normal do universo transar com dois homens – transa-se com um, transa-se com outro – o que tem de mais? Sentia-se feliz de ter tido coragem de usar a cinta-liga por baixo do vestido curtinho, e melhor ainda se tivesse trazido a fio-dental em forma de coração.

E quando saiu do banheiro com a cinta-liga e o sutiã transparente a cena a fez delirar: dois homens, um deles totalmente nu, o outro de cuecas boxer, a esperavam. Ela pensava no que fazer quando a natureza tomou a decisão e fez com que algo que apontava o chão deixasse de fazê-lo, e se voltasse para ela, às golfadas mas com firmeza, até apontar para ela, leve, orgulhoso.

Orgulhoso também ficou o marido com o efeito que sua esposinha causava. A menos de trinta centímetros acompanhou fascinado a transformação.

E seguiu-se o que se esperaria que se seguisse: os vinte e um centímetros e meio afundaram no buraco da mulher casada. Sua larga cabeça forçou a entrada pelo doce túnel, fazendo a proprietária dele torcer-se em quase dor, até render-se de prazer. O falo visitou-a com a dona de quatro, brincando de cavalinho, e até deitada, na posição de fazer filhinhos. E apertado pelo calor molhado da periquita, não resistiu: ondas de iogurte quente cobriram o umbigo dela, a camisinha arrancada no momento exato.

Foi no segundo tempo. Ela voltou da toalete, coração a bater por um segundo assalto na luta, e viu a cena. O garotão, já recuperado da primeira vitória, transformara-se em poste horizontal, pronto para nova briga. Ao lado dele, as mãos do marido em forma de gancho tiravam-se a própria cueca boxer. Mesmo diante do portento que era o garoto, o marido tinha um falo bastante respeitável, pensou ela. Viu os bagos já bem conhecidos balançarem livres.

Por um instante uma ideia lhe passou de que o endurecimento do marido não era aham bem por causa dela. O marido pegou o envelope – era ele quem colocaria a camisinha no rapagão. O coração dela pulou uma batida. O marido tocou o falo do cara – ligeiramente apontando para cima, a cabeça avermelhada. Como quem tem todo o tempo do mundo, em vez de enfiar logo o plástico, o cinquentão passou os dedos pela parte de baixo, como  sentir os vincos por baixo – e , muito natural, muito cuidadoso, e muito macho, beijou o falo do rapaz. E não satisfeito, beijou de novo. E mais em baixo. E em um segundo mais, a esposa não conseguia ver mais as bolas do garoto – pois as mesmas se encontravam nas bochechas de seu esposo.

Em seguida o marido contemplava a cabeça, seus lábios a dois centímetros dela – lábios que beijaram a cabeçona, uma, três, sete vezes – beijos carinhosos e másculos, e que fizeram o garotaço revirar os olhos para o teto, e fizeram a esposa pegar bem feminina na nuca do marido, a fazer-lhe um doce movimento de vaivém, e dando seu apoio de mulher. Com a metade do falo de outro macho enterrado na boca, o marido sorriu com os olhos para a mulher. Isso era amor.

E a mão na nuca foi muito útil quando o jovem principiou a gritar rouco – a esposa não deixou o marido afastar a cabeça enquanto o pouco de falo que restava fora da boca do marido se contraía, e as bochechas deste sentiam a carga. O garotão tirou sua arma meio amolecida, e a esposa com uma mão impelia o ombro do marido para baixo, convidando-o a ficar mais um pouco, e com a outra acariciava-lhe o pescoço e soprava: “engole!” Dois movimentos firmes no gogó do marido e aquele vestígio de amor físico entre machos lhe entrou pelo corpo. Era o fim.

E ao contrário do que ela pensava, depois que deixaram o garotão, riram, brincaram e voltaram até cedo. Saindo de roupão do banho, o guia da TV nas mãos, o marido disse: Ei, hoje vai passar O Poderoso Chefão II! Vamos assistir de novo??

Assistiram. Mas ela mal pôde se concentrar nas estripulias de Dom Corleone. O que ela pensava é quando ela veria de novo a cena – o marido, aquilo tudo, a boca.

Beijos, Beatriz


sábado, 1 de setembro de 2012

Não somos profissionais


Que fique claro: não somos profissionais. Gatas, garotas, periguetitas, sei  o que lá. Sabe como é,  as faculdades são tããão carinhas. Temos o suficiente para as coisas supérfluas como faculdade e alimentação, mas e as coisas essenciais da vida como as bolsas de couro le-gí-ti-mo, os jeans de marca colada no bumbum e as bijuterias de trezentos que são moda?

Para resolver isso a gente pega algum coleguinha universitário. O ideal: um cara timidinho, riquinho, longe dos pais. Com jeitinho, a gente convence o cara a comprar uma meia dúzia de presentes para a gente no Eldorado. Depois a gente aham dá dois presentinhos para ele, que tal? Anos mais tarde, quando estiver comendo a esposinha-chata, vai lembrar de mim, Teresa, e de minha amiga lourinha Clélia, a Lilinha, as estudantes do terceiro ano da facu.

Vi que esse esquema dera certo quando aquilo, ao se libertar da sunga branca, deixou de meio-apontar o chão e se ergueu firme, tubo de canalização ao pular sobre o rio. O dono de cara vermelha, a morrer de vergonha-zinha-zinha.

Gustavo, o Gustavinho, perfazia o ideal: cara timidinho, rico, longe dos pais, a vítima perfeita para nós lhe estouramos o limite do cartão de crédito. Mas sabe é como: adoro misturar negócios com fantasia. E dizem que mulheres são sempre rivais. Eu a morena-alta saí da minha cidade-boboca do interior com fama: me chamavam pratinho-de-microondas (de tão rodada) eheheh... sem graça. E Lilinha, o pai dela ainda pensava que a menina era zero (quáquáquá!).

