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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um momento de ousadia

 Foi naquele momento X dos tempos de casado no qual é afundar ou flutuar. E eles decidiram flutuar. Ela: 45 aninhos, engordara exatos três quilos desde que comemorara os 20 – e como era magrinha então, continuava enxutíssima e agora de cabelão na cintura. Ele: Com aquele charme meio grisalho dos homens de 51, a natação e as bicicletas mantinham tudo na linha. A partida da filha única – para doutorado noutro estado e também porque o seu namorado era de lá – os deixara cara a cara um com o outro. No começo, sentiram falta da rotina de ser mamãe e de ser papai. Depois descobriram que aquela nova situação os fazia namorados de novo.

O marido - qual adolescente – pareceu redescobrir que tinha dezesseis centímetros de prazer entre as pernas e passou a utilizá-los com frequência admirável para enfiá-los inteiros na rachadura entre as coxas da esposa e também na sua boquinha – ela se reacostumou a sentir a semente cálida em seus amplos seios e também a invadir sua garganta, a fazê-la quase engasgar.

Muito bom mas não suficiente – descobriram. Sempre fora uma fantasia dele, e ele nem sabia, e também dela, e ela só agora desconfiou. Os dezesseis eram muito bons – mas eram necessários mais. E só se poderia obtê-los em outro.

No começo falavam entre risinhos, mas depois a sério. O marido tomou posição: já que era para comer a mulher dele, não aceitaria menos de vinte centímetros. E mais grosso que ele. A mulher tremeu um pouquinho ao saber das dimensões mas decidiu não ser mole – ela seria uma mulher de verdade, sem medo de tamanhos.

Descobriram o que todo casal descobre – o problema de um segundo falo é que nenhum falo vem sozinho – todos vêm com um cara junto. E achar o cara com o instrumento certo e que não vá dar problema depois é a questão.

Mas quem quer mesmo acha um jeito, e o marido achou – vinte e três anos, desencucado, marca forte de sol de bermuda de surfe, e principalmente – vinte e um centímetros e meio com força total.
O de sempre, noite de quinta, suíte reservada no motel melhor da cidade, o carro do casal a buzinar na porta de república onde o carinha morava, ele desce, jeans surradão e blusa estampada.

No carro, as luzes velozes da BR, dava para ouvir as batidas dos corações dos dois homens, de tão pesadas. Atrás, uma metamorfose – a mulher estava na beira do acidente vascular cerebral – até o garotão entrar. No meio dos trinta e dois minutos da viagem ela já achava o mais normal do universo transar com dois homens – transa-se com um, transa-se com outro – o que tem de mais? Sentia-se feliz de ter tido coragem de usar a cinta-liga por baixo do vestido curtinho, e melhor ainda se tivesse trazido a fio-dental em forma de coração.

E quando saiu do banheiro com a cinta-liga e o sutiã transparente a cena a fez delirar: dois homens, um deles totalmente nu, o outro de cuecas boxer, a esperavam. Ela pensava no que fazer quando a natureza tomou a decisão e fez com que algo que apontava o chão deixasse de fazê-lo, e se voltasse para ela, às golfadas mas com firmeza, até apontar para ela, leve, orgulhoso.

Orgulhoso também ficou o marido com o efeito que sua esposinha causava. A menos de trinta centímetros acompanhou fascinado a transformação.

E seguiu-se o que se esperaria que se seguisse: os vinte e um centímetros e meio afundaram no buraco da mulher casada. Sua larga cabeça forçou a entrada pelo doce túnel, fazendo a proprietária dele torcer-se em quase dor, até render-se de prazer. O falo visitou-a com a dona de quatro, brincando de cavalinho, e até deitada, na posição de fazer filhinhos. E apertado pelo calor molhado da periquita, não resistiu: ondas de iogurte quente cobriram o umbigo dela, a camisinha arrancada no momento exato.

Foi no segundo tempo. Ela voltou da toalete, coração a bater por um segundo assalto na luta, e viu a cena. O garotão, já recuperado da primeira vitória, transformara-se em poste horizontal, pronto para nova briga. Ao lado dele, as mãos do marido em forma de gancho tiravam-se a própria cueca boxer. Mesmo diante do portento que era o garoto, o marido tinha um falo bastante respeitável, pensou ela. Viu os bagos já bem conhecidos balançarem livres.

Por um instante uma ideia lhe passou de que o endurecimento do marido não era aham bem por causa dela. O marido pegou o envelope – era ele quem colocaria a camisinha no rapagão. O coração dela pulou uma batida. O marido tocou o falo do cara – ligeiramente apontando para cima, a cabeça avermelhada. Como quem tem todo o tempo do mundo, em vez de enfiar logo o plástico, o cinquentão passou os dedos pela parte de baixo, como  sentir os vincos por baixo – e , muito natural, muito cuidadoso, e muito macho, beijou o falo do rapaz. E não satisfeito, beijou de novo. E mais em baixo. E em um segundo mais, a esposa não conseguia ver mais as bolas do garoto – pois as mesmas se encontravam nas bochechas de seu esposo.

Em seguida o marido contemplava a cabeça, seus lábios a dois centímetros dela – lábios que beijaram a cabeçona, uma, três, sete vezes – beijos carinhosos e másculos, e que fizeram o garotaço revirar os olhos para o teto, e fizeram a esposa pegar bem feminina na nuca do marido, a fazer-lhe um doce movimento de vaivém, e dando seu apoio de mulher. Com a metade do falo de outro macho enterrado na boca, o marido sorriu com os olhos para a mulher. Isso era amor.

E a mão na nuca foi muito útil quando o jovem principiou a gritar rouco – a esposa não deixou o marido afastar a cabeça enquanto o pouco de falo que restava fora da boca do marido se contraía, e as bochechas deste sentiam a carga. O garotão tirou sua arma meio amolecida, e a esposa com uma mão impelia o ombro do marido para baixo, convidando-o a ficar mais um pouco, e com a outra acariciava-lhe o pescoço e soprava: “engole!” Dois movimentos firmes no gogó do marido e aquele vestígio de amor físico entre machos lhe entrou pelo corpo. Era o fim.

E ao contrário do que ela pensava, depois que deixaram o garotão, riram, brincaram e voltaram até cedo. Saindo de roupão do banho, o guia da TV nas mãos, o marido disse: Ei, hoje vai passar O Poderoso Chefão II! Vamos assistir de novo??

Assistiram. Mas ela mal pôde se concentrar nas estripulias de Dom Corleone. O que ela pensava é quando ela veria de novo a cena – o marido, aquilo tudo, a boca.

Beijos, Beatriz


sábado, 1 de setembro de 2012

Não somos profissionais


Que fique claro: não somos profissionais. Gatas, garotas, periguetitas, sei  o que lá. Sabe como é,  as faculdades são tããão carinhas. Temos o suficiente para as coisas supérfluas como faculdade e alimentação, mas e as coisas essenciais da vida como as bolsas de couro le-gí-ti-mo, os jeans de marca colada no bumbum e as bijuterias de trezentos que são moda?

Para resolver isso a gente pega algum coleguinha universitário. O ideal: um cara timidinho, riquinho, longe dos pais. Com jeitinho, a gente convence o cara a comprar uma meia dúzia de presentes para a gente no Eldorado. Depois a gente aham dá dois presentinhos para ele, que tal? Anos mais tarde, quando estiver comendo a esposinha-chata, vai lembrar de mim, Teresa, e de minha amiga lourinha Clélia, a Lilinha, as estudantes do terceiro ano da facu.

Vi que esse esquema dera certo quando aquilo, ao se libertar da sunga branca, deixou de meio-apontar o chão e se ergueu firme, tubo de canalização ao pular sobre o rio. O dono de cara vermelha, a morrer de vergonha-zinha-zinha.

