segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Com outra mulher

A nudez da Amiga

Ana Beatriz S.



Pensava que iria se inibir tipo sou-tão-inexperiente. Nada. Apaguei a luz da suíte Duas-estrelas do New York New York e éramos só nós, eu e Aleide, nenhum homem a dez mil milhas-luz de distância.

Ludwig que me arranjou Aleide. São colegas de trabalho. Ele lhe deu carona, ela se queixando de noivado rompido, traições, coisas essas. Disse meio-a-brincar que, agora em diante, só com outra mulher. E meu marido disse meio-sério que ela podia ter uma experiência com sua linda (!) esposa. Que não tinha problemas quanto a isso, muito menos ele, liberais. E só nós, ele fora do caminho.

Conhecia Aleide só de vista, os cabelos alourados a formar caracóis nas pontas, a cintura não magérrima mas bem ajeitadinha. E confesso com risco de parecer cafajeste que fiquei entusiasmadíssima com a possibilidade de fazer amor com a amiga de meu marido. Meu marido me aconselhou prudência mas joguei a dita cuja de lado. Liguei para Aleide e convidei-a para vitrinar num Shopping, sábado à tarde. Meu coração pulou duas batidas. Ela topou.

Pensava em negociações mais complicadas que tratado para melhorar o aquecimento global. Nada. Vitrinamos um pouquinho, cada vez mais juntas, nossas mãos roçando e eu sentindo faísca. Aleide sabia o que queria. Uma das conversas mais sexies da minha vida tivemos numa mesinha redonda da praça de alimentação, cercados de adolescentes nas mesas em volta, nós falando baixo e loucas para nos beijar e eu a querer adivinhar os lindos bicos que transpareciam na blusa amarelo-enjôo. Queria experiência. Só. Podia ser que um mês depois estivesse encangada com outro noivo. Mas queria uma experiência com outra mulher, saber como era. Marcamos.

Os minutos viraram tartarugas mas chegou o dia. Voltei aos tempos de solteira. Sair, escolher a roupa, escolher perfumes e calcinhas, sabendo que algo sairá daquilo. Eu que fui pegá-la. Meu coração deu pulo quando desceu do prédio ao lado da praça Melquita. Linda com sua calça comprida branca e sua blusa fininha idem. Talvez pensasse que uma mulher que transa com outra não deve ser muito feminina. Bobagem. Mas Aleide estava linda de homenzinho. Trocamos os dois beijinhos tradicionais, ou não, pois o segundo já foi um beijinho meio-de-língua, a minha e a dela roçando. Tive de me conter para não querer voar para o motel com velocidade de fórmula um.

A bobona da portaria duplicou os olhos de tamanho quando viu que éramos duas. Aleide riu. Eu me surpreendia, frescura zero, carnalidade cem.

Que subiu para duzentos quando a jovem mulher saiu do banho. Cravou olhos nos meus e desfez o nó da toalha, que revelou o nada que trazia por baixo, um corpo estourando de feminilidade, os quadris largos, bem-mulher, e como atração principal uma tira de pelos acastanhados de três centímetros exatos de largura. Meu lado mulher-que-gosta-de-mulher deu um pulo. Atirei-me, queria comer aquela garota literalmente, a dentadas.

Aleide pôs duas cadeiras uma em frente à outra. Sentou-me numa, apagou a luz, sentou na outra. Percebi que era sonho antigo, que ela fantasiara nos detalhes todos. Suas mãos me afastaram as coxas, fiquei por completo exposta, sentindo o friozinho do ar condicionado onde sou mais mulher. Nossos joelhos se tocaram e senti que minha amiga também abrira as pernas. Entendi o jogo. Eu logo sentia na minha língua o gosto de seu batom cereja. E senti choque quando suas mãos quentes tocaram o interior a meio das minhas coxas. E levando dois milênios para chegar ao ponto exato. Eu ansiosa não pude esperar tanto. Minhas mãos sentiam logo os pelos ásperos da amiga, sua maravilhosa fenda campeã de umidade. Eu fazia o que sonhara.

Aleide também acariciava a minha. Tive pena quando a senti parar, mas entendi quando ouvi o ruído quase inexistente de uma embalagem de camisinha a ser partida com os dentes

- Posso? – disse ela.