Não é que o pai fosse bobo total. Lilinha ainda era um pedaço pura: seu bumbum redondinho e firme nunca tinha sido usufruído por nenhum rapaz. E eu tinha uma invejinha desse pedaço de virgindade da minha amiga, e me propus a tirá-lo. Já tinha tentado um par de vezes e a danada sempre escapava.

Com Gustavinho percebi a chance. Já na toalete do shopping tinha chamado a atenção dela para o jeans apertadésimo. Disse que aquela segunda pele podia tentar o menino a ideias outras. “Nunca” – disse ela arrebitando e se dando duas palmadinhas. “Isso é meu!” De qualquer forma o assunto estava posto. Etapa um.

A etapa dois começou quando aquilo, ao se libertar da sunga branca, deixou de meio-apontar o chão e se ergueu firme, tubo de canalização a pular sobre o rio. O dono de cara vermelha, a morrer de vergonha-zinha-zinha.

Lilinha gosta sempre de ser a primeira a dar seu amor-em-troca-de-presentes para o garoto. Deitou-se de costas no camão redondo, a tanga azul-forte voou, trouxe a camiseta para dentro mostrando os bicos rosados durinhos, e deslizou as coxas pela cama. O triângulo lourinho ofereceu um lindo risco de rubis. 

O cordão de ouro com pingente se inclinou quando o menino baixou seu metro-e-oitenta-e sete sobre os um e cinquenta e cinco da minha amiguinha. Brilhantes pela tensão e pela borracha, os quase-vinte centímetros desapareceram um após o outro engolidos pela florestinha loura, a minha amiga a miar retesando-se como gata. O garoto não sentia dor mas gemia. Apoteose do amor físico – dois que não se amam mas se comem.

Belo porém convencional. Dizem que todo mundo tem um diabinho e anjinho e resolvi ser a diabinha do rapaz, e sussurrei no ouvido dele se ele não queria aproveitar a ocasião e – e os olhos dele brilhando me deram a resposta. Fui também o diabinho dela. Disse que iria adorar. Que eu já experimentara várias vezes, e era um sonho. Que essa experiência é que transforma uma menina numa mulher. Vi o anjinho e diabinho lutando nas pupilas azulíssimas dela, e o pobre anjinho lambeu a lona quando dei o golpe: “É mais gostoso que pela boceta”.

“Jura!?” – disse ela. E comecei o trabalho de virar os seios e coxas e tudo o mais da garota, com a alegre ajuda do rapaz, até que aquilo tudo amassou o lençol e nós só víamos o seu corpo cheio de curvas, completamente mulher, pelas costas.

Era agora. Passei o creme para os dedos nervosos de Gustavinho colocarem no lugar certo, dedos nervosos e que não tiveram pena de desperdiçar. Quanto aos meus dedos, eles se esgueiraram e encontraram o delicado grelo da minha amiga, já quente de tanto devorar falo, e fez círculos graduais. Experiência: sempre bom dedilhar a fêmea para ela sentir prazer suficiente para não desistir.

Gustavinho não é uma cobra cascavel, é um excelente moço, mas tem algo em comum com uma: é brilhante e tem a cabeça bem mais larga que o corpo. Era isso tudo que tentava invadir o corpo de uma jovem apelidada Lilinha. Esta se entregara, a cabecinha de lado meio afundada no travesseiro, e curti bem o momento em que a cobra em meio a um ou outro pelo lourinho intentou uma, intentou duas, três. O bumbum da moça resistia bravamente à doce invasão. Eu passei a mão nos bicos-mais-que-durinhos da moça, mandei o gato segurar na cintura da gatinha, ordenei o ataque.

E vi aquilo tudo afundar, cabeça e resto, devagar mas com constância. Ainda lembro com delícia dos três gritinhos de quase furar ouvido que Lilinha deu bem nos meus tímpanos. Ouvi mais aos longe os gritos roucos do Gustavinho , que celebravam aos vinte dois anitos um dos feitos máximos de um homem, curtir o bumbum de uma mulher, de seus vinte e um. Um par de ondas de tremor percorreu o corpo da minha amiga. Perguntei se ela queria a retirada do invasor.

“Pooorra não, vamos até o fim agora Taquipariu dói  e é bom pra caralho”. Diante dessa licença dei o sinal e Gustavinho fez seu serviço de macho, retirou e meteu. A situação bem encaminhada, retirei-me para ver como cinema. E foi um filme saboroso. Após uns minutos o bumbum de minha amiga cansado de lutar relaxou, e o falo do rapaz deslizava como na linda fenda de uma dama experiente já com o terceiro amigo numa festa de troca de casais. Os gritos dos dois se ritmavam, abalavam as paredes em um coro romàntico.

E em um desses gritos Gustavinho revirou os olhos, ainda deu tempo de eu lhe arrancar o plástico e os jatos de seu delicado iogurte, por incrível, atingiram mais os cabelos que as costas da jovem, masculinidade pura.

Lilinha disse que adorou, a farrinha e os presentes. Só ficou zangadinha quando eu disse que nunca tinha feito, eu era virgem por trás – mas agora ela é não mais o era. Quis me dar uns tapas mas eu corri para longe. Não sou boba.

Beijos, Beatriz

terça-feira, 19 de junho de 2012

Tudo, tudo vale.


- Dá o bumbum?

- Não, não dou – suspirou a morena que vestia apenas uma linda pulseira multicor, um dos brincos que se esquecera de tirar e o perfume Chanel. Eu pouco mais que isso, apenas um pedacinho triangular de tecido de algodão verde que se fazia de tanga. Meu marido vestia apenas sua masculinidade, que fazia concorrência à Vale, dura como aço. Motel com nome ridículo (como todo motel tem nome ridículo) Styllus.

Minha resposta a esse terceiro não foi a mesma aos dois nãos anteriores – toquei-lhe no queixo delicado e entornei mais dois dedos de Merlot na garganta da morena, que se esforçou por engolir e sorriu. A jovem lutava bravamente.