Gustavo, o Gustavinho, perfazia o ideal: cara timidinho, rico, longe dos pais, a vítima perfeita para nós lhe estouramos o limite do cartão de crédito. Mas sabe é como: adoro misturar negócios com fantasia. E dizem que mulheres são sempre rivais. Eu a morena-alta saí da minha cidade-boboca do interior com fama: me chamavam pratinho-de-microondas (de tão rodada) eheheh... sem graça. E Lilinha, o pai dela ainda pensava que a menina era zero (quáquáquá!).

Não é que o pai fosse bobo total. Lilinha ainda era um pedaço pura: seu bumbum redondinho e firme nunca tinha sido usufruído por nenhum rapaz. E eu tinha uma invejinha desse pedaço de virgindade da minha amiga, e me propus a tirá-lo. Já tinha tentado um par de vezes e a danada sempre escapava.

Com Gustavinho percebi a chance. Já na toalete do shopping tinha chamado a atenção dela para o jeans apertadésimo. Disse que aquela segunda pele podia tentar o menino a ideias outras. “Nunca” – disse ela arrebitando e se dando duas palmadinhas. “Isso é meu!” De qualquer forma o assunto estava posto. Etapa um.

A etapa dois começou quando aquilo, ao se libertar da sunga branca, deixou de meio-apontar o chão e se ergueu firme, tubo de canalização a pular sobre o rio. O dono de cara vermelha, a morrer de vergonha-zinha-zinha.

Lilinha gosta sempre de ser a primeira a dar seu amor-em-troca-de-presentes para o garoto. Deitou-se de costas no camão redondo, a tanga azul-forte voou, trouxe a camiseta para dentro mostrando os bicos rosados durinhos, e deslizou as coxas pela cama. O triângulo lourinho ofereceu um lindo risco de rubis. 

O cordão de ouro com pingente se inclinou quando o menino baixou seu metro-e-oitenta-e sete sobre os um e cinquenta e cinco da minha amiguinha. Brilhantes pela tensão e pela borracha, os quase-vinte centímetros desapareceram um após o outro engolidos pela florestinha loura, a minha amiga a miar retesando-se como gata. O garoto não sentia dor mas gemia. Apoteose do amor físico – dois que não se amam mas se comem.

Belo porém convencional. Dizem que todo mundo tem um diabinho e anjinho e resolvi ser a diabinha do rapaz, e sussurrei no ouvido dele se ele não queria aproveitar a ocasião e – e os olhos dele brilhando me deram a resposta. Fui também o diabinho dela. Disse que iria adorar. Que eu já experimentara várias vezes, e era um sonho. Que essa experiência é que transforma uma menina numa mulher. Vi o anjinho e diabinho lutando nas pupilas azulíssimas dela, e o pobre anjinho lambeu a lona quando dei o golpe: “É mais gostoso que pela boceta”.

“Jura!?” – disse ela. E comecei o trabalho de virar os seios e coxas e tudo o mais da garota, com a alegre ajuda do rapaz, até que aquilo tudo amassou o lençol e nós só víamos o seu corpo cheio de curvas, completamente mulher, pelas costas.

Era agora. Passei o creme para os dedos nervosos de Gustavinho colocarem no lugar certo, dedos nervosos e que não tiveram pena de desperdiçar. Quanto aos meus dedos, eles se esgueiraram e encontraram o delicado grelo da minha amiga, já quente de tanto devorar falo, e fez círculos graduais. Experiência: sempre bom dedilhar a fêmea para ela sentir prazer suficiente para não desistir.

Gustavinho não é uma cobra cascavel, é um excelente moço, mas tem algo em comum com uma: é brilhante e tem a cabeça bem mais larga que o corpo. Era isso tudo que tentava invadir o corpo de uma jovem apelidada Lilinha. Esta se entregara, a cabecinha de lado meio afundada no travesseiro, e curti bem o momento em que a cobra em meio a um ou outro pelo lourinho intentou uma, intentou duas, três. O bumbum da moça resistia bravamente à doce invasão. Eu passei a mão nos bicos-mais-que-durinhos da moça, mandei o gato segurar na cintura da gatinha, ordenei o ataque.

E vi aquilo tudo afundar, cabeça e resto, devagar mas com constância. Ainda lembro com delícia dos três gritinhos de quase furar ouvido que Lilinha deu bem nos meus tímpanos. Ouvi mais aos longe os gritos roucos do Gustavinho , que celebravam aos vinte dois anitos um dos feitos máximos de um homem, curtir o bumbum de uma mulher, de seus vinte e um. Um par de ondas de tremor percorreu o corpo da minha amiga. Perguntei se ela queria a retirada do invasor.

“Pooorra não, vamos até o fim agora Taquipariu dói  e é bom pra caralho”. Diante dessa licença dei o sinal e Gustavinho fez seu serviço de macho, retirou e meteu. A situação bem encaminhada, retirei-me para ver como cinema. E foi um filme saboroso. Após uns minutos o bumbum de minha amiga cansado de lutar relaxou, e o falo do rapaz deslizava como na linda fenda de uma dama experiente já com o terceiro amigo numa festa de troca de casais. Os gritos dos dois se ritmavam, abalavam as paredes em um coro romàntico.

E em um desses gritos Gustavinho revirou os olhos, ainda deu tempo de eu lhe arrancar o plástico e os jatos de seu delicado iogurte, por incrível, atingiram mais os cabelos que as costas da jovem, masculinidade pura.

Lilinha disse que adorou, a farrinha e os presentes. Só ficou zangadinha quando eu disse que nunca tinha feito, eu era virgem por trás – mas agora ela é não mais o era. Quis me dar uns tapas mas eu corri para longe. Não sou boba.

Beijos, Beatriz

terça-feira, 19 de junho de 2012

Tudo, tudo vale.


- Dá o bumbum?

- Não, não dou – suspirou a morena que vestia apenas uma linda pulseira multicor, um dos brincos que se esquecera de tirar e o perfume Chanel. Eu pouco mais que isso, apenas um pedacinho triangular de tecido de algodão verde que se fazia de tanga. Meu marido vestia apenas sua masculinidade, que fazia concorrência à Vale, dura como aço. Motel com nome ridículo (como todo motel tem nome ridículo) Styllus.

Minha resposta a esse terceiro não foi a mesma aos dois nãos anteriores – toquei-lhe no queixo delicado e entornei mais dois dedos de Merlot na garganta da morena, que se esforçou por engolir e sorriu. A jovem lutava bravamente.

Eu, Teresa, considero que, no amor físico, vale tudo. Exemplinho: um minidrama de família. Um rapaz se declarou apaixonado por uma sobrinha minha. Era o amor da vida dele, prometeu casamento, todas essas coisas – minha sobrinha deu-lhe de presente a tanguinha e por meses o esperto rapaz viu a filha de minha irmã nua de todas as formas que Deus a criou, e deu até um bom dinheirinho para metade dos motéis de Belo Horizonte. Depois caiu fora.

Choradeira, reuniões do setor feminino da família. “Em que falhei?? Minha fi-lhi-nha buááá!” Cansei daquilo. Puxei minha sobrinha pra um quarto, tranquei a porta. “Ele te engravidou?” “Não.” “Ele te passou alguma doença?” “Não.” “Você gozou?” “Tia!” “Tia coisa nenhuma. Era sua tia em priscas eras. Agora você é uma mulher de dezenove e eu sou outra mulher, de bem mais de dezenove. De mulher para mulher; gozou?” Senti o sorriso sapequíssimo. “Go...zei.” “Muito ou pouco?” “Mu..ito”. E meio segundo depois; “Foi uma delícia!” “Então, querida, ele curtiu seu corpo, você curtiu o dele. Empatou em dez a dez. Deixe de bobagens e parta para outra!”

Saímos os três, eu, Rafa meu maridão e Marilena. Marilena, a Lenita, morena a rimar com o nome, cor absolutamente uniforme, apenas um pouquinho mais clara (eu veria depois) num doce triângulo entre as coxas e em volta dos bicos quase-negros.