Nervosa como adolescente nem respondi e Aleide com o seu maravilhoso dedo médio protegido encontrou seu caminho. A primeira metade entrou muito calma e o resto também. Eu sentia os movimentos da fêmea em meu corpo e apertava sua cintura, eu queria aquela mulher para sempre, que não terminasse nunca.

Ela me deixou curtir. Perguntou quase tímida:

- Faz também em mim?

Cruzei os dedos, feliz. Agora era a minha vez.

Beijos e beijos,
Beatriz

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

ACAMPAMENTO

Elaine tinha ... anos e era bandeirante. Detestava sua Guia. É o nome que ganham as meninas mais experientes. Teresa marchava melhor, esquentava a comida melhor, até sujava os pés de barro melhor. E Teresa parecia marcá-la, estava sempre ao lado, seu cadarço está solto, essas salsichas estão frias.

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Serra do cipó, dez da noite. Elaine viu o nariz bronzeado de Teresa aparecer na entrada de sua barraca. Era para duas mas a outra menina faltara. Torceu o nariz. Teresa trazia sacola de pano. Fechou a entrada atrás, aboletou-se sem convite.

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Abriu a sacola. Três latinhas de Brahma suavam.

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- Isso é contra as regras – disse Elaine.

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- E a gente deve ser certinha sempre?

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No primeiro gole eram quase inimigas. No fim da primeira lata sorriam uma à outra e no meio da terceira davam gargalhada para discurso de ministro.

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- Tenho te enchido, não? – disse Teresa.

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- Tem sim. Você é um saco.

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E riram, amigas desde o nascimento.

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- Desculpa, não queria nada disso.

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E Elaine sentiu os lábios da recém-amiga no interior da coxa. O mundo girou. Teresa beijou um par de vezes a coxa esquerda da amiga. Antes que pudesse pensar as mãos de Elaine acariciaram os cabelos pretões da outra. Teresa recitava Desculpa, desculpa e beijava. Elaine sentiu os dedos da amiga forçando as tiras da calcinha branca para baixo. Relaxou, deitou-se, entregou-se à Brahma e às desculpas da amiga.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Idéia: no rosto

Meu marido Ludwig já tirara devagar a calça jeans, a sunga vinho e todo o resto e seus dezoito centímetros apontavam para mim. Não gosto de ficar completamente nuíssima – gosto de manter um brinco, até um lenço – mas eu estava. A tora de Tiago tinha tamanho médio, uns 15, por aí. Eu nadava por sobre o corpo do rapaz. Foi o amante que Ludwig arranjou para mim neste maio. Era para ser em março mas o rapaz relutou por dois meses enquanto Ludwig tentava convencê-lo que era isso mesmo, ele iria transar com uma mulher casada, com o marido de platéia.
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Até aí, nada de anormal. Motel medieval (nome boboca!), mulher, marido e amante, transa a três, ou a dois com um vendo. Mas importante, pois deixei preconceito de lado. Senti as contrações no talo de Tiago, quase todo cravado na fenda. Empurrei-o, arranquei a camisinha e dei a louca, aproximei meu rosto. O menino fez ooouuu de bezerrinho enquanto seu doce cano me acariciava a bochecha com jato após jato cálido, como carícia.
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Desde os tempos de garota que não deixava ninguém gozar em meu rosto. Adorei! E Ludwig também.
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Beijos e beijos, Bia
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Dicas para damas para transarem com outro na frente do seu

Uma amiga me disse que gosta de transar a três, com o marido sendo um dos dois cavalheiros. Não perguntei detalhes. Imagino que engole o talo do maridão enquanto o outro sortudo entra e sai do seu doce corpinho (não é muito alta).

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Sou diferente. Nada contra quem faça, mas o a-três nunca nos fez a cabeça. Gosto de transar só com o outro homem, com Ludwig de platéia. Para outras damas que sonhem em transar com outros na presença dos namorados-maridos, dou as dicas da experiência, ehehe.

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O melhor é uma grande cama, onde o garotão possa ficar de joelhos e eu de quatro, para uma transa cachorrinho. O marido fica num sofá ou pufe na frente (depende do motel) olhando bem nos meus olhos. É divino!