Eu, Teresa, considero que, no amor físico, vale tudo. Exemplinho: um minidrama de família. Um rapaz se declarou apaixonado por uma sobrinha minha. Era o amor da vida dele, prometeu casamento, todas essas coisas – minha sobrinha deu-lhe de presente a tanguinha e por meses o esperto rapaz viu a filha de minha irmã nua de todas as formas que Deus a criou, e deu até um bom dinheirinho para metade dos motéis de Belo Horizonte. Depois caiu fora.

Choradeira, reuniões do setor feminino da família. “Em que falhei?? Minha fi-lhi-nha buááá!” Cansei daquilo. Puxei minha sobrinha pra um quarto, tranquei a porta. “Ele te engravidou?” “Não.” “Ele te passou alguma doença?” “Não.” “Você gozou?” “Tia!” “Tia coisa nenhuma. Era sua tia em priscas eras. Agora você é uma mulher de dezenove e eu sou outra mulher, de bem mais de dezenove. De mulher para mulher; gozou?” Senti o sorriso sapequíssimo. “Go...zei.” “Muito ou pouco?” “Mu..ito”. E meio segundo depois; “Foi uma delícia!” “Então, querida, ele curtiu seu corpo, você curtiu o dele. Empatou em dez a dez. Deixe de bobagens e parta para outra!”

Saímos os três, eu, Rafa meu maridão e Marilena. Marilena, a Lenita, morena a rimar com o nome, cor absolutamente uniforme, apenas um pouquinho mais clara (eu veria depois) num doce triângulo entre as coxas e em volta dos bicos quase-negros.

Logo nos beijinhos iniciais meu marido se apaixonou pelo bumbum da jovem. Era realmente uma obra de arte de curvas, valorizado pela calça justíssima que quase permitia ler as letras do fabricante da calcinha. Recém-separada, trinta e dois lindos aninhos e orgulhosa dos quilos perdidos e querendo novas experiências, não foi difícil empurrar-lhe um par de caipirinhas quase-álcool. Quase que senti a cabeça da garota girar. E logo na primeira proposta, de conhecer um motelzinho cálido ali perto, senti o doce cheiro do bebida quando ele me suspirou abrindo o sorrisão “Vamembora!”

Chegando ao motel de nome idiota, a garota pensava em realizar um tradicionalzinho com o marido de outra mulher mas o marido da outra mulher tinha ideias próprias, todas traseiras. Lenita disse que não, aquilo não. Eu disse que íamos ver o que um par de goles de um vinho sen-sa-ci-o-nal iriam fazer. A moreníssima disse que não adiantava, ela era muito resistente a bebida e não iria ceder.

Começamos uma doce luta: eu perguntava se ela topava, e a cada não eu a fazia beber mais um golão de álcool. No terceiro “não” a garota quase cedia. E no quarto gole:

- Vou mostrar para vocês o que é uma real mulher – e a moça quedou-se na posição cachorrinho e rebolou o bumbum, lindamente classuda, lindamente vulgar, como toda boa fêmea deve ser e é.

Meu marido não tem o maior instrumento do mundo. Mas também não tem o menor – seus dezoito centímetros trazem em si a promessa de um bocado de prazer – e também de um montante não desprezível de dor – à jovem dama que tenha a sorte – e a coragem – de recebê-lo por trás.

E prazer e dor foi o que a moça recém-divorciada sentiu. Derreti-me entre as coxas ao ver as mãos do meu marido realizando o ritual, apertando o bumbum bem marcado de bronze, colocando o creme – mas o melhor foi quando, com delicadeza e jeito sem perder o T grande, a cabeça da serpente forçou a entrada no portal cujas trancas nunca tinham sido abertas.

A moça contraiu o rostinho, arqueou as sobrancelhas, gemeu sem gemer. Beijei-a no rosto, ajeitei-lhe uns fios de cabelo enquanto podia contar os tremores no corpo dela. Quase tive pena. Quase.

- Está sentindo dor, Lenita?

- Muita. Nunca pensei que fosse doer tanto. E nunca pensei que fosse tão gostoso.

Meu marido perdeu qualquer vestígio de piedade e fazia desaparecer um bom tamanhaço do seu instrumento. Os bicos negros dançavam loucos enquanto ela sapateava desarrumando o lençol e berrava nos meus ouvidos uns gritos de arrebentar o bairro todo.

- Não tira, caralho. Não tira. Oh.

E Rafael não tirou. Não teve pena, enquanto a moça batia recordes de gozo. Só quando meio-fechou os olhos e um dos jatos de cálido iogurte acariciou meu joelho, indo os outros brindar a curvinha das costas da jovem divorciada.

Que teve uma ressaca daquelas no dia seguinte. Continuamos amigas e cúmplices. Eu e meu marido a fizemos cair numa armadilha, e ela diz que tem volta, ela via ter sua vingança erótica. Nós aguardamos Quem disse que no amor há limites?

Beijos, Beatriz

sábado, 4 de junho de 2011

Sou a amiga

“Realce sua beleza andando em companhia de amigas feias” - parece ser o lema de Michele, e eu não sou Michele. Sou a amiga. Bem, não sou exatamente feia. Sou normal. Não engordei nem nada, ao contrário, minhas bermudinhas jeans sempre folgam. Mas sou de uma normalidade que se esmaga diante da esplendorosa lourice e do cabelão na cintura da minha amiga, alguém que já cansou de ouvir o bordão “por que você não quis ser modelo”? E ficamos por aí, nós duas, nos bares e boates, eu, Teresa, sempre a fiel escudeira.

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Inevitavelmente, a garota bonita atraiu um rapaz bonito. Os um metro e oitenta e seis do cara eram dissimulados por seu apelido, Betinho, que além de disfarçarem sua altura davam uma impressão errada sobre outra grandeza. Ele grudava os olhos na musa dele, e isso me deixava livre para grudar os meus naquele volume na sunga dele, na piscina.