Logo nos beijinhos iniciais meu marido se apaixonou pelo bumbum da jovem. Era realmente uma obra de arte de curvas, valorizado pela calça justíssima que quase permitia ler as letras do fabricante da calcinha. Recém-separada, trinta e dois lindos aninhos e orgulhosa dos quilos perdidos e querendo novas experiências, não foi difícil empurrar-lhe um par de caipirinhas quase-álcool. Quase que senti a cabeça da garota girar. E logo na primeira proposta, de conhecer um motelzinho cálido ali perto, senti o doce cheiro do bebida quando ele me suspirou abrindo o sorrisão “Vamembora!”

Chegando ao motel de nome idiota, a garota pensava em realizar um tradicionalzinho com o marido de outra mulher mas o marido da outra mulher tinha ideias próprias, todas traseiras. Lenita disse que não, aquilo não. Eu disse que íamos ver o que um par de goles de um vinho sen-sa-ci-o-nal iriam fazer. A moreníssima disse que não adiantava, ela era muito resistente a bebida e não iria ceder.

Começamos uma doce luta: eu perguntava se ela topava, e a cada não eu a fazia beber mais um golão de álcool. No terceiro “não” a garota quase cedia. E no quarto gole:

- Vou mostrar para vocês o que é uma real mulher – e a moça quedou-se na posição cachorrinho e rebolou o bumbum, lindamente classuda, lindamente vulgar, como toda boa fêmea deve ser e é.

Meu marido não tem o maior instrumento do mundo. Mas também não tem o menor – seus dezoito centímetros trazem em si a promessa de um bocado de prazer – e também de um montante não desprezível de dor – à jovem dama que tenha a sorte – e a coragem – de recebê-lo por trás.

E prazer e dor foi o que a moça recém-divorciada sentiu. Derreti-me entre as coxas ao ver as mãos do meu marido realizando o ritual, apertando o bumbum bem marcado de bronze, colocando o creme – mas o melhor foi quando, com delicadeza e jeito sem perder o T grande, a cabeça da serpente forçou a entrada no portal cujas trancas nunca tinham sido abertas.

A moça contraiu o rostinho, arqueou as sobrancelhas, gemeu sem gemer. Beijei-a no rosto, ajeitei-lhe uns fios de cabelo enquanto podia contar os tremores no corpo dela. Quase tive pena. Quase.

- Está sentindo dor, Lenita?

- Muita. Nunca pensei que fosse doer tanto. E nunca pensei que fosse tão gostoso.

Meu marido perdeu qualquer vestígio de piedade e fazia desaparecer um bom tamanhaço do seu instrumento. Os bicos negros dançavam loucos enquanto ela sapateava desarrumando o lençol e berrava nos meus ouvidos uns gritos de arrebentar o bairro todo.

- Não tira, caralho. Não tira. Oh.

E Rafael não tirou. Não teve pena, enquanto a moça batia recordes de gozo. Só quando meio-fechou os olhos e um dos jatos de cálido iogurte acariciou meu joelho, indo os outros brindar a curvinha das costas da jovem divorciada.

Que teve uma ressaca daquelas no dia seguinte. Continuamos amigas e cúmplices. Eu e meu marido a fizemos cair numa armadilha, e ela diz que tem volta, ela via ter sua vingança erótica. Nós aguardamos Quem disse que no amor há limites?

Beijos, Beatriz

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Os três

Casal-dos-quarenta, nova fase, vontade de aventuras para a monotonia não mastigar tudo. Surge idéia; Por que não a três? No começo, divertido, ele ri. Por que não? Tudo abstrato, fantasia-para-transa.

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Mas um amigo apresenta um primo que tem outro amigo que tem um colega – e este último é perfeito – educado, não quer compromissos, idade certa e vinte centímetros bem contados. O marido não acredita: acaba de desligar o telefone onde chamava um homem para agasalhar-se na doce xoxota que ele desvirginara um par de décadas atrás.

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No Aphodit´s, nome idiota, quarto para três. O garotão não negou fogo. Os vinte eram vinte centímetros mesmo, à prova de qualquer régua. O marido pisca os olhos meia dúzia de vezes. Aquele é a mesma do casamento? Os olhos a brilhar como diamantes, os dentes da boquinha de batom-vermelho-putinha a rasgar o plástico da jontex, ela parece ter vinte anos a menos. Quase virgem. Ele não acredita, pensa ser sonho-quase-pesadelo, pisca mais quatro vezes para acordar.

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Não era. As mãos de unhas vermelhas empurram as tiras da tanga, as coxas se afastam, um triângulo de pelos marrons se define – e se aproxima da cabeça arroxeada do cara, bobalhão com o espetáculo, mas em perder a dureza. Dois bobalhões. Ela mandando em tudo.

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A cabeça de um dos dois, a do garotão, desaparece engolida pelo triângulo. A esposa, transformada em adolescente, revira o olho e dá uivinho. O marido se divide: metade quer se jogar pela janela e a outra quer bater uma e produzir muito creme gozando o espetáculo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Queridas e queridos,

Por estes meses foi um prazer escrever aqui para vocês. Era uma alegria ver o índice de visitantes aumentando nas segundas e nas terças, e principalmente ver os comentários. Gosto de imaginar que proporcionei momentos de alegria às pessoas, prazer a dois, a um, a três, a trinta eheh.

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Tudo na vida muda, e neste momento estou enforcadíssima com mudança de emprego. Quem me acompanha sabe que prometo pouco para poder cumprir sempre. E não poderei ter o prazer de continuar com esse blogue até abril de 2011. Então voltarei, talvez neste mesmo formato, talvez não.

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Agradeço a toooodos os que comentaram, e a todos os que leram. Amem muito, sejam felizes, e eu respondo a e-mails sim. Deixo vocês com o primeiro capítulo do meu livro, a coisa mais real que escrevi. Sejam felizes, amem muito sempre com camisinha, e 2011 está logo aí! Eheh


Beijos e beijos,


Beatriz


A PROPOSTA DE LUDWIG (Como tudo começou)


Nunca pensei em ser dondoca.


Sempre vi o trabalho como algo natural. Filha de contador, filha de professora, o ciclo formatura / carteira de trabalho / vestido de noiva / aniversário de filho era para mim inevitável como respirar. Meus irmãos escolheram megabytes ou índices de liquidez corrente. Eu escolhi Machado e Graciliano. E pensei desse jeito até um mês de dezembro. Então começou minha aventura, que você vive a partir de agora.


Faltavam vinte e dois dias para minha formatura quando saí pelo portão principal da Universidade. Estava atrapalhada por dois Dom Casmurro de exemplares grossos que tinha emprestado na biblioteca do Instituto de Humanas. E mais três Os Bruzundangas, e mais um Bom Crioulo. O Colégio C... estava com um programa de ensino de literatura em pequenos grupos. Eu entusiasmada com meu estágio lá.


Carregada de realismo e naturalismo mal percebi o carro com velocidade de tartaruga. Seguiu-me desde a esquina da Pedro Gerheim até um par de ruas depois. Não dei importância.


E nem o percebia no dia seguinte. Meninos de dezesseis podem ser apaixonados por Machado mas são mais ainda por carros. Discutíamos na frente do colégio se Capitu traiu e um dos rapazes apontou o Mercedes prateadinho. O setor masculino o reverenciou como manifestação do Olimpo, as meninas torceram o nariz. O motorista pareceu intimidado. Arrancou, evitou passar em frente a nós, vidros levantados.


Encontrei-o parado na direção da favelinha onde dava aulas de pré-vestibular como voluntária, meia dúzia de horas depois. Não se moveu.


Dia seguinte mandei um de meus alunos como espião e ele informou que lá estava o alvo, como chamou. Dispensei a turma dez minutos mais cedo. Plano feito. Saí pela entrada lateral, dobrei a esquina e lá estava, porta aberta, sem ninguém, em frente a uma birosca.