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Tem vezes que a gente está mais classuda e noutras mais cachorra. Tem dias que gosto que Ludwig faça papel de nobre tarado: ele vestido, BEM vestido, paletó, sapato brilhando, gravata no mesmo tom da meia, balançando o gelo no copo de uísque. Enquanto isso eu nua com um rapaz que não conhecia há quarenta minutos antes, ele a me segurar pela cintura, o gelo de Ludwig batendo no vidro do copo e bem, os delicados bagos do rapaz batendo em meu corpo. Me deixa doida.

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Mas nem sempre temos classe: às vezes peço que Ludwig deixe a classe de lado e aproveite e deixe de lado também a camisa, a gravata e a sunga, e sua mão aperte e bata uma para eu ver. E ele faz, direito a esguicho de mel branquinho e tudo. Também é o must!

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Beijos, Bia

segunda-feira, 13 de julho de 2009

COMO É TRANSAR COM OUTRO (II)

Tudo bem, meu marido teve todo o trabalho de arranjar um rapaz na igreja (! – surpresos?) ou clube, passou-lhe toda a conversa, não, não somos membros de alguma máfia internacional do narcotráfico – a única droga que entra em nossa casa são os programas de TV, que para esses só desligando; não, não extraímos rins para venda ilegal no Primeiro Mundo - ele não tem o menor perigo de amanhecer anestesiado numa banheira com gelo. Somos exatamente o que dizemos ser: um casal que gosta que a banda feminina deste casal ame outros homens. Ame, e estes depois caiam fora, ficando com a recordação do prazer.

Tudo bem, o rapaz topou. Sexta ou sábado à noite. A noite começa com Ludwig. Ele recebe o rapaz, acalma-o (às vezes é preciso), e manda o cara para o banho. Daí eu não participo. E – detalhe importante – Ludwig diz que ao sair, enxugue-se (claro!) mas venha sem nada. Vestido só de amor. E sem chinelas, pelamordeDeus! Nada mais brochante que homem pelado de chinela.

O garoto sai e surpresa, Ludwig já o espera vestido de Adão também. Aí tem uns que encucam, acham que vai rolar homem-homem, aí o pobre Ludwig tem de catequizar de novo, é que quem está na chuva é para se molhar e ninguém ali é santo, etc.

Nisso eu me apronto no quarto. Gosto de me vestir vulgar. Não submissa – nada de fantasias de house-maid ou enfermeira, pelamor, mas vulgar. Breguíssimas tanguinhas de sex-shop, em forma de coração com pompons nas bordas, o sutiã com aberturas nos bicos. Ou tanguinhas menores ainda do tipo especial-para-garotas-de-programa, com aquela rachadura dá para adivinhar aonde.

Aí eu entro. Cena linda como a vida: dois machos pelados, Ludwig já acostumado, em completo riste no esplendor dos dezoito centímetros e o garoto geralmente ainda nervosildo, a literalmente meio-pau. Minha filosofia é, tem de acontecer logo, senão brocha tudo. E entro rasgando, digo Oiiiiiiiii, tudo bem?! Dou-lhes beijoquinhas plec-plec no rosto e minha mão em tubo já agarra aquele lugar que já adivinharam e dá um par de bombadas. Adoro ver o os olhos de susto do menino. Mais ainda quando eu agarro uma das mãos dele e ponho num dos seios e agarro a outra e boto vocês sabem em qual pedaço de mim.

Nesse momento meu marido diz que vai nos deixar livres para fazemos amizade.

E segue-se uma relação sexual entre a senhora Ana Beatriz S., mineira, casada, professora, eleitora da circunscrição de Juiz de Fora, com o senhor João Carlos ou Roberto ou Felipe ou Gabriel, geralmente mineiro mas podendo ser carioca ou de qualquer outra procedência, seguindo-se os gemidos e suspiros usuais em atos de semelhante natureza, com o referido senhor esforçando-se por enterrar mais e mais o falo dentro do buraco da referida senhora vulgarmente conhecido como boceta ou xoxota, esmerando-se ambos em sentir muito prazer durante este ato.