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Além de bonito, Betinho era tímido e era amigo do vizinho da minha prima. Aproveitou essa quase- intimidade e me perguntou se aquela gataça gostava dele.

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Aquela gataça nem sabia de sua existência. Betinho era bonito, mas a concorrência era forte, e nessa ele perdia. Não sei que me deu. Respondi: Ela me disse – tem uns caras bonitinhos, mas tesão mesmo, coisa de útero, eu tenho é por aquele, o Betinho.

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Os olhos dele viraram sóis. E eu disse: não dá agora, ela está terminando um namoro, os pais querem o cara rico, etc. Mas ela me disse: “depois de livre, eu vou comemorar dando pra aquele tesudo!”

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Pedi um tempo, e eu arranjaria as coisas entre os dois.

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Deixei Betinho pulando de euforia e naturalmente não disse nada para minha amiga, a qual continuava ignorando a existência do rapaz. Ele me perguntou de novo. Eu disse que, quando estávamos no quarto dela... E ele me perguntou se ficávamos juntas no quarto, eu disse que sim, ela trocava a roupa na minha frente, eu já cansara de vê-la nua, pena que não podia levá-lo na bolsa eheh (ele mordeu o lábio). E falei das calcinhas dela, tinha umas bem-bem, fio-dental, enfiadinhas, “são para o Betinho“ ela me disse, rindo, e uns sutiãs com umas aberturas bem grandes para os bicos, os bicos delas são bem grandes, sabe? E quando está experimentando calcinhas, tirando uma depois da outra, a - posso dizer -, fenda dela é bem lourinha, não sabia? Pois é...

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E Betinho esvermelhava a cara, e eu o deixava, pois via necessidade dele enorme de ficar a sós para se aliviar.

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Não podia embromá-lo muito, e prometi que iria acertar as coisas entre eles. E numa certa noite subi os degraus da escada da casa dele para falar disso. Disse Oi! para os pais dele, lá na sala, e subi para o quarto.

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Não dá por enquanto, disse eu. Os pais dizem que ela só pode terminar com o cara daqui a no mínimo dois meses. Mas ela não aguenta mais. Ela disse que quer transar com você e morde os dedos esperando os dois meses. Quis que eu a ajudasse a tomar banho. É realmente uma pena essa espera, Betinho. Ela levantou a sainha verde e vi os lourinhos – estava sem nada por baixo - “É o modelito que vou usar quando namorar com o Betinho”, disse. Tirou o sutiã tão pequenininho que uma parte de um dos bicos aparece. Eu falei que os bicos dela estavam bem duros, e ela disse que é por que pensava em você. Eu mesma acho uma pena, Betinho, que você possa apenas bater uma, quando podia meter na minha amiga. Seria muito mais gostoso.

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Eu disse isso como quem convida para uma coca cola, mas não havia nada de cocacolístico nos olhos enormes do rapaz e no mais enorme ainda volume na bermuda branca, e nas narinas respirando como chumbo.

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Betinho tinha força equivalente a quatro de mim, e só precisou de um pedaço dessa força para suas grandes mãos me envolverem a cintura, me suspenderem no ar, meus pezinhos deixando cair as melissas cor-de-rosa, e me colocou sobre uma cômoda de madeira muito nova, com as costas na parede. Tudo devagar mas com uma determinação de locomotiva. Senti sua respiração quente quando ao ser carregada coloquei meu pescoço em seu ombro.

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Suas mãos afastaram minhas coxas, não as escancarando, mas o suficiente para aquilo que ele queria. Ele se afastou, envolveu meu corpo ainda vestido num olhar só.

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Suas mãos procuraram o fecho da própria bermuda que um par de segundos depois deslizou ao chão, seguida pela blusa branca, e em mais outro par de segundos compreendi minha situação: um homem nu, que eu mal conhecia, o falo muito grosso, apontava para mim. Não fazia cara “sua gostosa!” ou de “vou te comer!” Ele só queria o que queria.-

Deixei-o fazer. Eu tinha sido má – eu mentira, eu o provocara. Eu merecia o que viesse. Vi suas mãos rasgando um pacote e tirando um anelzinho melado de lá.. “Só come com camisinha”, pensei. “Bom menin..” - e meu pensamento foi cortado pelas suas mãos, que se aproveitando de minha bermuda frouxa nem se deram ao trabalho de tirá-la, puxando-a para o lado, e continuando sua exploração encontraram um pequeno pedaço triangular de poliamida, que também não ofereceu grande resistência.

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Era agora. Respirei fundo, mandei uma de minhas coxas para mais distante da outra, vi aquilo muito leve, levitando horizontal, procurando o espaço lateral que tinha sido deixado por minha bermuda e calcinha, e mordi-lhe o ombro suado quando o senti sem nenhuma violência porém sobrando firmeza a alargar-me inteira, fazer-me maior, nas beiradas da dor mas sem cair nela. Betinho colocou a mão na minha boca e eu entendi – eu suspirara a alarmar o quarteirão. Não queria que os pais dele soubessem e passei a me controlar, quase lacrimejando.

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Após colar nossos corpos inteiros, Betinho afastou-me e num golpe seco e doce cravou de novo, e minha cabeça rodopiou e franzi a testa de esforço para não gritar. O mesmo movimento foi seguido várias vezes, eu derretendo, Betinho me lambia o pescoço e eu dava o troco lambendo o dele, assim como as orelhas, mas não nos beijávamos – e eu entendi claro – porque não havia amor. Só tesão em elevado grau de pureza.

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Desfiz o laço de minha miniblusa, não tanto para ficar mais ficar mais à vontade como para dar ao garoto uma visão dos bicos marrons dos meus seios – e ele respondeu socando-me como bate-estaca, sem vestígios de dó. O rapaz não respeitou nem mesmo meus dois gozos – meus amigos anteriores ao menos aliviavam enquanto tinha meus orgasmos, mas o menino continuou a estocar sem me dar descanso.