Gente há que acredita em sorte. Eu creio em intuição. Intuí que eu não estava ameaçada. Se alguém ameaçava, era eu. Mineiros são loucos por branquinha. E o dono da birosca era daqueles chatos, mostrava o litro e insistia e insistia. O comprador ou vítima dizia não obrigado com um português atolado. Quis sair, deu de cara comigo e minha vida nunca mais foi a mesma.


Era um palmo mais alto que eu. Os olhos azuis e a cabeça comprida me bateram na hora: estrangeiro. Jeans e camiseta que nele tinham a elegância de smocking. Olhos de menino pego roubando o doce de goiaba. Por um par de segundos olhamos um a cara do outro. Ofereceu-me a mão com a naturalidade de quem se apresenta à Rainha. Disse: Ludwig! Ri.


- Na Faculdade, no colégio, no voluntariado. Está me seguindo?


Afagou coceira imaginária na nuca. Não conseguia me sustentar o olhar.


- Sim – disse ele.


- Por quê?


- Que tal se disser que acho você bonita?


(Apelando para minha vaidade! Devia se envergonhar!)


- Vai comprar a branquinha do homem?


Duas notas pequenininhas trocaram de mãos e Ludwig arremessou o litro numa lixeira dois passos depois. Trocamos oficialmente de nome e telefone. Recusei a oferta de carona. Agradei ao recusar, gostou de minha cautela.

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Todo namoro é um ritual. Bares na subida da São Mateus, Chopin e Beethoven no Cine-Theatro Central, caminhadas ao mirante do Morro do Imperador. E as apresentações às famílias ou melhor à minha, pois a de Ludwig está a uns oito ou nove mil quilômetros de distância. Nasceu em Hannover há quarenta anos, há quase dezenove veio para cá e não quis mais sair. Dirige a fábrica com mão suave. Apaixonado por polias e voltagens, ao voltar do trabalho esquece as máquinas, uma das coisas que me fascina nele.


Nosso primeiro beijo foi três dias depois de começarmos a namorar. E um par de semanas depois sua mão deslizou pelo meu ombro, seguiu a curva, escolheu o caminho por baixo do top verde-enjôo, parou sobre o bico e deu um par de voltinhas. Aos catorze anos eu já decidira que os sutiãs eram um trambolho desnecessário e a mão dele se aproveitou de tal decisão. Não me incomodei nem um pouquinho-quinho.


Semanas seguintes tops e microblusas também se foram revelando demais. Na verdade só uma tanguinha cor-de-rosa com duas inevitáveis estampas de coração me separavam da roupa de Eva quando ele pronunciou a palavra casamento.


Senti a pancada. Nunca pensara. Era como uma roupa cujo manequim não cabe, você não compra e não pensa sobre.


Perguntei se queria toda a verdade. Se queria casar comigo, que fosse sem zonas de sombra. Ele disse Sim. Revelei dois namoricos da pesada. Contei de uma menina de dezoito num motel com o estúpido nome de Styllus a olhar mais curiosa que excitada o falo muito duro do coleguinha de Lingüística Românica. E que essa foi a primeira de quatro com o primeiro namoradinho, e depois teve mais cinco com o segundo, cada uma revelada com detalhes de radiografia. Falei de calcinhas sendo tiradas em bancos de fuscas, de laços de calções masculinos sendo desfeitos com os dentes.


Calei. Esperei a tríade vagabunda-cadela-vadia seguida da partida-para-nunca-mais. Por um par de milênios não abriu a boca. Mas abriu. E disse:


- Na terceira transa com o primeiro namorado, afinal você chupou ou não o rapaz?


Minha vez de abrir a boca, de espanto. Num pedaço de segundo repassei tudo e lembrei que esquecera aquele detalhe. Ludwig me ouvira como um aluno de declinações do latim. Derramei o balde, verdade em excesso:


- Chupei e muito. Não era pequeno.


É agora, pensei. Tinha sido noiva por trinta e sete minutos.


A tríade não veio. A mão tremida engatou a marcha. Deixou-me em casa. Deu a volta para abrir-me a porta, cavalheiro. Eu me roía por ter feito sofrer uma pessoa a quem queria bem. Para me castigar, encarei-o. Caí o queixo. Não vi sofrimento. Não havia sofrimento.


Havia felicidade.

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Pensei que a espera seria pelo restante dos séculos. Mas foram só três dias. Ludwig me ligou. Tinha uma surpresa, voz ansiosa de vestibulando devorando lista de aprovados.



A surpresa era uma caixinha. Abriu-a, duas alianças dentro. Meu lado Cinderela deu um pulo. Já nele não havia euforia, havia ansiedade como se o vestibulando agora chegasse às últimas vagas sem ver seu nome. Ele disse que agora era a vez dele ser sincero.


Começou: amava-me, queria igreja, véu, grinalda, e que eu fosse fiel.


- Serei – disse eu. – Nunca terei outro.


Engasgou, tossiu, disse que não era bem aquilo. Ou melhor, era sim, mas. O conceito dele de fidelidade era: eu sempre faria amor com ele, só com ele... e engasgou de novo, ...mas o corpo poderá ser de outro homem.


Demorei uns cinco segundos para juntar os pedaços.


- Você quer que eu faça amor com outros homens?


- Não, não. Comigo.


Relaxei.


- Mas através do corpo de outros homens.


Tensionei de novo. Detalhou: Não precisa ser na minha frente. Pode ser longe de mim, desde que me conte tudo. E não precisa ser com outro homem. Podem ser mulheres, ou casais. E quem vai fazer amor seremos nós dois. Fidelidade total. Não dê importância aos outros homens ou seja lá quem. São corpos que utilizaremos para o nosso prazer. Mas amor, só entre nós.


Popó e Maguila me acertaram juntos na cara. E Ludwig ainda tinha um segundo pedido. Ele sabia o quanto eu gostava de ensinar. Disse que eu poderia pegar algum trabalho voluntário. Mas ele ganhava o suficiente mesmo que fôssemos duzentos, quanto mais dois. Eu dedicaria meus dias às compras e ao amor. Essa seria a minha vida com ele.


Teria aplicado um tapa de mão cheia em qualquer pessoa do Planeta Terra que não ele. Naquele momento eu descobri que amava Ludwig. Saí em silêncio.

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Tentei voltar à minha vida. Colégio, voluntariado, família, leitura de Drummond, planos de mestrado. Evitava olhar as fotos de formatura. Lá estava Ludwig, feliz, nós felizes, eu com a ridícula beca de babador.


Ele era uma página em minha vida que eu tentava virar mas parecia colada. Particularmente tentava virar a página da proposta. Repetia a palavra absurdo. Absurdo, absurdo. Como ele podia me fazer uma proposta absurda daquelas?


Bronzeado de surfista, músculos de astro do Big Brother, o garotão pediu meio balde de morango com chocolate na sorveteria na Rio Branco. Uns dezenove anos, por aí. Eu a duas mesas de distância, delirei. Marido permissivo, chave do Vectra na mão, eu passaria um plá, o levaria para casa, em frente à sagrada cama de casal eu faria cair esse jeans e o resto, só uma coisa se ergueria, muito rígida, e meu marido aparecendo de surpresa, pasta na mão, rindo a viver. Absurdo... era isso que Ludwig queria? O garotão saiu e no mesmo lugar veio uma loura. Jeitão de separada e era separada mesmo, ouvi-a recitar ao celular, “meu ex-marido”. Óculos escuros, pediu só sabores diet. Delirei de novo. O garotão ao lado da cama desapareceu e se transformou nela, cabelo solto, óculos jogados de lado, abrindo a blusa como stripper me revelando a inexistência de sutiã. Nós duas. E o garotão se rematerializou e abraçou a nós duas. Nós três. Engasguei do milk-shake de baunilha com adoçante.