Depois, banho tomado, eu já muito ensabonetada e cheirosa, Ludwig já pronto para conduzir o rapaz para fora, dou-lhe outros beijinhos plec-plec no rosto e digo que ele é muito gostoso. E tchau. Cinco minutos depois, o garoto é só um passado gostoso.

Simples assim.

Beijos e beijos,
Beatriz

segunda-feira, 6 de julho de 2009

QUERO É VOCÊ

- Está certa que não é transferência psiquica? – disse Ariela, mão a tremer.

- Trata-se de quebra de bloqueios reichianos – disse Carmem do outro lado da mesa.

Eram amigas desde a Faculdade de Psicologia, consultórios a duas portas uma da outra. Carmem a chamara para o bar e com a descontração de um encontro de juristas fizera a proposta.

- Uma intimidade, entre nós duas – disse Ariela querendo crer.

- Uma relação ho-mos-se-xu-al –Carmem repetiu o que dissera, e elaborou noção justificativa baseada na análise interpessoal e Ariela sentia cada uma das voltas na renda da calcinha.

Calcinha que ao lado do chuveiro do apartamento Ariela tirou rindo com o fato de que do lado de fora não havia ninguém tirando a sunga.

Carmem se sentara-meio-deitada na borda da cama de lacinhos pompom, uma tira grossa marrom-clarinha a dividir-lhe as coxas brancas quase-rosa. Ariela de topless, calcinha de manchinhas pretas.

Foi difícil decidir quem iria penetrar com os dedos na e Carmem fez questão de utilizarem a palavra va-gi-na para deixar claro que eram duas adultas conscientes do que estavam a fazer.

Acabaram por decidir. A unha aparadíssima do dedo médio de Ariela desapareceu.

Ariela teve quase tédio. A carne úmida da amiga lhe esmagava o dedo. Depois de uma dúzia de estocadas digitais, o brinquedo lhe pareceu interessante. Seus olhos se fechavam sem ordem do cérebro.

- Está satisfatório? Digo, a experiência é positiva para as aspirações do seu ego?

- Dane-se o ego, quero é comer você.

Como é transar com outro (I)

Uma dúzia ou pouco mais de amigas já me perguntou como é a sensação de amar fisicamente outro homem, sendo casada.

Eu respondo, Gente, é tão natural e tão estranho quanto pegar um ônibus ou passar num caixa de supermercado. São coisas complexas e surrealistas, apenas a gente se acostumou.

O primeiro cara com quem transei na frente do meu marido pareceu uma declaração da Terceira Guerra.

Hoje é tão simples. Prefiro meninos jovens, entre seus dezenove e vinte e um. Menos que isso é menor de idade, nem pensar. Mais que isso eles já se acham muito espertos, acham que têm algum direito, etc.

Prefiro rapazes de bom nível social, que sejam um tanto tímidos, que nunca tenham tido namorada, ou só uma ou pouquinhas. (Estou dando o tipo ideal, tá? Nem sempre isso acontece).

Quanto ao tamanho da bem... ferramenta principal de trabalho, sem ser politicamente correta, não é o mais importante. Até por que é mais difícil que se pensa saber antes o tamanho, ainda mais o tamanho que interessa, da hora do vamos-ver. O importante é que funcione!

Já me perguntaram, e tem problemas de funcionamento, em meninos tão jovens? Bem, são jovens são, mas as pessoas desconfiam demais. Não dá pra imaginar o trabalho que Ludwig tem para convencer um rapazinho de que: ele vai transar com uma mulher de seus trinta que (oh vaidade!) manteve-se nos trilhos e engordou exatamente um quilo desde os quinze anos; vai esfregar o falo nas coxas dela, chupar os seios dela, apertar o bumbum dela; ela vai lhe chupar os bicos com força; vai sentir o gozo dela; vai gozar sobre a barriga dela; tudo sem perigo nenhum; com consentimento do marido; não vai pagar nem mesmo a conta do motel. E tem cara que para fazer isso paga profissionais ou trai maridos com risco de levar tiro.

Ou seja, tudo o que um homem sonha. E eles duvidam. Às vezes o rapaz já está dentro de mim quando se convence que é sério, ele ganhou a sorte grande. Aí se solta. Aí é o paraíso.

(continua)