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Tapei-lhe a boca – foi a minha vez – quando gritou um oooouuu de abalar alicerces, e minha mão rápida como cobra lhe arrancou a borracha. Seu iogurte denso, grosso, fez faixas que se estendiam pela minha bermuda arregaçada, umbigo e um chegou a me acariciar a bochecha, sensação doce.

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Ficamos uma meia dúzia de minutos desabados um no outro.


  • Tem um papel? - disse eu desprendendo-me.
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  • Tem, sim – e me trouxe um rolo de papel toalha, que juntou com o banheirinho foi muito útil para voltar a ficar apresentável pelo menos para passar pelos pais dele. Penteei-me com o pente dele, afofei os cabelos.

.Dei-lhe um beijinho no rosto.

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  • Desculpa, tá, Teresa?

  • Tudo bem, isso acontece – disse eu. E alcei minha bolsa. Seus pais me deram boa noite enquanto eu voava para a porta.

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Quanto à minha amiga, sei que o príncipe encantado dela ainda virá, sei lá quem será ele. Quanto a mim, talvez não tenha me dado tão mal assim eheh.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

GOZAR E TCHAU

span style="font-weight:bold;">O garotão-conhecido-na-academia vestindo só uns toques de água-de-colônia se debruçou sobre ela e ela quase tinha esquecido como era o peso-e-cheiro de um componente do sexo oposto. Somava sessenta a idade dos dois, sendo dezenove dele e o resto para ela. Quarenta e um mas com cintura nos conformes, do jeito que era dez anos antes. E por falar em passados, comemorava seis meses de separada.
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Lembrou disso exatamente enquanto via a cabeça avermelhada do rapaz brilhante pela borracha envolvida e desaparecendo entre a tira de pelos escuros entre suas coxas, o dono dela abrindo a boca e jogando o pescoço pra trás. Feliz aniversário – se disse.
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Convidara o garoto para uma pizza inocente, nada demais e quarenta minutos afastava as coxas para a entrada dele. Seguiam o ritual sai-e-entra, pontuado pelos gritos, roucos os dele, finos os dela, que se alternavam como num ensaio. Esquisito, pensou: depois de duas décadas abrindo as pernas para o mesmo, abrir as pernas para outro, e riu.
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Não se tocavam, ou quase. O rapaz se apoiava com as mãos no sofá vermelhaço, e se aproximava e afastava como fazendo exercício. Ela lhe apertava as nádegas, mas em geral só se tocavam no que interessava. Não havia amor, só vontade de devorar um ao outro. Experiência nova para ela. E não desagradável. Depois de anos de só-com-amor, experimentar uma gozar-e-tchau.
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O garotão não agüentou o calor e umidade dela e em meia dúzia de minutos uma faixa de creme branco lhe atingia até um bico rosado.
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Mas não foi tchau. Na hora do tchau ela já queria de novo.

domingo, 1 de novembro de 2009

PRA VALER

Chega de prévias-conversas e lero, agora é metida-pra-valer. Eu e Ludwig com outro casal – cena mais ou menos rara, preferimos um rapaz sozinho. Terminada a fase de conhecimentos, compatibilidades, ver-se-é-isso-mesmo-que-vocês-querem, cálculos para ver se não cai na fase daqueles-dias de nenhuma das duas do setor feminino (argh), chega-se ao que interessa. Ludwig com ritmo, aproxima-se e se afasta do corpo da mulher que três dias antes ele nem sabia que existia – ela deitada, beira da cama redonda de motel, ela com a saia verde-abacate arregaçada até acima do um umbigo, Ludwig sem nenhum pedaço de pano colado no corpo.

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(Filosofia Ludwiguiana: ele diz que uma mulher pode transar com uma cambraia sobre os seios ou um pedaço de seda enlaçando os braços. Mas um homem, seja com a sacrossanta esposa, com uma amante ou com a mulher do outro, deve transar sempre total e por completo nu). Ela não ganharia concurso de modelo: os delicados pneuzinhos balançam com ritmo regular ao impacto das estocadas extraordinariamente regulares do marido da outra, o grosso cano a aparecer e desaparecer no doce buraco guarnecido por uma florestinha de pelos castanhos muito clarinhos.

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As mãos do outro cara competem ao Nobel de desajeitamento. Procuram espaço debaixo de minha bermuda frouxa e se metem debaixo da calcinha – tanga, o cara ainda pingando gotinhas (outra norma – cavalheiros, banho antes – sempre). Faz cara de vitória quando os dedos sentem a minha própria guarnição negra do meu túnel do amor. Com a calma de quem foge de terremoto me baixa-quase-arrebenta o zíper, me quase-rasga a bermuda, e sua boca me abocanha enganchando meus pelos nos dentes, e enquanto com a cabeça perdida o homem (tem seus quarenta e cinco) amassa meus pobres seios. Mas tudo bem, quem transa não pode ser muito cheia de toques-não.

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Depois de levar mais ou menos uma centena de estocadas, deixo o outro homem a amolecer depois de explodir em creme e me volto para o outro casal. Meu lado homem: vendo o falo afundar sem dó, é como se eu estivesse comendo outra mulher. Meu lado canalha: detesto falsas santas. Se ela está metendo com outro homem, é por que ela é assim como eu e não tem outra palavra uma pu-ti-nha. Ludwig enfia, com ritmo, as mãos segurando as pernas dela como a um guidão de bicicleta. Espero ela chegar perto de gozar. Então pergunto se ela é uma putinha, cadela, galinha, vagabunda e ela concorda com tudo, e ainda dou meu dedo para chupar. Tontas de tanto sexo, nunca conheci uma que não chupasse.

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Sinto algo duro entre minhas coxas, estou nua e é fácil sentir. O cara se recuperou e quer um segundo tempo. E por que não. E vou a ele. Ninguém é anjo. Nem mesmo quem lê!

Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TARAS

Creio que decepcionarei muitos ou alguns com este post. Algumas respostas aqui me fazem sentir semideusa. Mulher classuda, etc. Pedaço de mim é, sem dúvida, partes à modéstia, mas não sou só isso. Tenho taras. Todos têm? Lá sei. Vamos a uma. Menores de idade, saiam já! (Nem deviam ter entrado!).


Começou quando estava exercendo meu direito de mulher concedido por igreja e cartório, estava metendo com meu marido. Posição cavalinho (upaupa!) adoro. Pedi que me apertasse os seios. Ele me fez quase-carícia, respeitador. Pedi que apertasse mais. Seus dedos afundaram na pele de marca de sutiã, mas não muito. Mandei mais força. Ele apertou, com cuidados para não me machucar. Quase gritei que mandasse os cuidados para o lixo e apertasse para valer. E ele obedeceu, salientando os bicos. Quase que gritei de novo e não só de dor mas de êxtase.


Depois disse o que se passava em minha cabeça, durante. Eu lutava com outra garota, numa praia deserta, selvagem, eu nua, ela sem nada. Lutávamos por e tenho de dizer o nome que pensava na hora, lutávamos por rola. (A própria estava lá, bem dura, bem horizontal, pertencente a um garotão passivo que espera a vencedora). Batíamos na e preciso dizer de novo a palavra da hora boceta uma outra, eu na dela, ela na minha, uma querendo forçar a outra a se declarar vencida. E a vencedora foderia o prêmio na gente da derrotada. Dois ades, crueldade e sensualidade. Imaginei quando Ludwig apertava meus seios, era a garota que o fazia. E eu que não tenho vocação para anjo também apertando os dela, fazendo-a dar uivinhos de dor.


Ludwig adorou a história e depois fui aperfeiçoando. Sabe, nunca gostei dessa dominação masculina do mundo. E imaginava um mundo depois de uma guerra nuclear, um mundo primitivo, de tribos femininas. Sobraram muito poucos homens, e eles eram escravos das mulheres, escravos sexuais para o prazer delas. Para se divertir com o corpo de um escravo, a mulher teria de tirá-lo de outra. Uma luta com regras, embora regras cruéis e lindas: as duas bateriam nas bocetas e seios, e enfiariam dedos etc, até que uma não caísse. E logo que as moças completassem X anos, entrariam numa academia de lutas em que seria explicado a elas o domínio feminino do mundo, e a elas seria ensinado como encontrar uma adversária e depois de alguns minutos deixá-la deitadinha, gemendo de dor, os seios vermelhos e a boceta ainda com a impressão das pancadas. E sentar na vara do escravo a dois palmas da cara da derrotada.


Várias das minhas transas passaram a ser lutas na minha cabeça. Confesso que dei nocaute nas bocetas de todas que se atreveram a me disputar o escravo! Tadinhas nada, queriam fazer o mesmo comigo, eheh!

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Fantasia minha, histórias que imagino e conto durante a transa. Pela primeiríssima vez no papel. Taras? E quem não as tem? eheh

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Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

MACHO NÃO RECUSA

Ronaldo beijou-lhe o brinco-pingente douradão, Tércio lhe abriu o segundo botão da mini-blusa. Ronaldo lhe desfez o fecho do sutiã, Tércio beijou-lhe a base do pescoço. Ronaldo deslizou a saia jeans até os tornozelos, três dedos da mão direita de Tércio fizeram-lhe voltinhas por cima da calcinha verde, úmida.

Foi difícil convencer o namorado e o ex. Disse que gente família faz a três, sim, é normalíssimo. Tossindo e olhando para o lado, concordaram. O problema era outro macho a dois palmos de distância.

Melissa ria ao vê-los evitarem se tocar como se ambos fossem fios de alta tensão. Deixou passiva que lhe tirassem a roupa como quisessem. Depois foi a vez dela. Engoliu a orelha de Tércio enquanto com o joelho pressionava o meio das coxas de Ronaldo, aquela dureza que crescia. Deu chave de pernas no pescoço de Tércio enquanto forçava para baixo a sunga preta do outro, comparou os dezessete centímetros de Tércio com os quinze de Ronaldo.

Eles, machos em dúvida sobre quem estava a comer quem. Clássica, pôs-se na posição quatrinho, eles sem saber o papel de cada. Ela decidiu: Tércio seria o sorvete dela, Ronaldo lhe partiria os pelinhos louros. Adorou ver os olhos deles duplicarem de tamanho quando disse Só no começo, depois troca.

Eles se posicionaram, macho não recusa. Para sorte dela, que curtia os corpos dos dois.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