Decidi que era fantasia e que fantasia não paga pedágio. Delirava em tudo. Em casamentos me imaginava acordando abraçada de recheio aos corpos nus da noiva e do noivo. Imaginava amigas com olhos em faíscas me convidando a uma lua-de-mel de fim de semana com o marido, ou com elas mesmas. De absurda a proposta foi passando a estranha, de estranha a incômoda, depois só meio isso.


Recebi rosas cor-de-paixão e um bilhete perfumado: “Amo-a”. Devolvi o bilhete com uma palavra rabiscada ao lado: “Também.”


Casamo-nos numa igreja de formato estranho em Juiz de Fora.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

TIRANDO PUREZAS

Não me vejam com tridente, chifrinhos e lingerie vermelha mas gosto de corromper pessoas. Não qualquer pessoa – gente leve, feliz, boa, gente que quer viver sua vida querendo-bem – e gente que gosta de amar fisicamente outras pessoas, sem necessariamente ligar a amor de novela, etc.

E as deusas do ramo, Afrodite e Cleópatra, creio, parecem me ajudar. Essa é antiguinha, vários anos. Aconteceu em Parati, novembro como esse, sol rachante. Eu e Ludwig curtíamos a 336ª ou parecida lua de mel em pousadinha, e assim Denise e Leandro curtiam sua primeira.
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Sabe aquelas pessoas totalmente inofensivas, incapazes de mal? Eram assim, era olhar para as carinhas e ver, a dupla de sorrisinhos tímidos. Fiquei amigo deles, especialmente dela.

Encontrava com ela na beira da piscina, Denise com aquele jeitinho feliz-tímido. Perguntou-me se era uma segunda lua-de-mel. Falei enrolando casual a ponta do cabelo. “É sim, mas a gente é temático. A lua de mel mesmo foi do jeito normal. Agora a gente combinou fazer mais anal.”

Momento cruciante. Se minha amiguinha saísse correndo, fora só uma boa tentativa. Levou o copo à boca. Não me olhou. Perguntou: “Vocês gostam?” Olhei o relógio. Disse que meia hora antes eu estava levando estocadas duras ao extremo... “Nem parece, né? Dizem que a gente quando faz por trás não consegue andar direito... mas você percebeu alguma coisa?”

A pobre garota tossiu o chope duas vezes mas falou: “Não, você está andando normal”. Primeiro passo dado.

Horas depois encontrei com eles. Ele me olhou diferente. Entendi que ela contara tudo. Olhou-me como mulher-que-dá-por-trás. eheh

Minhas conversas e de Denise se soltaram, eu sempre usando a tática de me soltar antes para ver o que acontecia. Denise logo soube que o de Ludwig não era o primeiro. Ela mais solta pediu para que eu contasse e eu revelei com detalhes o sangramento bobinho advindo da perda desta inutilidade que se chama virgindade com rima e tudo, ela se divertindo, e Ludwig se aproximou. Ela me fez cara de desespero, falou com os lábios sem som. Com Ludwig se enxugando a dois palmos de distância eu “...aí eu percebi que não tinha sentido o gosto do mel do garoto, e eu queria muito saber como era, aí fiz ele se sentar na ponta da cama, fui por cima e...” Lindo ver a carinha de desespero dela,

Trinta minutos depois ela abriu o sorriso de dentes de anúncio de kolinos e disse que não perdera a virgindade naquela cama-de-pousada. Disse que três meses antes não conseguiram mais segurar. “Abri as pernas pra ele” – disse ela e riu.

Um dia decidi que era o nada-ou-tudo. “Querem ver um outro casal a meter? Vocês não precisam fazer nada. Só olham e vão embora”. Denise mudara muito nos últimos três dias. “Normal ou por trás?” – perguntou. “Ah, depende da inspiração do momento!” – gargalhamos.

Interessante que pensamos uma em fazer uma armadilha para a outra, e foi ela quem me pegou. Eu pensei em como seria bacana se a fizesse entrar em nosso quarto, e aspas casualmente ela veria uma transa entre eu e Ludwig. Em vez disso, ela me mandou recado pela portaria que meu shampoo natural ficara com ela. Achei estranho o recado, e não um telefonema. Meio da tarde, tudo morto, até as gringos de pele de camarão o 204 estavam dormindo depois do excesso de sol. Bati à porta. Denise me disse para entrar. Senti o clima. Passei a saletinha.

Da porta do quarto, cena linda de viver: Um casalzinho muito jovem, ela, os seios pequenos de bicos-rosa muito suave sentada na beirada da cama vestindo só uma linda tornozeleira de prata, ele com a falta de roupa a realçar o falo muito duro apontando para os lábios da sua boquinha que se abriram e o engoliram quase inteiro, enquanto a mãozinha desajeitada ainda aprendendo as coisas do amor pesado lhe sopesava os bagos. Fiquei orgulhosa da minha amiga pois o rapaz era até que avantajado.

E mais orgulhosa fiquei quando eles me mostraram sua linda inexperiência num papai-e-mamãe – mal sabiam eles que quando se transa para outros verem, existem posições muito mais convenientes para a platéia. Só pude ver o bumbum dele subindo e descendo parecendo querer separar ainda mais as pernas da moça que lhe arranhava as costas.

Rapidinho ele encheu o doce buraco da garota de mel – ainda não sabiam se controlar, meus quase filhinhos. Baixinho disse que adorei e achei lindo – e disse a ela que meia hora depois podia me encontrar na piscina embaixo para um par de Alexanders – e ela desceu meio ressabiada e eu falei de meu segundo namorado antes de Ludwig – e do sinalzinho que tinha no seu instrumento. Disso e de outras levezas. Nem mencionei a cena. Ela abriu sorriso. Eu a ganhara. Meus lindas amigos tinham uma tarazinha – fazer com platéia. E eu fui a platéia! Rárá!

Depois soube que ela comprou fitas de presente e se enrolou e ofereceu no aniversário dele de presente o seu lindo e redondinho bumbum – e gosto de pensar que fez assim pensando no meu exemplo!

Não me vejam com tridente, chifrinhos e lingerie vermelha mas gosto de corromper pessoas. Não qualquer pessoa – gente leve, feliz, boa, gente que quer vier sua vida querendo-bem. E que melhor?

Beijos e beijos, Bia

domingo, 8 de novembro de 2009

BÊBADA

O álcool tem muito a ver com o mundo da troca-de-casais. Sabe como é, desinibição, afastar timidezes, etc. Nada contra, não sou moralista. Se uns mililitros de vinho gaúcho vão ajudar uma secretária ou um professor a terem um momento inesquecível em suas vidas, why not? Apenas eu não preciso. Gosto na coisa olho-no-olho, desde que um dia quando tinha meus dezoito anos e um par de meses que decidi que estava cansada de ser zero-quilômetro, e queria experimentar aquilo que tem nomes científicos e nomes populares como foder, meter ou trepar. Minha pobre virgindade não durou nem mais trinta dias, a coitadinha.
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Com Tamara e Adriano foi diferente. Primeiro, por serem jovens – os casais de nossa vida são quase todos mais maduros. Depois, por que quem articulou fui eu, e não Ludwig. Eu conhecia o rapaz, cruzamos nossos caminhos no voluntariado em que trabalho. Elogiou a gente, disse que éramos um casal muito correto, não se envolvia em fofocas, ao contrário de muita gente.
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Sabe esses momentos em que a gente sente que é momento de arriscar? Joguei: agradeci, e disse que além disso nós saíamos com outros casais, cada um com a sua, ou trocando, não tinha problema. E que se ele e Tamara sonhavam um dia em dar uma variada em sua vida sexual, sem mudar a vida deles em nada, com muito respeito e camisinhas, podiam contar com a gente e nossa discrição que ele conhecia.
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Dei a pancada com a seriedade de quem faz uma demonstração de teorema geométrico. Dado o recado, disse que ia fazer alguma tarefa e sai da sala. Voltei uma dúzia de minutos depois e ele desligava o fone, ainda tonto. Adivinhei que ligara para a esposinha, incapaz de agüentar a novidade sozinho. Cumprimentei-me. Senti que eu tocara num ponto sensível.
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Foi antes de uma reunião de coordenação que dias depois o vi, olhos duplicados de tamanho, respiração de chumbo. Perguntei se ele e Tamara tinham pensado em nossa proposta. Parecendo aliviado por eu ter tomado a iniciativa, disse que eles pensaram e queriam experimentar. Mas cada um com a sua. Nada de troca. Eu disse que ótimo, eu e Ludwig teríamos prazer em nos amar na frente deles. E se depois eles quisessem tirar a roupa e se amar também ficassem à vontade. E repeti as garantias de sempre.
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Que re-repeti para Tamara no bar onde nos encontramos os quatro na sexta. Tamara é uma lourinha que sempre usou cabelos curtos com as pontas docemente voltadas para fora. Parecia intimidada e atribuí a isso os dois cálices de Moet que virou quase de cara. Com outros casais, temos uma divisão de tarefas: Ludwig fica com as brincadeiras, a leveza geral; eu, falo daquilo. A conversa não pode ficar séria senão enregela tudo. Falo de jovens mulheres tirando tangas ao entrar em praias de nudismo, de mulheres de meia idade a comer universitários que podiam ser seus sobrinhos, de boquetes em bancos traseiros de carros enquanto o marido dirige, experiências nossas e de outros, vistas e de ouvir dizer.
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Eu falava e Tamara empurrava mais champanhe. Temi que dormisse. Já pensava em como encaminhar o assunto quando a carinha delicada com um suave cheiro de álcool disse: vamos pro Number One!
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A garota foi sensacional. No trajeto da porta até a cama de cobertura lilás foram ficando a saia não-muito-curtinha, a blusa cor-vinho quase transparente e como prêmio máximo a calcinha violeta com rendinhas na borda, enroladinha no chão.
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E pude ver o que a calcinha até então ocultou. Tamara se jogou vibrando a cama sem nada, nada, nem um brinco nem uma tornozeleirinha prateada, nuinha nua nua, e com simplicidade afatou as coxas – doce e puramente abriu as pernas muito brancas, num gesto tão natural quanto lindo. Aquele risco cor de rosa que apareceu encheu meus olhos e o Mundo. Linda a fenda da mulher do meu amigo. Não pude vê-la muito pois o falo do marido logo o forçou a abrir-se e seu corpo cobriu o da garota.
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O marido olhava de meio-olho para a gente mas a esposinha com as coxas sempre muito afastadas assinalava cada estocada que levava do macho com um ganidinho rouco, que me fazia sentir o cheiro do Moet.
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Já disse várias vezes que não sou santa mas precisa dizer que Ludwig também não é nenhum anjo. Não é que o danado, banho tomado, cheiroso, vestido de Adão, no auge do mete-mete dos dois, como quem nada quer trouxe o poste já muito horizontal a uns dez dedos do rostinho da gata bêbada. E o resultado, bem, com a mesma doçura com a moça abriu as coxas ela tocou o falo com a sua mãozinha esquerda e um segundo depois metade dele desaparecia em sua boca de batom groselha – Ludwig não agüentou e deu uivo para o teto. Acontecera – a mulher transava com dois! Temi que a coisa não prestasse. Adriano fez cara de quem viu choque de cometas – e deixou passar. Apreciou o boquete da esposa em outro.
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Eu e Ludwig sabemos muito bem de política de swing – é preciso que os dois casais se aspas comprometam. Eles tinham se desinibido, estava na hora da gente se desinibir. Assim, depois que os nossos amigos ficaram calminhos, eu e Ludwig nos oferecemos para eles verem um showzinho nosso – e o fixemos, trocando várias posições e terminando com um gozosinho básico na barriga, para eles verem. Parecemos casal de casa de show erótico. Eles adoraram!
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O álcool tem muito a ver com o mundo da troca-de-casais. Sabe como é, desinibição, afastar timidezes, etc. Nada contra, não sou moralista. Se uns mililitros de vinho gaúcho vão ajudar uma moça ou um homem a terem um momento inesquecível em suas vidas, why not?
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Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TARAS

Creio que decepcionarei muitos ou alguns com este post. Algumas respostas aqui me fazem sentir semideusa. Mulher classuda, etc. Pedaço de mim é, sem dúvida, partes à modéstia, mas não sou só isso. Tenho taras. Todos têm? Lá sei. Vamos a uma. Menores de idade, saiam já! (Nem deviam ter entrado!).


Começou quando estava exercendo meu direito de mulher concedido por igreja e cartório, estava metendo com meu marido. Posição cavalinho (upaupa!) adoro. Pedi que me apertasse os seios. Ele me fez quase-carícia, respeitador. Pedi que apertasse mais. Seus dedos afundaram na pele de marca de sutiã, mas não muito. Mandei mais força. Ele apertou, com cuidados para não me machucar. Quase gritei que mandasse os cuidados para o lixo e apertasse para valer. E ele obedeceu, salientando os bicos. Quase que gritei de novo e não só de dor mas de êxtase.


Depois disse o que se passava em minha cabeça, durante. Eu lutava com outra garota, numa praia deserta, selvagem, eu nua, ela sem nada. Lutávamos por e tenho de dizer o nome que pensava na hora, lutávamos por rola. (A própria estava lá, bem dura, bem horizontal, pertencente a um garotão passivo que espera a vencedora). Batíamos na e preciso dizer de novo a palavra da hora boceta uma outra, eu na dela, ela na minha, uma querendo forçar a outra a se declarar vencida. E a vencedora foderia o prêmio na gente da derrotada. Dois ades, crueldade e sensualidade. Imaginei quando Ludwig apertava meus seios, era a garota que o fazia. E eu que não tenho vocação para anjo também apertando os dela, fazendo-a dar uivinhos de dor.


Ludwig adorou a história e depois fui aperfeiçoando. Sabe, nunca gostei dessa dominação masculina do mundo. E imaginava um mundo depois de uma guerra nuclear, um mundo primitivo, de tribos femininas. Sobraram muito poucos homens, e eles eram escravos das mulheres, escravos sexuais para o prazer delas. Para se divertir com o corpo de um escravo, a mulher teria de tirá-lo de outra. Uma luta com regras, embora regras cruéis e lindas: as duas bateriam nas bocetas e seios, e enfiariam dedos etc, até que uma não caísse. E logo que as moças completassem X anos, entrariam numa academia de lutas em que seria explicado a elas o domínio feminino do mundo, e a elas seria ensinado como encontrar uma adversária e depois de alguns minutos deixá-la deitadinha, gemendo de dor, os seios vermelhos e a boceta ainda com a impressão das pancadas. E sentar na vara do escravo a dois palmas da cara da derrotada.


Várias das minhas transas passaram a ser lutas na minha cabeça. Confesso que dei nocaute nas bocetas de todas que se atreveram a me disputar o escravo! Tadinhas nada, queriam fazer o mesmo comigo, eheh!

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Fantasia minha, histórias que imagino e conto durante a transa. Pela primeiríssima vez no papel. Taras? E quem não as tem? eheh

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Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

REALIDADES...