UMA MORENA CHAMADA LUCIENE

Honestidade é tudo. Somos discretos. Ludwig tem uma acachapante capacidade de ficar calado. Costumo brincar que ele seria capaz de uma sessão a três com Giselle Bündchen e Luana Piovani e não diria nada para outros nem sob chicote. Isso o faz ser procurado por amigos que têm a fantasia de ver sua mulher brincar nua de amar com outro homem. E eu que controle meu ciúme – rárá!
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Freqüentemente sou eu que me encarrego das negociações. Digo que Ludwig é tremendamente respeitador; que só vai chamá-la de qualquer nome (tipo vagabunda, cachorra ou putinha) se ela pedir na hora; camisinha, sempre; e que se sustenta duro bastante tempo, o que possibilita que a mulher goze várias vezes. Ah, e tem 18 centímetros.
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Tudo isso com naturalidade de negociador de tratado sobre o clima. Qualquer risinho e tudo vai pelo ralo. E quase sempre dá certo.
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Podem perguntar como sabemos se o casal quer isso mesmo. Sempre há uma dica. Quem já leu meu livro sabe que tem um capítulo chamado “Morena beleza” no qual descrevo uma lindíssima mulher negra, carioca, esposa de um alemão nosso conhecido. Ela passou um fim de semana em nossa casa.
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Um dia, recebemos uma ligação de um outro alemão, amigo do primeiro, dizendo que nosso amigo comum dissera maravilhas de nós dois e que gostaria que se fosse possível, que sua esposa também pudesse passar um fim de semana curtindo nossa piscina, etc.
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Ora, Ludwig e a garota anterior tinham se amado várias vezes na beira da nossa piscina, e o marido aprovara tudo. Assim, era impossível que Luciene e o marido pensassem num encontro virgem.
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Muito lero não foi necessário, e dias depois fui com o Logus na rodoviária de Juiz de Fora pegar a morena que iria comer meu marido. Esperava longa conversa, tranquilização, controle de pulsação, mas nada. A garota (tinha seus vinte e seis) estava consciente de nenhum de nós quatro (marido dela incluído) é candidato à santidade.
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A garota era realmente bonita, morena quase negra. Na beira da piscina devorei com o olhar seu corpinho bem pouco coberto pela tanga enfiadinha. Eu tirei o sutiã do biquíni para deixar claro que não sou uma boa menina, e a metida foi bela, esteticamente falando. Ludwig fechou as pernas da garota, segurando-lhe os joelhos bem juntos, e seu falo já muito duro entrou e saiu da fenda da garota, guarnecida por uma floresta de pelos negros, centenas de vezes, com ritmo.
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No começo Luciene agüentou firme mas as estocadas repetidas fizeram a diferença e a mulher logo perdeu a cabeça, deu cada uivinho que repercutiu até no Vale do Ipê. Só depois que viu que nossa amiga já tinha se divertido bastante que Ludwig se permitiu liberar sua fonte de creme branco, que fizeram contraste nos pelos negros da jovem.
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Quanto a mim, fiz travessura. Liguei para o marido. Virei o fone para os gritos. “Sim, imaginei que a essa hora eles à estivessem transando”, me disse o marido. Percebi que ele batia uma.
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E somos amigos de Ludwig e do marido até hoje. Mais histórias de casal!
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Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 13 de julho de 2009

COMO É TRANSAR COM OUTRO (II)

Tudo bem, meu marido teve todo o trabalho de arranjar um rapaz na igreja (! – surpresos?) ou clube, passou-lhe toda a conversa, não, não somos membros de alguma máfia internacional do narcotráfico – a única droga que entra em nossa casa são os programas de TV, que para esses só desligando; não, não extraímos rins para venda ilegal no Primeiro Mundo - ele não tem o menor perigo de amanhecer anestesiado numa banheira com gelo. Somos exatamente o que dizemos ser: um casal que gosta que a banda feminina deste casal ame outros homens. Ame, e estes depois caiam fora, ficando com a recordação do prazer.

Tudo bem, o rapaz topou. Sexta ou sábado à noite. A noite começa com Ludwig. Ele recebe o rapaz, acalma-o (às vezes é preciso), e manda o cara para o banho. Daí eu não participo. E – detalhe importante – Ludwig diz que ao sair, enxugue-se (claro!) mas venha sem nada. Vestido só de amor. E sem chinelas, pelamordeDeus! Nada mais brochante que homem pelado de chinela.

O garoto sai e surpresa, Ludwig já o espera vestido de Adão também. Aí tem uns que encucam, acham que vai rolar homem-homem, aí o pobre Ludwig tem de catequizar de novo, é que quem está na chuva é para se molhar e ninguém ali é santo, etc.

Nisso eu me apronto no quarto. Gosto de me vestir vulgar. Não submissa – nada de fantasias de house-maid ou enfermeira, pelamor, mas vulgar. Breguíssimas tanguinhas de sex-shop, em forma de coração com pompons nas bordas, o sutiã com aberturas nos bicos. Ou tanguinhas menores ainda do tipo especial-para-garotas-de-programa, com aquela rachadura dá para adivinhar aonde.

Aí eu entro. Cena linda como a vida: dois machos pelados, Ludwig já acostumado, em completo riste no esplendor dos dezoito centímetros e o garoto geralmente ainda nervosildo, a literalmente meio-pau. Minha filosofia é, tem de acontecer logo, senão brocha tudo. E entro rasgando, digo Oiiiiiiiii, tudo bem?! Dou-lhes beijoquinhas plec-plec no rosto e minha mão em tubo já agarra aquele lugar que já adivinharam e dá um par de bombadas. Adoro ver o os olhos de susto do menino. Mais ainda quando eu agarro uma das mãos dele e ponho num dos seios e agarro a outra e boto vocês sabem em qual pedaço de mim.

Nesse momento meu marido diz que vai nos deixar livres para fazemos amizade.

E segue-se uma relação sexual entre a senhora Ana Beatriz S., mineira, casada, professora, eleitora da circunscrição de Juiz de Fora, com o senhor João Carlos ou Roberto ou Felipe ou Gabriel, geralmente mineiro mas podendo ser carioca ou de qualquer outra procedência, seguindo-se os gemidos e suspiros usuais em atos de semelhante natureza, com o referido senhor esforçando-se por enterrar mais e mais o falo dentro do buraco da referida senhora vulgarmente conhecido como boceta ou xoxota, esmerando-se ambos em sentir muito prazer durante este ato.

Depois, banho tomado, eu já muito ensabonetada e cheirosa, Ludwig já pronto para conduzir o rapaz para fora, dou-lhe outros beijinhos plec-plec no rosto e digo que ele é muito gostoso. E tchau. Cinco minutos depois, o garoto é só um passado gostoso.

Simples assim.

Beijos e beijos,
Beatriz

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Como é transar com outro (I)

Uma dúzia ou pouco mais de amigas já me perguntou como é a sensação de amar fisicamente outro homem, sendo casada.

Eu respondo, Gente, é tão natural e tão estranho quanto pegar um ônibus ou passar num caixa de supermercado. São coisas complexas e surrealistas, apenas a gente se acostumou.

O primeiro cara com quem transei na frente do meu marido pareceu uma declaração da Terceira Guerra.