Um querido leitor perguntou se as histórias aqui são reais. Claro, ele se referia às histórias que se passam em nossa época, e em nosso país. Existem aquelas que sem dúvida aconteceram sim, e quase do jeito que eu contei. Mas que eu obviamente não presenciei, como a das duas moças que se amavam na Grécia antiga. Existem também aquelas que são contos, como “Don´t Stop”, uma das primeiras, e das que mais gosto.
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Quanto àquelas em que eu entro como participante ou espectadora, há que distinguir. Todas aconteceram. Em algumas eu estava lá, do jeito que escrevi. Temos muitos amigos, e amigos liberais. E adoro ouvir – é quase tão excitante quanto fazer, ou mais até. Assim, de outras eu ouvi a narração, e me coloquei no lugar de quem esteve. Acho que fica mais dinâmico assim, e ao mesmo tempo me consola por não ter estado presente a tudo (chuif!).
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Nessas que ouvi, tem um subtipo. Quem leu o primeiro capítulo de meu livro sabe que entre eu e Ludwig tem uma diferençazinha de idade. Eu ainda aprendia a rasgar embalagens de absorvente (argh) e ele, novo mágico, já com sua varinha (?) fazia mulheres amigas e mulheres de amigos darem passeiozinhos pelo reino do êxtase.
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Razões objetivas: Ludwig é estrangeiro e no Brasil estrangeiros têm privilégios, todo mundo trata bem: é louro – mesma coisa; é simpático e falante – raro para um estrangeiro, aí é qualidade dele; e é discreto – aí é tão raro que não é qualidade, é troféu. Se um cavalheiro tem o sonho de ver sua dama transar com outro, olha, Ludwig é a solução, sem querer ser publicitária. Ele trata a esposa do outro com respeito de mordomo inglês, faz apenas sua tarefa, deixa bem claro que a mulher é do outro, ele não faz parte do casal, muito menos da família, e que está lá para ser usado para o prazer da mulher e por tabela, pelo do homem. (Claro que para ele também não é uma tragédia, eheh).
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Assim, algumas das histórias que conto aqui são de Ludwig, antes de me conhecer. E fico enchendo a paciência dele para recontar e rerecontar, pois adoro. Uma das que mais gosto e ele detesta é a da primeira - e posso dizer o nome exato pois aqui ninguém é candidato a anjo - boceta da vida de Ludwig, a de uma alemã gordinha chamada Helga, de uma cidade com o feio nome de Lübeck, e que portava uma calcinha quilométrica branca e que sangrou lindamente com a primeira espada que teve o privilégio de estocá-la. Isso foi ainda nos tempos alemães de Ludwig.
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Mas a que pretendo contar é outra. Ludwig tinha exatos vinte e seis, poucos de Brasil, ainda se confundia nos gêneros das palavras e arranjou como amigos um conhecido advogado de JF, com exatamente o dobro da sua idade, e uma esposa charmosíssima que tinha doze anos menos que o marido. (Ludwig guardou esses de detalhes). Rodearam-no, bares, encontro na Rio Branco, ida à praia juntos.
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Numa dessas, num bar meio vazio veio a proposta (os dois lado a lado, bem juntos, as mãos segurando firme um no outro como a mostrar que estavam juntos nessa.) O cara falou com a leveza de quem defende uma causa junto ao Supremo Tribunal que tinha o sonho de ver a esposa fazer e disse com todas as sílabas se-xo-a-nal com outro homem. Seria a primeira vez dela por trás. Perguntaram o que achava disso e o Ludwig da época com seu português capenga até ainda não estava acostumado, mas abriu sorriso e disse “Linnnnndo, Marrrrrravilhozo!” Espertinho eheh.
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Que estava nervoso no começo. Ludwig me conta que a mulher no motel de nome em francês ruim vestia todas as cintas-ligas e calcinhas vermelhas de sex-shop que se possa imaginar. Mas ela muito feliz, afundara os joelhos na colcha macia da cama redonda. O marido a um metro, nu como Adão, os pelos grisalhos, inclusive os que guarneciam o falo que ele percorria apertando loucamente com a mão. E o jovem Ludwig, de joelhos atrás da mulher, suando frio.
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Até que relaxou e apertou-lhe os bumbuns, cafajesticamente, e o casal gostou. Ludwig relaxou e enganchou os dedos nos fechos da cinta-liga, afastando-os, e seus dedos exploradores por baixo da calcinha-de-putinha quase se queimaram com o calor da fenda molhadíssima.
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Mas o momento must foi o da perda daquela virgindade mui especial. O ritual todo: os dedos do amante espalhando muito creme, sem pena de desperdiçar. Depois, os mesmos dedos, primeiro um, depois dois, percorrendo os caminhos ainda nunca percorridos enquanto a mulher franzia os olhos, cada vez com menos dor, cada vez mais à vontade.
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Adoraria ver o homem jovem, seu instrumento suspenso no ar; a mulher charmosa e com muita beleza da juventude, de quatro; o marido batendo uma querendo ganhar o recorde mundial de intensidade no vai-e-vem. Adoraria ver a cabeça rosada desaparecendo, a carinha feminina com mistura de dor e alegria, cada vez menos dor. As mãos do amante aproximando com velocidade de tartaruga a cintura da mulher, e o falo a desaparecer. E um sorriso marcando o momento mágico em que a garota relaxa, seguido pelo afasta-e-mete, feliz, completo. E terminado com um gêiser de creme, aliás dois, pois o marido lindamente corno ao lado também conta.
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. Um querido leitor perguntou se as histórias aqui são reais. Se eu escrevesse dizendo que um casal amigo nos fez esta proposta, e eu estava presente, eu mentiria. Mas confesso que adoraria ter visto.
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Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Loba

Ao contrário do que se pensa, uma troca de casais é muito feminina. Mulher manda, homens se forem espertos são bonzinhos, torcem para as mulheres estarem a fim e com um pouquinho de sorte colhem um momento inesquecível, a três, a quatro, a cem. Por isso, rapazes, nada daquelas hiperbreves cantadas de Orkut: “Tem MSN”? Só cavalheiros se dão bem no Swing. Ser discreto, não ser feio e ter um instrumento competente – esse é o papel do homem. E torcer – o resto é com a mulher.



Sabe aquelas mulheres charmosas de quarenta e pouco, idade-de-loba? Caso de Clarice. Sabe aqueles lances de mulheres recém-separadas, novas experiências, namorado novo, tal e etc.? Caso dela, de Clarice. Uma pessoa viu. Clarice, seus chamosíssimos 44, uma bermuda lá em cima mostrando que as pernas continuavam em forma, o namorado de cabelos preto-petróleo de dez anos a menos, e um amigo, um quase-cinquentão louro muitíssimo em forma, e uma outra pessoa, bar no Granbery, perto do Colégio.



A luz muito baixa do bar e as garrafas de Liebfraumilch que se acumulavam podem ter tido algo a ver. As conversas entre os quatro e particularmente entre os três – os dois cavalheiros e a dama Clarice – se foram tornando aquecidas, densas. Discutiu-se quem posou nua em tal ou qual revista, se afastou muito as coxas ou se devia ter mostrado mais. Corpos femininos e masculinos, falos duros e jovens mulheres belas e suas delicadas xoxotas passaram a mandar na conversa. Clarice puxou o assunto se a posição mais feliz era o cachorrinho ou o mamãe-e-papai, e a distância entre os três se foi reduzindo. Clarice aproximou o rosto do amigo louro e convidou a língua deste a se enroscar na dela – convite que este aceitou com prazer e logo depois também lambeu a língua do namorado. E abriu sorriso, marcando que era a primeira vez que beijava dois.




E continuou tudo no Delirius. A quarta pessoa se distraiu procurando músicas românticas no rádio e quando se virou, cena linda: os dois cavalheiros, limpinhos e enxutinhos depois do banho, ambos vestidos de Adão, os falos de ambos a desafiar a gravidade, abraçando a mulher, esta só de calcinha, não muito pequena, que foi logo tirada e jogada ao teto pelas mãos da própria dona.



Nua, Clarice pôde usufruir plenamente dos direitos de mulher separada e livre. A quarta pessoa viu cena linda. Tudo no comando da mulher. Clarice disse qual era seu sonho. Determinou as posições. O namorado, com o qual tinha relação firme, seria ao natural. Quanto ao amante louro, camisinha, sempre. Sem problemas. O homem louro plastificou. Ela se pôs de quatro, centro da supercama redonda, os cavalheiros de cada lado – e nos próximos minutos Clarice se dedicou a receber em sua doce fenda o falo do amante, a essa altura já batendo recordes de grossura - e em agasalhar com a boca o instrumento do namorado, mais fino porém mais longo.



Mas não deixou que os dois explodissem em creme. Afastou-os e disse que sempre teve o desejosinho de se sentir – palavras ela – bem piranha. Deitou-se, afastou os tornozelos o mais que pôde – um caminho de rubis apareceu entre os pelos clarinhos e ordenou: o louro enterrou sua cabeça arroxeada, estocou três vezes fazendo a mulher dar dois uivinhos, e Clarice chamou o outro, que deu suas poucas metidas e foi substituído. Sonho de Clarice, comer dois homens, os dois se alternado em dar-lhe alegria.



A quarta pessoa era eu. Nada foi planejado. O louro era Ludwig. Fiquei quietinha, torcendo para tudo dar certo. E deu!



Histórias de casal...
Beijos e beijos, Bia

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sem preconceitos!

A gente deve se despir de roupas e preconceitos e meus amigos Carlos e Sofia me ajudaram a me despir de mais um. O de que casais swingers são jovens e descolados. Nada contra ser descolado e jovem mas eles não são assim. Sofia tem seus sólidos e cheramosíssimos cinqüenta, seu marido tem dez a mais. E eles me proporcionaram uma das cenas mais lindas que já vi.

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Meus amigos não fazem troca com outros casais. Eles educaram duas crianças, com muita luta e despesa, melhores colégios etc. e como acontece com muitos casais descobriram que num piscar uma das crianças casou com um paulista e hoje já tem suas próprias crianças. E outra criança hoje trabalha com computação nos EUA. Ou seja, as crianças deixaram de sê-lo. E meus amigos ficaram sós. E livres. E um dia se olharam olho no olho e decidiram o que fazer com sua liberdade.

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Sofia revelou o que queria como presente de aniversário de cinqüenta anos: outro homem. O marido topou. Isso foi já há uns três anos e desde então os aniversários são comemorados no Love´s ou New York New York, com ajuda de um amigo ou garotão discreto.

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Quase por coincidência pude ver um desses aniversários. Eu conversava com um quase-amigo bem jovem, seus vinte e um ou pouquito mais, num bar na Rio Branco, Ludwig em Vitória dando palestra sobre corrosão de dutos (argh!). Meu quase-amigo era jovem, belo, e negro. Minha amizade ou quase com ele não era tão desinteressada, era Ludwig que a estimulava na esperança que entre eu e o rapaz surgisse uma sessão de ai-ui-ai-maisrápido no Delirius, o que pra mim não seria terrível tragédia.

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Conversávamos e o rapaz negro recebeu ligação no celular. Era a festa de aniversário. Soube de quem era, falei muito animada com ela e implorei para ver. Não faria nada, só colaria meus olhos na cena.

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O que admiro no meu casal amigo é a honestidade. De quem faz as coisas, consciente. Falei com ela e com ele e me informaram de tudo. Sofia me informou que sempre fantasiara em fazer uma e pronunciou com todas as sílabas e letras a palavra su-ru-ba. E o maridaço reforçou: ele sempre sonhara em transar com a mulher depois dela fazer a su-ru-ba com outros homens.

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Tendo decidido, foram lógicos. Três machos (marido fora!) eram suficientes. Soltei foguetes quando me deixaram ir também.

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No Number One pude ver como o sonho fora detalhado. Meu amigo era negro. Outro era louro. Outro, branco do cabelo bem preto. Meu casal amigo pensou em tudo.

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Sentada num cantinho (e vestida!) vi cena linda, ou várias: minha amiga a chegar de cinta-liga daquela bem vaporosas, tirar a calcinha e deitar-se afastando uma perna apara Marte outra para Saturno. Uma fenda rosada apareceu entre os pelos negros de Sofia, fenda essa que foi logo preenchida por meu amigo negro. Ele usou o corpo dela e teve seu próprio corpo usado por minha amiga, que rápida empurrou-o quando o garotão não mais agüentava e arrancou-lhe o plástico transparente e sentiu seu doce esguicho lhe acertar a ponta do seio esquerdo.

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O mesmo com o louro e o moreno, que esperavam quietinhos em fila seu momento de fazerem desaparecer seus falos. Eles os tiveram. E mesma coisa, minha amiga os obrigava a sair e eles encheram sua barriga, seios e rosto de faixas de iogurte branco.

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Entendi a fantasia quando vi o corpo branco e nu de Carlos se jogar sobre o da esposa, num mete-mete bem tradicional que logo resultou em gritos de gozo dele, tão animado estava. Não pude deixar de pensar que os corpos dos dois formaram um sanduíche com bastante molho no meio, sendo o molho o líquido de prazer dos garotões.

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Depois me explicou. Achava que estava na hora ter uma relação melhor com o esperma de outros homens, senti-los não só dentro do corpo da esposa mas no próprio corpo. E adorou. E disse isso com Sofia do lado, já vestida, nós três numa sorveteria, no pós-transa.

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História, histórias por aí...

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Beijos e beijos, Beatriz

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Idéia: no rosto

Meu marido Ludwig já tirara devagar a calça jeans, a sunga vinho e todo o resto e seus dezoito centímetros apontavam para mim. Não gosto de ficar completamente nuíssima – gosto de manter um brinco, até um lenço – mas eu estava. A tora de Tiago tinha tamanho médio, uns 15, por aí. Eu nadava por sobre o corpo do rapaz. Foi o amante que Ludwig arranjou para mim neste maio. Era para ser em março mas o rapaz relutou por dois meses enquanto Ludwig tentava convencê-lo que era isso mesmo, ele iria transar com uma mulher casada, com o marido de platéia.
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Até aí, nada de anormal. Motel medieval (nome boboca!), mulher, marido e amante, transa a três, ou a dois com um vendo. Mas importante, pois deixei preconceito de lado. Senti as contrações no talo de Tiago, quase todo cravado na fenda. Empurrei-o, arranquei a camisinha e dei a louca, aproximei meu rosto. O menino fez ooouuu de bezerrinho enquanto seu doce cano me acariciava a bochecha com jato após jato cálido, como carícia.
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Desde os tempos de garota que não deixava ninguém gozar em meu rosto. Adorei! E Ludwig também.
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Beijos e beijos, Bia
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

VIZINHOS

Marcela ao se separar veio morar numa casa. Arquitetura moderninha, a área de estender roupa dava para o vizinho.

Um casal de pombinhos recém-casados ocupou a casa vizinha. Trocavam sorrisos com Marcela e pouco mais.

Tarde de sábado, estendia lençóis. Ouviu gemido. A garota se empenhava em afastar o mais possível os dois tornozelos. Na frente dela, o cara parecia ter mais de palmo e meio. Marcela decidiu que o mais digno seria sair. Ficou. O casalzinho fez mamãe-e-papai, de-quatrinho, coquetel-de-frutas de posições. Trocaram gritinhos-de-gozo.

Naquela noite Marcela deu conta: estava no seco havia seis meses e dezessete dias.

E o casalzinho tinha a força dos melados-de-lua. Um dia a garota resolveu praticar hipismo: Upa upa, cavalinho! e balançou a mão, laço imaginário. Aioôôôôôuuu Silver! e acelerava o galope.

O ver virou vício. Marcela circulava pela casa com ouvido hipersensível na casa vizinha, os horários muito regulares dos dois a ajudar tudo.

Noutra noite Marcela assistiu a um quase-crime: a garota vestida de Eva sentou-se sobre o seu Adão, também a caráter. E sentou-se sobre a cara dele, inteira, total peso, feliz como rainha, cruelmente se sentando sobre o rosto do dele sempre que o coitado fazia tentativa de respirar.

Dia seguinte, ritual de sempre, a calcinha da garota voando longe. Marcela vê ou começa a ver. Seus passos comandam, descem a escada, amassam as lajes da rua. A mão aperta a campainha. O sorriso da garota aparece, o mesmo do marido logo atrás.

- Entre – disse. – Estávamos à espera.