Hoje é tão simples. Prefiro meninos jovens, entre seus dezenove e vinte e um. Menos que isso é menor de idade, nem pensar. Mais que isso eles já se acham muito espertos, acham que têm algum direito, etc.

Prefiro rapazes de bom nível social, que sejam um tanto tímidos, que nunca tenham tido namorada, ou só uma ou pouquinhas. (Estou dando o tipo ideal, tá? Nem sempre isso acontece).

Quanto ao tamanho da bem... ferramenta principal de trabalho, sem ser politicamente correta, não é o mais importante. Até por que é mais difícil que se pensa saber antes o tamanho, ainda mais o tamanho que interessa, da hora do vamos-ver. O importante é que funcione!

Já me perguntaram, e tem problemas de funcionamento, em meninos tão jovens? Bem, são jovens são, mas as pessoas desconfiam demais. Não dá pra imaginar o trabalho que Ludwig tem para convencer um rapazinho de que: ele vai transar com uma mulher de seus trinta que (oh vaidade!) manteve-se nos trilhos e engordou exatamente um quilo desde os quinze anos; vai esfregar o falo nas coxas dela, chupar os seios dela, apertar o bumbum dela; ela vai lhe chupar os bicos com força; vai sentir o gozo dela; vai gozar sobre a barriga dela; tudo sem perigo nenhum; com consentimento do marido; não vai pagar nem mesmo a conta do motel. E tem cara que para fazer isso paga profissionais ou trai maridos com risco de levar tiro.

Ou seja, tudo o que um homem sonha. E eles duvidam. Às vezes o rapaz já está dentro de mim quando se convence que é sério, ele ganhou a sorte grande. Aí se solta. Aí é o paraíso.

(continua)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ESCONDE-ESCONDE

Hoje consideraria tia Laura uma jovem mulher aos seus trinta. Na época era uma Matusalém de biquíni. Tinha uma casinha de praia para onde levava as sobrinhas.

Era amiga de um carinha misto de surfista, pescador e guia de turismo, meia dúzia de anos mais novo que ela e bronzeado de fábrica e com garantia permanente. Sorria e parecia ter estoque infindo de jujubas, eu gostava dele.

Cinco, seis horas, sol a cair. Ouvi a um quarto de voz:

- Ela está lá em cima.

- Você está tão molhada.

Pensei em brincadeira, algum esconde-esconde de regras difíceis. Desci.

- Você está salgado – era a tia.

Fiz meu lugar-de-esconder entre as folhonas de um jarro de plantas. Só me pareceu esquisito, aquele corpo quadrado, diferente do corpo curvilíneo das mulheres aos quais já me acostumava. E do centro dele algo como em perpendicular emergindo de uma mancha preta. Juro quem só pensei por que aquilo estava apontando para o lado. Não devia ser para frente?

Minha tia ajoelhou-se e eu subi, tudo me pareceu menos interessante que um bom esconde-esconde. Demorei meia dúzia de minutos para cair em sono e outra tanto de anos para entender. Na época não me pareceu nada de mais. E nem depois.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

DON´T STOP

- Tudo bem com você? – disse ele.

- Não pára – disse ela.

A mão dela amassava o lençol, a colcha de algodão e parte do travesseiro. Ansiedade de recém-divorciada, ansiedade de solteiro. Ela resolvera se deitar vestida de Eva e o fez de bruços. Ele à la Adão deitara-se por cima dela. O passeio dele pelo corpo dela se fazia pelos caminhos turísticos normais.

Ela intensa, a balançar a cada golpe vendo o mundo pelos olhos meio fechados. Gania baixo, quase cachorrinha. Ele tomava quase-susto com o efeito que fazia nela. Não esperava tanto. Perguntava se ela estava OK como a menina com febre.

Os homens gostam, as mulheres vomitam, rasgam-se, querem praticar harakiri ao menor pensamento desta terrihorrível coisa. Na lenda. Na prática –

- Quero do outro jeito agora.

Ele engoliu papel jornal amassado. Ele queria. Mas assim repentino, iniciativa dela, era fora dos padrões. Mas macho é macho, não recusa.

Ela voltou com pote de creme, voltou à posição. Pensamento bobo voou na cabeça dele, quem está a comer quem.

O bravo explorador, novo Da Gama, se dispôs a caminhos nunca dantes. Ela trancou os dentes. No começo. Depois passava a língua neles. Ela quase queria fugir em astronave diante do furor. Mas macho é macho, não se assusta.

- Tudo bem com você? – dizia ele quase a desejar o Não.

- Não pára – dizia ela.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

CINDERELA

- Gosta de carros grandes?

- Depende do que se faz dentro deles – e faz mover as ondas do cabelo.

Vaporoso vestido de seda preta, cabelo de anúncio de xampu, salto do sapato com a altura da estratosfera. Ele de smoking, brilho no olhar e na abotoadura dourada, jeito de príncipe. Meia dúzia de minutos de conversa, encontro casual, casualíssimo. Ele pergunta, ela responde, ele treme leve, o olho dela diz Why not?

Minutos depois o grande automóvel pára em tranqüilo-lugar. Banco traseiro prêmio de maciez. Brinco guardado na bolsa, meia e muito mais no chão, ela envia um dos tornozelos espiar pelo lado de fora da janela, afasta o outro para o lado oposto, muito longe. A seda negra do vestido arregaçada até o umbigo traz à visão uma outra seda, muito mais negra, muito úmida. Brilhantes pela tensão e pela borracha os centímetros do rapaz desaparecem um após o outro, o portal negro a devorá-los em silêncio.

Ela dá grito fino de agulha, ele não sente dor mas geme. Rápida, a mão dela lhe arranca o plástico, a semente cálida lhe acaricia até o cordão do pescoço.

Voltam metade de hora depois. Ela ajeita o cabelo, mesmo sorriso. Arranca um dos sapatos, deixa no banco. .

Ela já a cinco passos, a misturar-se à cidade. Ele pergunta Qual é seu nome?

Ela mal se volta:

- Cinderela.